Pular para o conteúdo principal

"ROCK IN RIO (2015) 30 ANOS: 1ª Noite com QUEEN + ADAM LAMBERT"

E começa a nova edição do Rock in Rio em nossa terra brasilis. Este ano promete ser especial por causa da celebração aos seus 30 anos desde que surgiu no dia 11 de janeiro de 1985.  O festival voltou a ser sediado por aqui em 2011. Havendo outras edições em Portugal e na Espanha. Para saber mais, leia o link: http://cyroay72.blogspot.com.br/2013/09/o-que-esperar-da-nova-edicao-do-rock-in.html. Agora temos a volta de alguns artistas que participaram da edição de 1985 como Rod “The Mod” Stewart, Al Jarreau e Queen. Na parte nacional temos Paralamas do Sucesso, Frejat (Barão Vermelho), George Israel (Kid Abelha), Ney Matogrosso, Ivan Lins, Pepeu Gomes e o tremendão Erasmo Carlos.


Para encerrar a primeira noite do festival,  o Queen. Tendo a sua frente, o cantor Adam Lambert. Vindo do reality show American Idol, coube a ele a ingrata tarefa de fazer o impossível, substituir Freddie Mercury. Com ele, o grupo tocou em São Paulo no último dia 16, em uma apresentação que deixou duvidas no ar. A grande maioria do publico presente aprovou sua performance, já outros preferiram não comentar a respeito. Apenas dizendo, tudo bem o que vale é a musica da banda e a presença dos remanescentes Brian May e Roger Taylor. Antes do Queen + Adam Lambert, tivemos uma celebração do aniversario do festival com a participação dos artistas brasileiros acima mencionados comandados por Dinho Ouro Preto (Capital Inicial), tocando o que há de melhor no rock nacional. Na parte internacional, tivemos o pop rock com The Script e One Republic.


Com Dinho Ouro-Preto à frente, o rock nacional foi representado por “Pro Dia Nascer Feliz” com Frejat seguida de “Por Que A Gente é Assim” ao lado do esguio e denominado pelo próprio (por seu visual inusitado), o “homem-berinjela” Ney Matogrosso. O desfile musical continuou com o tremendão Erasmo Carlos ao lado do Slank com “Pode Vir Quente que Estou Fervendo”, Ivan Lins (“Novo Tempo”), Evandro Mesquita com sua Blitz em “Você Não Soube Me Amar”, Paralamas do Sucesso (“Óculos”), Jota Quest (“Do Seu Lado”), o guitar hero Andreas Kisser tocando o tema do festival “A Sua Maneira” e depois ao lado de Dinho, manda “Ratamahata” do Sepultura. E os Titãs fechando esta parte com “Polícia” e “Bichos Escrotos”. Enquanto isso, no Palco Sunset os paulistanos do Ira! mandavam seu rock com os clássicos “Envelheço na Cidade” e “Dias de Luta”. Depois subiram ao palco Rappin’ Hood e Tony Tornado que tocam ao lado deles “Rap do Bom” e “Podes Crer, Amizade” respectivamente. 


Seguidos pelo pernambucano arretado Lenine e seu projeto “Carbono”. Tocando na integra o álbum homônimo ao lado dos músicos que participaram dele. Com mais de 50 pessoas no palco, destacando as canções “O Impossível Vem Para Cá”, “Paciência” e “Cicatriz”, esta última ao lado da Nação Zumbi. Tivemos a homenagem a Cássia Eller, com os mais variados artistas daqui fazendo reverencia à sua arte. Arnaldo Antunes, Emmanuelle Araújo, Mart’ália e Zélia Duncan foram alguns deles. Um dos principais momentos foi quando seu mentor Nando Reis tocou “Relicário” e “O Segundo Sol”. Destacando a participação de Tacy de Campos (que interpreta Cassia no musical que leva seu nome) com “Por Enquanto” e no final apoteótico com o hit do Nirvana, “Smells Like a Teen Spirit”. Junto a ela, Zélia e Mart’ália repetiram o gesto de Cassia, quando ela tocou na edição de 2001 do festival, levando a camisa e deixando os seios à mostra.


Já no Palco Mundo, os irlandeses do The Script mandavam seu pop rock melódico com sucessos como “You Won’t Feel a Thing” e “Superheroes”. O vocalista Danny O’Donoghue e banda visualmente emocionados com a recepção do publico, exibiam certo nervosismo. Mas deixaram seu recado para os presentes. Ryan Tedder e One Republic sobem ao palco, atacam com “Light it Up” e “Secrets”. Conquistam o publico com a balada e maior hit deles, “Apologize”. Tedder sabe entreter e esbanja simpatia. Tocando “Counting Stars", fazendo sua versão para “Seven Nation Army” do White Stripes. Foi a introdução para o final em ritmo de rave mais timbalada com “Love Runs Out” e “If I Lose Myself”.


A ansiedade toma conta de todos. O palco do Queen está sendo montado, até que surge um toldo para cobri-lo. As luzes se apagam e temos a introdução instrumental de “One Vision”. Dai surge Adam Lambert soltando a voz na canção homônima. Seguido de “Stone Cold Crazy” e o hit funk “Another One Bites The Dust”, a primeira a ter uma reação positiva do público. Dai temos uma avalanche do começo de carreira do grupo com “Fat Bottomed Girls”, “In The Lap of the Gods ... Revisited”, “Seven Seas of Rhye”, “Killer Queen (essa com Lambert sentando em um divã)”, e “Don’t Stop Me Now”. A volta aos anos 80 com “I Want to Break Free”. “Somebody to Love” se faz presente. E a hora que as lagrimas chegando, com Brian sentado no branquinho para tocar “Love of my Life”. 

