No último domingo (15 de março de 2026), tivemos a 98ª cerimonia do Oscar e o grande vencedor com o drama com ares humor negro “Uma Batalha Após A Outra (2025)” de Paul Thomas Anderson. Totalizando seis estatuetas, incluindo Melhor Filme, Melhor Diretor e Melhor Ator Coadjuvante (Sean Penn). Também estava disputando como Melhor Trilha Musical Original, composta por Johnny Greenwood. Conhecido como guitarrista do cool indie Radiohead e colabora com Anderson desde “Sangue Negro (2007)”. O grande vencedor na categoria foi Ludwig Göransson por “Pecadores (2025)”. Este é uma jovem revelação do mundo da musica para filmes e é um parceiro de Ryan Cogler, desde sua estreia no cinema com o drama ‘Fruitvale Station” de 2013.
Levando para casa, sua terceira estatueta. Anteriormente venceu por “Pantera Negra (2019)” e “Oppenheimmer (2023)”. O musico sueco em seu discurso, agradeceu ao pai: “Quando tinha sete anos, ele colocou uma guitarra em meus braços e adorei. Foi a guitarra que me trouxe para os EUA e que me levou ate um dos melhores contadores de história, Ryan Coogler”. Conhecido por mesclar música clássica, eletrônica e world music, Ludwig trouxe um ar de novidade ao gênero. Sons tribais aliados às referencias aos maestros John Williams, Ennio Morricone e Jerry Goldsmith, nos levam a uma viagem musical. Dentro do universo Star Wars, quando compus a trilha musical das séries “The Mandalorian (desde 2019)” e “The Book of Bobba Fett (2021/22)”.
Ambas possuem uma nostalgia aos velhos filmes de faroeste.Já a parceria com Coogler rendeu a franquia “Creed”. Que nos traz o filho de Apollo Creed, Adonis feito por Michael B. Jordan, em seu sonho para ser campeão mundial do boxe como o pai. Aqui temos a presença do eterno Rocky Balboa Sylvester Stallone como seu mentor, trazendo consigo seu icônico tema composto por Bill Conti. Aqui Ludwig o recria com o tema original para Adonis.
Isso o impulsionou compor para “Pantera Negra (2019)” e em “Pantera Negra: Wakanda Para Sempre (2022)”. A música serviu como um tributo à memoria de Chadwick Boseman, falecido em 2020. O inicio da parceria com Christopher Nolan com “Tenet (2020)” e “Oppenheimmer”. Voltando a trabalhar com Coogler em “Pecadores”. Uma trilha que vai a fundo nas raízes musicais da terra do tio Sam. O blues vindo dos tempos da escravidão até o surgimento de Robert Johnson. Aqui temos o conto dos irmãos gêmeos Smoke & Stack, vividos por Jordan, ao abrir um bar de blues na sua cidade natal Clarksdale (Mississipi).
Comenta que o filme é uma homenagem ao tio de Ryan, um apaixonado pelo blues. Mas que veio a falecer durante as filmagens de “Creed: Nascido Para Lutar (2015). Sugerindo uma viagem até Memphis com ele, a esposa Selena, o pai, que é guitarrista e Coogler. Göransson queria ir fundo às origens do blues. Já que a trama de “Pecadores” é situada nos anos 30. Havendo pouco material gravado com qualidade, conheceu o produtor Lawrence “Boo” Mitchell. Proprietário do Royal Studios, que possui uma rica história musical nos anos 60 e 70. Uma viagem ao blues por Clarksdale, Memphis e Indianola (Mississipi). Lá visitou o BB King Museum e entrou de cabeça neste mundo. Gravou e tocou no Royal Studios com músicos locais. Ao lado de lendas do blues como Alvin Youngblood Hart e a nova geração formada por Rafael Saadiq e Brittany Howard.

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