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"MOUNTAINHEAD", Sátira ou drama sobre os Mega-Empresários?

O britânico Jesse Armstrong desnudou o mundo corporativo dos grandes conglomerados com a impactante serie HBO “Sucession (2018 a 2023)”. Vindo dos seriados televisivos da terra do agora Rei Charles III, muitos aguardavam seu próximo trabalho. Ele nos traz o filme produzido pela HBO, retomando a parceria de sucesso, “Mountainhead (2025)”. Como já vimos anteriormente, agora ele reúne quatro CEO na casa de campo no vale que dá nome à película. Uma suntuosa morada que possui um design único e toda praticidade para seu dono. 

No caso, Hugo Van Yark. Interpretado por Jason Schwartzman e que é chamado carinhosamente por eles de “Sopa”. Ao lado dele, temos Randall “Randy” Garrett com o carismático Steve Carell no papel, Venis “Ven” Parish e Jeffrey “Jeff” Abredazi, que são feitos por Cory Michael Smith e Ramy Youssef (“Pobres Criaturas, 2023”) respectivamente. Cada um possui sua especialidade. “Sopa” criou um aplicativo de meditação e reuniu os amigos para investirem em seu negócio. “Randy” é um empresário influente no governo dos EUA e de outros países; “Ven” é o homem mais rico do mundo e dono da rede social Traan, que possui mais de 4 milhões de usuários (qualquer semelhança com Elon Musk, não é mera coincidência) e Jeff, que criou uma IA eficiente em resolver problemas e gerar oportunidades em momentos de crise. 

Enquanto isso, o globo terrestre está pegando fogo em meio ao encontro. Todos discutem a influência das redes sociais sobre o que está rolando. Acusam que a Traan de ser a responsável por divulgar Fake News. Ele se defende que não tem relação com isso e enxerga a manipulação de imagens, que está associada à Traan.  Já Randy enxerga uma oportunidade de usar sua influencia e juntar forças com seus amigos. “Sopa” por seus conhecimentos em saúde mental e o tecnológico por parte de Ven e Jeff. Os últimos fazem uso das redes como poucos. Além de toda expertise no ramo. Cientes que a internet é um campo vasto que está sendo bem e mal explorado por todos. Em especial as Dark Webs. 

Os quatro maquinam um plano para “dominarem o mundo”. Randy quer explorar a tecnologia para se “manter vivo” eternamente. No caso, todo seu conhecimento e personalidade se tornarem digitais. Já que foi diagnosticado com um câncer terminal. “Sopa” quer reinar na Argentina, sabe-se lá o porquê. Entrando em contato com autoridades do país, bem como empresários. Os mais novos, querem formar uma parceria. Só que Ven deseja que Jeff venda sua IA, para assim ter controle sobre suas redes sociais. Bem como mundialmente falando. Tudo certo para o plano perfeito seja concretizado, até que Jeff tem uma crise de consciência. Ele recua e causando a ira de seus amigos. Em conluio, resolvem se “livrar” dele. 

Daí o início da trama de “Mountainhead”. Com Jesse estreando como diretor. Conduzindo o conto como uma reflexão em que a politica mundial dá lugar para inescrupulosos empreendedores. Que fazem uso de seus recursos e influencia, para que o destino de um mundo globalizado que vivemos seja regido por eles. Sem se importar com as pessoas comuns. No caso você e eu. Uma elite corrupta, que está apenas preocupada em manter o alto padrão de vida. Somado o domínio das Big Techs sobre a opinião pública e a desinformação como instrumento de poder. O quarteto de atores está excepcional em seus papeis. Mostrando todo cinismo e hipocrisia de seus personagens.

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