No ultimo dia 02 de junho, a volta oficial dos Foo Fighters ao mundo do entretenimento. Com o lançamento do álbum “But Here We Are (2023)”, o primeiro registro desde o falecimento precoce do carismático baterista Taylor Hawkins em 25 de março de 2022. Para saber mais no link: https://cyroay72.blogspot.com/2022/03/o-foo-fighter-taylor-hawkins-17021972.html. Desde então a expectativa sobre a continuidade da banda estava em discussão, se Dave Grohl conseguiria seguir em frente sem seu irmão de outra mãe. Quatro meses após o ocorrido, a mãe de Dave, Virginia Hanlon Grohl, veio a falecer de morte natural. Aí a pulga ficou atrás da orelha dos fãs, muitos acreditavam no fim das atividades do FF. Ledo engano. O anuncio do primeiro single “Rescued” e “But Here We Are” em abril deste ano.
Trouxe alivio entre os fãs e uma nova duvida pairou no ar. Quem tocou bateria no disco? Apesar de vários boatos sobre o substituto de Taylor, o próprio Dave veio a publico para esclarecer o assunto. O próprio assumiu as baquetas e as peles. Em 22 de maio, pela plataforma VEEPS, foi apresentado que tocaria bateria no FF, o escolhido foi Josh Freese. No melhor estilo ensaio de ultima hora, ele foi transmitido online. Mais no link: https://cyroay72.blogspot.com/2023/05/foo-fighters-esta-de-volta.html. Voltando à “But Here We Are”, que está sendo considerada uma volta às origens do grupo. Tendo como referencia o elogiadíssimo “Wasting Light (2011)”. Já que “Sonic Highways (2014)”, o EP "Saint Cecilia (2015)", “Concrete and Gold (2017)” e “Medicine At Midnight (2020)”, não tiveram uma boa recepção da critica e dividiu os fãs.
Para abrir os trabalhos temos “Rescued” e “Under You”, duas canções no melhor estilo FF de ser. Empolgantes e marcados pelo vocal rasgante de Grohl. Mas que refletem a falta de Taylor ao lado dele, Pat Smear (guitarra), Nate Mendel (contrabaixo), Chris Schiflett (guitarra solo) e Rami Jaffee (teclados). exemplificada no refrão da última: “Fotos de nós compartilhando músicas e cigarros, é assim que sempre vou te imaginar”. Seguida temos a agridoce indie “Hearing Voices” e a faixa titulo, “But Here We Are”. Canção poderosa que discute o luto com o refrão “Te dei meu coração, mas aqui nós estamos”.
Em “The Glass”, uma quase balada FF que discute o amor de outrora. “Nothing at All”, pop rock que entraria fácil no disco de estreia deles, “Foo Fighters (1995)”. Já a reflexiva “Show Me How”, Dave traz a filha Violet Grohl para dividirem o microfone. A canção traz na memória “Walking After You” de “The Colour and the Shape (1997)”. “Beyond Me”, doce balada guiada pelo piano de Rami e solo inspirado de Chris. É a deixa para a épica “The Teacher”, uma clara homenagem à Virginia. Ela era professora e aqui o filho aproveitar para relembrar a própria história. Em seus 10 minutos, ecos das primeiras fases do FF e a psicodélica dos Beatles e do Pink Floyd. Leves ares de rock progressivo.
“The Rest” encerra os trabalhos, onde o luto deixará cicatrizes e as memórias daqueles que nos deixaram permanecerá em nossos corações e mentes. Uma delicada canção de ninar que vai se tornando uma ode sobre perda e superação. O saldo final é positivo, vemos como a música nos faz seguir em frente. O luto vivido por Dave, pelas perdas de Taylor e Virginia, e seus parceiros de banda os impulsionaram a continuarem. Nas palavras de Grohl, “São dez canções, um testemunho dos poderes de cura da música, amizade e família”.

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