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ROBERT DUVALL (05.01.1931 - 15.02.2026 R.I.P.)

No ultimo domingo (15 de fevereiro de 2026), o mundo do cinema perdeu uma das suas lendas. Estamos falando do ator Robert Duvall. Conhecido mundialmente como o conselheiro e advogado da família Corleone, Tom Hagen, na saga “O Poderoso Chefão” de Francis Ford Coppola. Ele faleceu aos 95 anos de idade em sua fazenda na cidade de Middleburg (Virginia, EUA). Em comunicado oficial pela sua assessoria de imprensa e nas redes sociais de sua esposa, a atriz argentina Luciana Pedraza, “ele nos deixou pacificamente”. 


Estava rodeado de seus familiares. Foram 60 anos de carreira, com sete indicações ao Oscar. Incluindo Melhor Ator Coadjuvante por “O Poderoso Chefão” em 1972 e levando a estatueta para casa como Melhor Ator pelo drama “A Força do Carinho” em 1983. Onde interpretou o decadente cantor country Mac Sledge. Além da interpretação marcante, Duvall soltou a voz nas canções que fazem parte da sua trilha musical. Nascido em San Diego (California), vindo de uma família ligada à Marinha norte-americana. Servindo o exercito do tio Sam antes de começar sua vida artística. Daí veio a inspiração para um dos papeis que marcou sua carreira. O coronel Kilgore em “Apocalypse Now (1979)” de Francis Ford Coppola. A sequencia onde coordena um ataque com helicópteros numa praia no Vietnã. Usando o gás toxico Napalm, para logo em seguida dizer:

Adoro o cheiro de napalm pela manhã!”. Porem, o ataque tinha como proposito, surfar. Já que a praia era conhecida pelas suas fortes ondas. Outro personagem que está no seu currículo é o jovem “Boo” Radley no clássico filme “O Sol É Para Todos (1962)” atuando ao lado de Gregory Peck. Estrelando a película de estreia do criador George Lucas, a scifi “THX-1138 (1971)”. Sendo indicado ao Oscar de Melhor Ator por “O Grande Santini” em 1979. Um personagem implacável como militar que vive em conflito com a própria família.

Em 1990, não retornou como Tom Hagen em “O Poderoso Chefão III”. Devido a uma diferença salarial. Não aceitando que Al Pacino recebesse mais do que ele. No caso, cinco vezes mais do que lhe foi oferecido. Em conversa com o jornalista Bob Costas disse na época: “Inaceitável. Todo mundo fez por dinheiro. Por que esperar quinze anos para fazer uma sequência?” Em meio a isso, deixou sua marca em filmes como “Um Homem Fora de Série (1984)”, “Cores da Violência (1988)”, “Dias de Trovão (1990)” e “Impacto Profundo (1998)”. 

Se aventurando atrás das câmeras em “O Apostolo” de 1997. Além de atuar no papel principal, foi também o produtor. Já que o financiou por conta própria. Ele fez o carismático pastor “Sonny” Dewey, que lhe rendeu sua quinta indicação ao Oscar como Melhor Ator daquele ano. Somada a última pelo drama familiar “O Juiz (2014)”, atuando ao lado do Homem de Ferro Robert Downey Jr. (https://cyroay72.blogspot.com/2014/10/robert-downey-jr-o-juiz.html). Os últimos trabalhos que marcou presença foram “Jack Reacher: O Último Tiro (2013)”, “Viúvas (2018)”, “Arremessando Alto (2022)” e “O Pálido Olho Azul (2022)”.

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