Passados
cinco anos da sua estreia, a animação “Homem-Aranha
no Aranhaverso (2018)”, se tornou um marco no gênero. Além de elevar o
nível dos filmes de super-herói. Além de conquistar público e crítica, a grande
maioria o considera como a melhor versão do personagem para a sétima arte. E
levou para casa a estatueta do Oscar como Melhor Filme de Animação daquele ano.
Onde o jovem negro com ascendência latina Miles Morales se tornar o amigo da
vizinhança, assumindo o manto deixado por Peter Parker. Para saber mais no
link: https://cyroay72.blogspot.com/2019/01/homem-aranha-no-aranhaverso.html.
Agora Miles (Shameik Moore) já mais
consciente no seu papel de herói e conciliar comsua vida pessoal ao lado dos
pais Jefferson Davis (Brian Tyree Henry)
e Rio Morales (Luna Lauren Vélez).
Somada
a saudade que sente de seus amigos, Peter B. Parker (Jake Johnson) e especialmente, a Gwen Aranha (Hailee Steinfeld, a Kate Bishop de “Gavião Arqueiro, 2021”). Já ela tem sua história contada na
emocionante sequência de abertura do novo filme “Homem-Aranha: Através do Aranhaverso (Spider-Man: Across The Spider-Verse, 2023)”. Vemos a morte de Peter Parker
no seu universo e como ela se tornou a heroína que conhecemos. E como perdeu o
contato com o pai George Stacy (Shea
Wingham). Isso ocorre quando ele vai responder a um chamado sobre o ataque
do Abutre no museu de Nova York. Na ação, Gwen descobre que seu velho inimigo,
não é quem imaginava. Sim, uma versão mais antiga vinda de outro universo.
Junto a ele, conhecemos Miguel O’Hara (com a voz do Cavaleiro da Lua Oscar Isaac), o Homem-Aranha 2099, e Jennifer Drew (Issa Rae), a Mulher-Aranha. Numa sequência eletrizante, subjugam o vilão e o mandam de volta à sua época. Drew discute com O’Hara em chamar Gwen para se juntar a eles. De início, o primeiro não gosta da sugestão. Mas acaba convencido e Jennifer a convida. De volta ao mundo de Miles, ele está lutando com seu inimigo, o Mancha (Jason Schwartzmann), em meio ao bairro em que mora, o Brooklyn (NY). Um ser que consegue abrir portais dimensionais.
Porém, não tem controle total sobre seus poderes. Ao mesmo tempo, Miles precisa ir até sua escola para uma reunião com a diretora e seus pais. Já em seu quarto, recebe a visita de Gwen, o reencontro faz bem ao jovem. Que fica intrigado e após colocarem o papo em dia, ela parte em missão. Miles usa seus poderes para segui-la. Descobre que ela está atrás do Mancha e mais sobre seu inimigo. Ele era o cientista Jonathan Ohnn, que trabalhava para o Rei do Crime no laboratório que criou a maquina que viajava entre dimensões em “Homem-Aranha no Aranhaverso”. Quando Miles a destruiu, a explosão atingiu Jonathan e os transformou no ser interdimensional.
Ele planeja aprimorar seus poderes e se vingar de Miles. Suas ações chamam atenção de O’Hara. Ele acredita que isso pode colocar o multiverso do Homem-Aranha em risco. Já que ele se tornou o protetor e criou a Sociedade Aranha. Monitorando as ações de outros como ele para evitar que o Aranhaverso entre em colapso. Dai a trama básica de “Homem-Aranha: Através do Aranhaverso”. Vemos o amadurecimento de Miles e como encara essa nova face. Como a frase que marcou toda saga do cabeça de teia no cinema, “Com grandes poderes, grandes responsabilidades”, aqui ela ganha novos contornos.
Além de rever Gwen, Peter está de volta e acompanhando da filha recém-nascida, May. Assim como eles, ela também tem poderes. Ele entende o sacrifício que todos fizeram para se tornarem quem são. Porem para evitar os planos de vingança do Mancha, precisa quebrar este circulo. Por isso, ele é perseguido por Miguel, que convoca a Sociedade Aranha, acredita que isso pode causar serias consequências ao Aranhaverso. Seus criadores Phil Lord & Christopher Miller ao lado do roteirista David Callaham, nos brindam com um conto digno e revigorante deste universo do herói.
Destacando a presença de Gwen e como ela é determinada para a história. Seus diretores Joaquim Dos Santos, Kemp Powers & Justin K.Thompson, mantem o ritmo da animação como estivéssemos lendo uma HQ. Traços das clássicas histórias de seus criadores Steven Dikto e Stan Lee, além dos renomados Bill Sienkiewicz (“Demolidor”) e Dave McLean (“Orquídea Negra”). Desta vez, não temos cena pós-crédito. Apenas os dizeres “A História Continua” em “Homem-Aranha: Além do Aranhaverso (Spider-Man: Beyond the Spider-Verse)”, com estreia prometida para 29 de março de 2024. Já no impactante ato final, vemos os desafios que Miles irá enfrentar estão longe de terminar.

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