Pular para o conteúdo principal

A magia está de volta em "O RETORNO DE MARY POPPINS"


Quando foi anunciada a continuação do clássico “Mary Poppins”, foi um certo rebuliço. Pois não veríamos a lenda do cinema Julie Andrews de volta ao seu papel definitivo na sétima arte. Sendo substituída pela britânica Emily Blunt.  Dando continuidade à história da película de 1964, passados 25 anos, temos as crianças Michael e Jane adultos e vivendo suas histórias em uma Londres nos tempos da Grande Depressão Financeira dos anos 30. Michael, vivido por Ben Wishaw (o novo Q da franquia James Bond) e Jane é feita por Emily Mortimer (“A Invenção de Hugo Cabret, 2011”).  Ele vive na casa da sua infância ao lado dos três filhos John (Nathanael Saleh), Annabel (Pixie Davies) e Georgie (Joel Dawson).


Já ela trabalha no partido trabalhista e organiza manifestações. Michael trabalha no Banco Fiduciário. Lá fez um empréstimo e por ter atrasado os pagamentos pode perder sua casa. Sabendo da situação, Jane tenta ajudar o irmão a encontrar documentos que comprovam que o pai deles tem ações no Banco. Com isso pode quitar seu debito. Michael sofre ainda com a perda recente da esposa Kate.

Revirando o sótão, encontra a antiga pipa que brincava quando era pequeno. Revolve joga-la fora e deixar o passado para trás. Uma rajada de vento a leva até o parque próximo à casa dos Banks. É pega por Georgie, que começa a brincar com ela e se separando dos irmãos. Com o auxilio de Jack (Lin-Manuel Miranda), ele ascende os postos de luz a gás da cidade. Em meio a forte ventania, juntos trazem a pipa de volta e com ela, Mary Poppins (Blunt).


Em meio a isso, temos Willliam Winkins (o rei gago Colin Firth) que deseja cobrar o divida de Michael e tomar sua casa. Ele assimiu o lugar do seu tio no banco, o sr. Dawes Jr.. E fará de tudo para atingir seu objetivo. Assim temos o mote para “O Retorno de Mary Poppins (Mary Poppins Returns, 2018)”. Agora dirigida por Rob Marshall, que realizou o musical Disney “Os Caminhos da Floresta (2014)” e o quarto filme da franquia “Piratas do Caribe”, “Navegando em Águas Misteriosas (2011)”. Escreveu o novo conto ao lado de John Lucca e David Magee.

Eles nos trazem de volta ao mundo mágico de Mary Poppins e cheio de referencias ao mítico filme. Emily faz um excelente trabalho, trazendo na memoria a atuação de Julie Andrews. Não que seja uma mera copia. Ela dá seu tom pessoal ao personagem. Miranda serve como condutor da história desde a abertura até o ato final com a canção “Underneath The Lovely London Sky”.


Em “O Retorno de Mary Poppins”, temos duas grandes surpresas. As presenças das lendas Dick Van Dyke e Angela Lansbury. Van Dyke volta para interpretar  sr. Dawes Jr., exibindo muito vigor aos 93 anos ao dançar e lembrando seus momentos no filme de 1964. Lansbury faz a senhora dos balões do parque. E ainda temos a participação mais que especial da dama do cinema Meryl Streep como a prima de Mary, Topsy. E que como não poderia ser diferente, deixa seu recado. 

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

O Drama Visceral "SE EU TIVESSE PERNAS, EU TE CHUTARIA"

O que acontece quando estamos no nosso limite físico e mental? Por exemplo, sua filha não está se alimentando direito, sendo necessário uma bolsa para poder sobreviver. Além de se cuidar e dar atenção para outras pessoas. No caso, ela é uma psicoterapeuta; somada a distância do marido, que trabalha fora do país. Sem contar os imprevistos, o apartamento que a família aluga, é inundado. Já que o vizinho do andar de cima, o cano da água estourou. Uma situação que pode levar qualquer um à loucura. É assim que conhecemos Linda, vivida por Rose Byrne (“ Missão Madrinha de Casamento , 2011”). Ela lidera o elenco do drama “ Se Eu Tivesse Pernas , Te Chutaria ( If I Had Legs I’d Kick You , 2025) ”. Escrito e dirigido por Mary Bronstein , ela nos leva ao caótico cotidiano de Linda. Desde o tratamento da filha ( Delaney Quinn ), que faz uso de uma bolsa para se alimentar. Ela precisa ganhar peso, para poder ingerir comida de verdade. E voltar a ter uma vida normal. Enquanto isso, tenta seguir...

Zendaya & Os "RIVAIS"

Ao contrário do que se pode imaginar, o drama “ Rivais ( Challengers , 2024) ” não é um filme sobre tênis. Apesar do foi visto nos trailers e os vídeos promocionais, o filme discute a relação entre Tashi Duncan e os amigos de infância Art Donaldson e Patrick Zweig. Eles são interpretados pela musa Zendaya , Mike Faist (da refilmagem “ Amor Sublime Amor , 2021”) e Josh O’Connor (o Príncipe Charles da série Netflix “ The Crown ”, 2016 a 2023) respectivamente. Dirigido por Luca Guadagnino de “ Me Chame Pelo Meu Nome (2017)” a partir do roteiro escrito por Justin Kuritzkes . Zendaya é a jovem tenista com futuro promissor. Já os personagens de Mike e Josh almejam ser grandes tenistas.  A princípio, o conto se mostra simples, só que não é.  Tashi é uma mulher ambiciosa, que deseja aproveitar ao máximo seu talento para o esporte. Art e Patrick, tem interesses próprios. O primeiro quer conquistar todos os torneios que participar, já o segundo deseja fama e fortuna. Embora Patric...

FREDDIE MERCURY, Só Pode Haver Um (There Can By Only One)

Se estivesse vivo, Freddie Mercury completaria hoje 65 anos de idade. E em comemoração, está saindo lá fora a última leva de CDS remasterizados que comemoram os 40 anos da sua banda, Queen .  Várias homenagens serão feitas hoje mundo afora. O fã clube oficial na Inglaterra está organizando um evento chamado “ Freddie For A Day ”, onde fãs tiram fotos caracterizados como Freddie e mandam para seu link no facebook.  O que pode ser dito sobre Freddie? O nascimento em Zanzibar. A infância na Índia. O garoto Farrokh Bulsara, que sonhava em chegar ao estrelato como seus ídolos, Liza Minelli e John Lennon. De volta à Inglaterra, por causa dos conflitos no país e adotando o nome artístico “ Freddie Mercury ”. Se formou pela faculdade de artes e design gráfico e lá conheceu Tim Staffell, baixista e vocalista da banda “Smile” do baterista Roger Meddows-Taylor e do guitarrista Brian May .  Com a saída de Staffell, Mercury se torna o vocalista. Faltava um baixista, daí surge ...