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O Documentário "ELTON JOHN: NEVER TOO LATE"

O então jovem Reginald Dwight sempre se imaginou como uma estrela da música. Assim que chegou a idade adulta mudou seu nome legalmente para Elton Hercules John. O resto é história. Que chegou a ser contada no cinema com “Rocketman” em 2019, que é baseado livremente nas suas memórias de como se tornou a lenda que conhecemos. Para saber mais no link: https://cyroay72.blogspot.com/2019/06/rocketman-cinebiografia-oficial-de-sir.html. Após 50 anos de carreira, se despediu dos palcos em 2022 com uma emocionante apresentação no Dodgers Stadium em Los Angeles. O mesmo que marcou sua carreira em 1975, quando se tornou seu maior show e o auge. Comentamos no link: https://cyroay72.blogspot.com/2022/11/sir-elton-john-se-despede-dos-palcos.html. Com isso dito, temos o documentário “Elton John: Never Too Late (2024)”, que conta os bastidores desta turnê e com o próprio revisitando sua carreira. Em especial a fase “sexo, muitas drogas & r’n’r”.

Falando abertamente da fase áurea da sua carreira entre os anos de 1970 a 1975, onde se tornou o maior artista pop daqueles tempos. Relembra a infância difícil ao lado dos pais e a influência da música em sua vida. E como isso foi determinante para ser o ícone que conhecemos. Os flashbacks são contados em formato de cartoon e vemos o pequeno Reggie se tornar Elton John. Aprendendo sozinho a tocar piano e aprimorando sua técnica na escola de música clássica. Percebendo que não tem a habilidade necessária para tocar Bach, Beethoven, Mozart e Bartók. Em especial, este último. Já que seu estilo de tocar é mais despojado.

Saindo da escola para tocar nos barzinhos de Londres e formando seus primeiros grupos. Comenta também como a parceria com Bernie Taupin foi determinante para ser quem é hoje. Além disso, uma irmandade que nunca teve na sua vida, desde a juventude. Uma amizade que se mantem até hoje. O melhor momento da sua carreira também se mostrou o pior. Exemplificado com o vício em drogas e álcool somado às decepções amorosas. Seu empresário na época John Reid, é o principal culpado. Já que foi ele quem lhe apresentou a cocaína e com quem teve uma relação abusiva. Vimos isso ser citado sutilmente em “Rocketman”.

Um dos melhores relatos é quando Elton conhece seu ídolo, o beatle John Lennon. Através do apresentador de TV Tony King, os dois iniciam uma amizade que rende a parceria no hit “Whaetever Gets You Through The Night” do álbum “Walls and Bridges (1974)”. Com direito a uma aposta entre eles. Elton garantiu a canção como um hit e primeira nas paradas de sucesso. Já Lennon a desmereceu. O primeiro venceu e garantiu que John subisse ao palco com ele. Um dado interessante, Lennon não tocava ao vivo já fazia alguns anos. Bastante estressado, conseguiu faze-lo. Aqui temos imagens inéditas do fato e o áudio original do show realizado no Madison Square Garden em Nova York no dia 28 de novembro de 1974. Ao mesmo tempo, Elton acredita que ajudou John a reatar com Yoko Ono, pois estavam separados na época.

Em 09 de outubro de 1975 nascia Sean Lennon, Elton é seu padrinho. Com uma sinceridade de assustar os desavisados, as drogas despertaram o que há de melhor e de pior na sua persona. Evidenciando sua solidão e ao mesmo tempo, ele conseguiu se relacionar com as pessoas no seu entorno. Mais aberto e extrovertido. Mas que afetaram sua criatividade e o acentuaram sua buscar por um amor verdadeiro. Que veio após assumir sua homossexualidade em 1988 e o casamento com cineasta canadense David Furnish em 2014. Quando a união de duas pessoas do mesmo sexo foi legalizada na Inglaterra.

Este ao lado de R.J. Cutler, nos trazem um relato emotivo e sincero de Elton sobre sua vida e obra em “Never Too Late”. Como os traumas de infância e as desilusões amorosas, se tornaram sua trilha musical pessoal. Com Bernie traduzindo em palavras, o que ele vivenciou e ao mesmo tempo, juntos como parceiros musicais.  Elton diz que não sabe escrever letras com seu velho amigo. Apenas visualiza o que está lendo e daí a inspiração musical para o que ouvimos em seu icônico repertório. Isso é exemplificado em “Daniel”, “Your Song”, “Candle in the Wind”, “Don’t Let The Sun Goes Down On Me” e “I Still Standing”.


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