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A Música de "A ODISSÉIA" por LUDWIG GÖRANSSON

De tempos em tempos, surgem compositores que nos arrebatam. Em especial, no campo de trilhas sonoras musicais originais. Maestros como Nino Rota, Jerry Goldsmith, Ennio Morricone e John Williams passam o bastão para uma geração com John Barry, Bill Conti e Henry Mancini. E todos influenciaram uma nova formada por Hans Zimmer, James Newton Howard, Danny Elfman, Alexandre Desplat e Ludwig Göransson. Este último é o compositor do momento. Chamando atenção de público e crítica com o herói de Wakanda, Pantera Negra. Uma música com influência africana que se mescla perfeitamente com a erudita. Grande parceiro de trabalho do seu realizador Ryan Coogler. Com quem trabalha desde seu primeiro filme, “Fruitvale Station” de 2013. Isso o creditou a escrever a música para o caçador de recompensas mais celebre dos últimos tempos da saga Star Wars, “O Mandaloriano”. Tanto para a série, quanto para o filme “O Mandaloriano & Grogu”, lançado este ano. Para saber mais no link: https://cyroay72.blogspot.com/2026/05/a-musica-de-o-mandaloriano-grogu-por.html


Juntos realizaram a franquia “Creed”, ratificaram a parceria com “Pecadores” em 2025. Literalmente uma viagem pelo blues na terra do tio Sam. Comentamos no link: https://cyroay72.blogspot.com/1969/12/ludwig-goransson-uma-nova-geracao-de.html. Formou outra parceria de sucesso com Christopher Nolan, compondo a trilha musical do thriller scifi “Tenet (2019)” e o drama “Oppenheimer (2023)”. Por este último, levou o Oscar da categoria para casa. Retomada em seu último filme, “A Odisseia”. A película que retrata o conto de Homero, vem se destacando ao redor do globo. Discutimos no link: https://cyroay72.blogspot.com/2026/07/a-odisseia-de-homero-por-christopher.html. Ludwig atendendo o pedido de Nolan, em não utilizar os instrumentos tradicionais para a música no filme. Quer dizer, sem instrumentos de cordas, sopro e de percussão, como bem conhecemos. Completou que na Grécia antiga não havia instrumentos assim. Fazendo com que o compositor saísse de sua zona de conforto. Com sintetizadores, a guitarra, o violão e uma orquestra, indo a campo para pesquisar a respeito. 


“A Odisseia” se passe na Idade de Bronze. Christopher sugeriu o bronze como ponto de partida. Gôransson alugou 35 gongos de bronze para experimentar sons. Comentando: “Batendo em paredes, em grades, em qualquer coisa que encontrássemos lá fora. Como sucatas de metal ou aparelhos de ar condicionado”. Ele adicionou a lira e aulo. Este um instrumento de sopro daqueles tempos. Indo ao sul da Albânia para gravar o isso-polifonia albanesa (um canto típico) e flautas de pastor da região. Que são chamadas “dyjar”. Adicionando uma camada mais emocional às partituras, nas palavras de Ludwig. Disse que os gongos não seguem a escala ocidental de 12 notas (afinação padrão de pianos e orquestras).

Utilizando softwares de modulação avançados para esticar e distorcer as frequências naturais do bronze batido. Criando acordes e texturas melódicas sombrias a partir das notas que “habitam as frestas” da música tradicional.  O resultado final é uma trilha sonora musical original, sem precedentes. Épica, cativante e reflexiva. Que nos leva à jornada de Odysseus, indo literalmente ao inferno. Para conseguir voltar para casa, aos braços de sua amada Penelope e o filho que não conheceu Telêmaco. Destaque para os temas “Ithaca”, “Penelope”, “Cyclops”, “Circe”, “Sirens” e “Odysseus”. Com direito à canção original “When I’m Home” de James Blakey, Gôransson, Nolan e o rapper Travis Scott. O último faz uma participação especial no filme, ao interpreta-la na abertura.

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