Em 25
de maio de 1983, a opera especial do Criador George Lucas se encerrava com “O Retorno
de Jedi (Return of the Jedi)”.
Para este que vos escreve foi a primeira vez que vi um dos filmes da saga na
tela grande de uma sala de cinema. Até
então, só tinha visto “Uma Nova Esperança
(1977)” e “O Império Contra-Ataca
(1980)”, nas sessões da tarde de uma vida. O impacto foi imediato, ratificando
meu status como grande fã de Star Wars, e acompanhando passo a cada passo a
passo feito por Lucas. Como na Prelogia iniciada com “Episódio I: A Ameaça Fantasma
(1999)”, “Episódio II: O Ataque dos Clones (2002)” e “Episódio III: A Vingança dos Sith (2005)”. Ao contrário dos dias de hoje, cada
informação obtida era feita com muita pesquisa de campo e pouco acesso pela
internet. Já que naquela época era bem restrito.
“O Retorno de Jedi” marca o fim do treinamento de Luke Skywalker (Mark Hamill) como cavaleiro jedi e já ciente que o pai Anakin Skywalker, é seu principal adversário, o Lorde Negro da Força Darth Vader. Com a voz de James Earl Jones e quem veste a armadura é David Prowse. Este se dirige para a nova Estrela da Morte em construção na orbita da lua de Endor, para supervisionar sua conclusão. Já que o Imperador Palpatine (Ian McDiarmid) está indo para vê-la em operação total. Para assim, eliminar de uma vez por todas a Aliança Rebelde. Que é liderada pela Princesa Leia Organa (Carrie Fisher). Antes, ela vai ao encontro de Luke, que está no seu planeta natal Tatooine.
Eles vão se juntar a Lando Calrissian (Billy Dee Williams) e Chewbacca (Peter Mayhem) para resgatarem Han Solo (Harrison Ford). Congelado em carbonite, foi levado pelo caçador de recompensas Boba Fett (Jeremy Bulloch) ao palácio de Jabba The Hutt. Com os droids R2D2 (Kenny Baker) e C3PO (Anthony Daniels), eles têm um plano para tirá-lo de lá. E ainda pensar num modo de acabar com a opressão do Império Galáctico de Palpatine definitivamente. A partir da história de Lucas ao lado do roteirista Lawrence Kasdan, o clima de aventura ganha mais ritmo. Ao contrário do tom mais sombrio de “Império Contra-Ataca”, o Episódio VI conclui a Trilogia Clássica de modo mais solto e alegre. O bom humor se faz presente. Em especial, quando toda turma está reunida.
As sequencias na floresta de Endor comprovam isso. A dinâmica do trio formado por Mark, Harrison e Carrie está perfeita. Aqui vimos o carisma da eterna Princesa Leia no primeiro contato com os habitantes de lá, como o pequeno Ewok Wickett. Feito pelo então iniciante Warwick Davis. A presença dos ewoks dividiu a opinião dos fãs. Enquanto no espaço, ocorria a batalha espacial que determinou os rumos da galáxia. Em terra, os primitivos ewoks lutavam, ao lado dos soldados rebeldes, com paus e pedras contra a infantaria imperial, os mortais AT-ST.
A direção de Richard Marquand, soube aproveitar isso e trouxe a relevância necessária para o confronto em solo. O empolgante tema composto pelo maestro John Williams “The Forest Battle”, envolve o espectador. Em especial, a antológica sequência com as Speeder bikes, onde Luke e Leia enfrentam Scout Troopers em meio às gigantescas arvores da floresta.
Embalada por “Speeder Bike Chase / Land of the Ewoks”. Além da
eletrizante sequência de resgate de Han, quando nossos heróis estão prestes a
serem jogados no poço do Sarlacc em Tatooine. Um ser monstruoso que digeri suas
vítimas por mais de mil anos. Mais uma vez, a música do maestro se faz presente
com “The Pit of Carkoon / Sail Barge Assault”. Em “O
Império Contra-Ataca” tivemos o tema romântico para o contrabandista
mais charmoso da galáxia e a princesa de Alderaan em “Han Solo and the Princess”. Williams
nos presenteia com o tema para os irmãos Luke Skywalker e Leia Organa em “Luke and Leia”. Tema tocante e emotivo rolando
ao fundo, quando ele diz que são irmãos.
Aqui temos uma história engraçada, Lucas não estava satisfeito com a canção composta para a Banda do Palácio de Jabba, “Lapti Nek”. Bem como seu visual. Ambos foram refeitos em 1997 na Edição Especial, com efeito digitalizado e um novo tema, “Jedi Rocks”. Assim como o final com “Ewok Celebration and Finale”. Onde o coro "Celebrate The Fight", Celebrate The Love” é substituído por ritmos tribais e novo título “Victory Celebration / End Titles”. Como você está cansado de saber, Sebastian Shaw, interprete de Anakin Skywalker, em “Retorno de Jedi”, também foi tirado de cena digitalmente e em seu lugar, Hayden Christensen. Que fez o personagem na Prelogia. A justificativa foi que essa é a última lembrança de Anakin, quando ainda era um cavaleiro jedi antes de aliar a Palpatine e se tornar Darth Vader em “A Vingança dos Sith (2005)”.
“O Retorno de Jedi” na época, encerrou um ciclo para a saga. Assim como para George, que partiu para outros projetos como a continuidade dos filmes de Indiana Jones em “O Templo da Perdição (1984)” e “A Última Cruzada (1989)”, e “Willow: Na Terra da Magia (1988)” por exemplo. Juntamente personagens marcantes com o conto sobre um rapaz, um malandro e uma princesa se tornou um marco na sétima arte. Sendo referência para futuras gerações. Exemplificada com o Universo Cinematográfico Marvel. Além da própria da saga, com as séries “The Mandalorian (desde 2019)” e “O Livro de Boba Fett (2021-22)”.




Comentários
Postar um comentário