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A Nova "CINDERELA" da Disney

O estúdio do camundongo Mickey Mouse segue em sua empreitada em rejuvenescer seus clássicos. Vide exemplos recentes como “Alice no País das Maravilhosas (2010)” de Tim Burton e “Malévola (2014)” com a musa Angelina Jolie. Com um pequeno diferencial, sai a donzela indefesa e surge a heroína cheia de atitude, como é visto nos filmes citados. E na animação mais vista nos últimos tempos, “Frozen: Uma Aventura Congelante (2014)”. Agora chegou a vez de Cinderela recontar sua clássica história. Com direção do ator shakeperiano Kenneth Branagh (“Thor, 2011” e “Operação Sombra: Jack Ryan, 2013”), que nos leva para uma viagem ao mundo fantástico de “Cinderela (Cinderella, 2015)”.


Temos a jovem Lily James como a bela Ella que tem sua vida virada do avesso com a morte súbita da mãe (a agente Peggy Carter da S.H.I.E.L.D. Hayley Atwell) quando criança e mais tarde já adulta com o falecimento repentino do pai (Ben Chaplin) em uma das suas viagens a trabalho. E levando consigo um ensinamento da mãe, “tenha coragem e seja gentil” e acreditar que a magia está no ar, isto é, sua fada madrinha. Mas ela não está sozinha. Antes de morrer, seu pai se casou com Lady Tremaine (a Rainha Elisabeth Cate Blanchett) e junto a ela suas filhas, Anastasia (Holliday Granger) e Drisella (Sophie McShera). Infelizmente, a riqueza acabou com a morte dele. Sendo assim, Tremaine dispensou todos os empregados e deixando os afazeres da casa para Ella.


Ciente da sua situação, Ella monta em seu cavalo e num passeio conhece Kit (Richard Madden, o Robb Stark de “Game of Thrones, 2011 até hoje”). O herdeiro ao trono do reino, só ele não diz a Ella quem realmente é. Surge um clima entre os dois. Seu pai, o Rei (o veterano ator shakeperiano Derek Jacobi) junto ao Grão Duque (Stellan Skarsgard, o doutor Erik Selvig do Universo Cinematográfico Marvel) organizam um baile para encontrar uma esposa para Kit. Este tem a ideia de chamar as mulheres do reino, que não são da nobreza, também. 


E assim se encontrar novamente com Ella. Para participar do baile, Ella refaz o vestido da mãe. Ao mesmo tempo, sua madrasta vê a oportunidade perfeita para encontrar um futuro para suas desmioladas filhas. Lady Tremaine vê em Ella uma rival para elas e todas se unem para destruir o vestido. Desolada, encontra-se com sua fada madrinha (Helena Bonham Carter, a Bellatrix Lestrange da saga Harry Potter). Bem atrapalhada e desengonçada, lança um encanto que reconstruí o vestido de Ella e transforma uma abóbora, um pato e sua turma de ratinhos amigos em uma bela carruagem, seu condutor e os cavalos respectivamente.


Junto ao vestido, belos e confortáveis sapatos de cristal. Com um pequeno porem, o feitiço dura até a meia-noite. Na decima segunda badalada, ele acaba. Com isso, Ella corre contra o tempo para encontrar seu amado. Esta é a trama clássica de “Cinderela”, que sofreu poucas alterações pelo roteirista Chris Weitz, que usou como base a história original de Charles Perrault do antológico desenho de 1950. As sutis diferenças estão no sentimento de dor de Ella pela perda dos pais, a insatisfação por viver ao lado da madrasta e suas meias irmãs como se fosse uma servente de suas vontades. Mas mesmo assim, se mantendo firme com a promessa feita à mãe em seu leito de morte. Ao se mostrar corajosa em todos os momentos e ser gentil com as pessoas, mesmo se for maltratada.


A novata Lily James demonstra bem isso.  O destaque fica mesmo para Cate Blanchett mostrando a competência de sempre ao fazer uma personagem que transmite a inveja, o rancor e o charme ao ser uma pessoa que busca o que deseja e não se importando com quem esteja a sua frente. Com isso, Branaugh nos entrega um filme que traz na memoria os antigos filmes de conto de fada, mas com uma pitada do século XXI. Os cenários deslumbrantes feitos por Dante Ferreti (Oscar de Melhor Direção de Arte por “A Inveção de Hugo Cabret, 2010”) que recordam a animação e o figurino primoroso de Sandy Powell (Oscar de Melhor Figurino por “A Jovem Rainha Vitória, 2009”), uma mescla da Era Vitoriana com os anos dourados da sétima arte nos idos de 1950 a 1960. São um atrativo a mais para uma película onde vem à tona aquele velho sentimento ao vermos pela primeira vez uma produção da Disney.


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