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MARTIN SCORSESE & ROLLING STONES, Uma Grande Parceria


Um dos maiores cineastas da sua geração, Martin Scorsese junto a Steven Spielberg (“Tubarão”, 1975), George Lucas (“Star Wars Episódio IV: Uma Nova Esperança”, 1977) Francis Ford Coppola (“O Poderoso Chefão”, 1973) e Brian DePalma (“Carrie: A Estranha”, 1976) ajudaram a moldar cinema como é visto atualmente. O que Scorsese tem haver com a maior banda de rock de todos os tempos, os Rolling Stones? Simples. Em seu primeiro filme de destaque “Caminhos Perigosos (Mean Streets, 1973)” com Harvey Keitel e Robert DeNiro, no primeiro de uma parceria de sucesso com o diretor. Temos a cena que surge o personagem de Keitel, a canção “Tell Me (1964)”. Quando vê com o personagem de DeNiro temos o clássico “Jumpin’ Jack Flash (1968)”.

Em “Os Bons Companheiros (Goodfellas, 1990)” ouvimos “Gimme Shelter (1969)” e “Monkey Man (1969)”. No momento em que o personagem de Ray Liotta fica perdido por estar viciado em cocaína. E paranoico em ser preso, por ter traído a confiança do chefão local da máfia italiana Paul Sorvino. Ao melhor estilo “O Poderoso Chefão” de Francis Ford Coppola. Para adicionar à essa parceria temos a presença do slowhand Eric Clapton com sua antológica “Layla (1970)” dos Derek and the Dominos. Bem como "Sunshine of your Love" do Cream.



Em “Cassino (Casino, 1995)”, filme que conta a vida nos cassinos de Las Vegas e um deles gerenciado pelo personagem de Robert DeNiro, temos as canções “Long, Long While (1966)”, “(I Can’t Get No) Satisfaction (1965)”, “Heart of Stone (1964)”, “Sweet Virginia (1972)”, “Can’t You Hear Me Knocking (1971)” e “Gimme Shelter (1969)”. Com o acréscimo do blues de Muddy Waters, “Hoochie Coochie Man (1968)”, B.B. King com “The Thrill is Gone (1969)” e a guitarra eletrizante de Jeff Beck com a voz cortante de Rod Stewart com “I Ain’t No Superstitious (1968)”


“Os Infiltrados (The Departed, 2006)”, estrelado por Leonardo DeCaprio, Matt Damon e o ícone do cinema Jack Nicholson. Logo na abertura do mesmo com narração do personagem de Nicholson temos a mítica “Gimme Shelter (1969)” tocado quase na integra e “Let It Loose (1972)”. Juntamente com os clássicos “Comfortably Numb (1979)” do Pink Floyd, “Baby Blue (1971)” do Badfinger, “Sail On, Sailor (1977)” dos Beach Boys e o punk rock “I’m Shipping Up To Boston (2005)” do grupo Dropkick Murphys. Sem deixar de mencionar que com este filme, Scorsese ganhou seu primeiro Oscar de Melhor Diretor, daquele ano.

E ratificando essa parceria com o filme concerto “Shine A Light (2008)” dos Stones. Filmado na época dos aniversários do ex-Presidente americano Bill Clinton e do fundo beneficente gerenciado por ele. Vemos como é a sua forma de trabalho onde ele se estressa com Mick Jagger por não saber quais canções serão tocadas para assim definir um plano de filmagem para as mesmas. E uma conversa com um técnico de luz do show falando que Mick não pode ficar exposto mais de 7 segundos às luzes que dão um efeito visual quando a banda toca “Sympathy for the Devil”, senão ele pode pegar fogo.


Essa parceria segue forte para futuros projetos de Scorsese. E a certeza de que teremos um clássico e/ou uma canção não tão conhecida dos Stones em seus filmes. Exemplificado com a serie de TV "Vinyl (2016)". Produzido ao lado de Mick Jagger, trazendo os bastidores do mundo da música nos anos 70. Para seu conhecimento, a dupla Martin Scorsese & Robert De Niro, já fizeram dez filmes juntos. E mais recentemente voltaram a trabalhar em "O Irlandês (2019)" e "O Assassino da Lua das Flores (2023)":

Caminhos Perigosos (1973)

Taxi Driver (1976)

New York, New York (1977), musical com Liza Minelli

O Touro Indomável (1980)

O Rei da Comédia (1983)

Os Bons Companheiros (1990)

Cabo do Medo (1991), refilmagem de “O Círculo do Medo (1962)”

Cassino (1995)

O Irlandês (2019)

O Assassino da Lua das Flores (2023)

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