É uma volta no tempo, estamos em 11 de janeiro de 1985 ao lado dele e de Freddie (que surge na última parte da canção). Usando um pau de selfie, Brian filma as pessoas e agradece a presença de todos. "A Kind of Magic” é cantada por Roger e seu filho Rufus “Tiger” Taylor assume a bateria. É o pretexto perfeito para o chamado “Drum Battle” com um kit montado na frente do palco, Roger & Rufus duelam. Com o primeiro mostrando que ainda tem a “pegada”. Adam volta ao palco em “Under Pressure” com Roger fazendo a parte de David Bowie na canção. Seguida por “Save Me”. Uma pequena parada com Brian perguntando se “estão gostando do nosso novo garoto? Senhoras e senhores, Adam Lambert”. Obteve uma boa reação, é a deixa para “Ghost Town”. Canção do disco solo de Lambert, “The Original High”. Depois temos “Who Wants to Live Forever”. O momento solo de Brian, simplesmente de cair queixo. 

Vemos porque ele é um dos maiores guitarristas de todos os tempos. Mesclando com perfeição, harmonia com sua técnica única e apurada. Dai partimos para primeira parte do encerramento com “The Show Must Go On”, “I Want it All”, “Radio Ga Ga”, “Crazy Little Thing Called Love” e “Bohemian Rhapsody”, esta com Freddie no telão duetando com o grupo e Lambert. E como não poderia ser diferente, o final arrasa quarteirão com “We Will Rock You” e “We Are The Champions” com direito a chuva de papel picado prateado.  Todos se despedem ao som de “Gave Save The Queen”. O saldo final deixa certas duvidas no ar sobre a escolha de Adam Lambert para cantar ao lado de Brian e Roger. Mas o que vale é a música. Ambos mostram que tem muita lenha para queimar. Apesar do Roger estar com um visual de Papai Noel. E o senhor Lambert, temos que aplaudi-lo (não de pé), por aceitar o posto do insubstituível Freddie Mercury. NOTA PESSOAL: John Deacon, cadê você? Como você faz falta. Especialmente em “Another One Bites The Dust” e “Under Pressure”.



Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

O Drama Visceral "SE EU TIVESSE PERNAS, EU TE CHUTARIA"

O que acontece quando estamos no nosso limite físico e mental? Por exemplo, sua filha não está se alimentando direito, sendo necessário uma bolsa para poder sobreviver. Além de se cuidar e dar atenção para outras pessoas. No caso, ela é uma psicoterapeuta; somada a distância do marido, que trabalha fora do país. Sem contar os imprevistos, o apartamento que a família aluga, é inundado. Já que o vizinho do andar de cima, o cano da água estourou. Uma situação que pode levar qualquer um à loucura. É assim que conhecemos Linda, vivida por Rose Byrne (“ Missão Madrinha de Casamento , 2011”). Ela lidera o elenco do drama “ Se Eu Tivesse Pernas , Te Chutaria ( If I Had Legs I’d Kick You , 2025) ”. Escrito e dirigido por Mary Bronstein , ela nos leva ao caótico cotidiano de Linda. Desde o tratamento da filha ( Delaney Quinn ), que faz uso de uma bolsa para se alimentar. Ela precisa ganhar peso, para poder ingerir comida de verdade. E voltar a ter uma vida normal. Enquanto isso, tenta seguir...

Zendaya & Os "RIVAIS"

Ao contrário do que se pode imaginar, o drama “ Rivais ( Challengers , 2024) ” não é um filme sobre tênis. Apesar do foi visto nos trailers e os vídeos promocionais, o filme discute a relação entre Tashi Duncan e os amigos de infância Art Donaldson e Patrick Zweig. Eles são interpretados pela musa Zendaya , Mike Faist (da refilmagem “ Amor Sublime Amor , 2021”) e Josh O’Connor (o Príncipe Charles da série Netflix “ The Crown ”, 2016 a 2023) respectivamente. Dirigido por Luca Guadagnino de “ Me Chame Pelo Meu Nome (2017)” a partir do roteiro escrito por Justin Kuritzkes . Zendaya é a jovem tenista com futuro promissor. Já os personagens de Mike e Josh almejam ser grandes tenistas.  A princípio, o conto se mostra simples, só que não é.  Tashi é uma mulher ambiciosa, que deseja aproveitar ao máximo seu talento para o esporte. Art e Patrick, tem interesses próprios. O primeiro quer conquistar todos os torneios que participar, já o segundo deseja fama e fortuna. Embora Patric...

FREDDIE MERCURY, Só Pode Haver Um (There Can By Only One)

Se estivesse vivo, Freddie Mercury completaria hoje 65 anos de idade. E em comemoração, está saindo lá fora a última leva de CDS remasterizados que comemoram os 40 anos da sua banda, Queen .  Várias homenagens serão feitas hoje mundo afora. O fã clube oficial na Inglaterra está organizando um evento chamado “ Freddie For A Day ”, onde fãs tiram fotos caracterizados como Freddie e mandam para seu link no facebook.  O que pode ser dito sobre Freddie? O nascimento em Zanzibar. A infância na Índia. O garoto Farrokh Bulsara, que sonhava em chegar ao estrelato como seus ídolos, Liza Minelli e John Lennon. De volta à Inglaterra, por causa dos conflitos no país e adotando o nome artístico “ Freddie Mercury ”. Se formou pela faculdade de artes e design gráfico e lá conheceu Tim Staffell, baixista e vocalista da banda “Smile” do baterista Roger Meddows-Taylor e do guitarrista Brian May .  Com a saída de Staffell, Mercury se torna o vocalista. Faltava um baixista, daí surge ...