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Denzel Washington é "O PROTETOR"

Passados 13 anos, o oscarizado Denzel Washington e o diretor Antoine Fuqua voltam a se reunir. Sua primeira parceria foi no policial “Dia de Treinamento (2001)” que rendeu o segundo Oscar para Washington, no caso de Melhor Ator. E Fuqua ganhou visibilidade mundial. Nesse tempo, Denzel equilibrou a carreira entre dramas (“O Gangster, 2007” “O Voo, 2013”) e filmes de ação (“Chamas da Vingança, 2004” e “Protegendo o Inimigo, 2012”).

Fuqua experimentou gêneros como o épico histórico “Rei Arthur (2004)” passando pelos thrillers de guerra, “Lágrimas do Sol (2003)” e “O Atirador (2007)”; e chegando aos filmes de ação com “A Invasão à Casa Branca (2013)”. Juntos, nos trazem a refilmagem de um seriado da CBS dos anos 80 chamado “The Equalizer (1985 a 1989)”. Onde o agente da CIA Robert McCall aposentado ajuda as pessoas a resolverem seus problemas, através de anúncios de jornal.

Com o nome de “O Protetor (The Equalizer, 2014)”. Agora é a vez de Washington encarnar o personagem, que ganha uma roupagem mais nos dias de hoje. Ele trabalha em uma loja de materiais de construção no melhor estilo Leroy Merlin e vivendo sua vida solitária, sem dormir direito e se dirigir para uma lanchonete 24 horas para ler um livro à tira colo. Lá se encontra com Alina ou Teri (Chloë Grace Moretz, a Hit Girl da franquia Kick Ass), uma jovem que trabalha como garota de programa para a máfia russa. 

Eles conversam sobre o que Robert está lendo, no caso “O Velho e o Mar” de Ernest Hemingway. Discutem a respeito da metáfora sobre o pescador e peixe, quando um é colocado na posição do outro e como a solidão já faz parte do cotidiano de ambos. Refletindo isso em cheio no intimo de Robert. Acaba criando um clima de amizade entre ele e Alina. Até então, a película segue o fluxo. É quando temos um ponto de virada, Robert descobre que Alina está hospitalizada, devido ao espancamento sofrido pelo cafetão russo Slavi (David Meunier).


Despertando em Robert, um sentimento que estava enterrado. Desde que deixou a agencia, onde teve quer forjar sua morte e se separando precocemente da esposa. A revolta pela situação vivida por Alina e nos mostrando como era / é um agente excepcional. Meticuloso ao extremo. Cronometra suas ações desde a saída de casa até a chegada ao trabalho. Ao tentar salvar a vida de Alina, Robert vai até a casa do cafetão para discutir sua liberdade. A negociação não dá certo. Daí, entendemos as habilidades de Robert.

Em uma edição ágil, que lembra os filmes de Sherlock Holmes dirigidos por Guy Ritchie, onde Robert já antevê como será a forma de agir contra os capangas de Slavi até chegar a ele e consequentemente mata-lo. Tudo isso muito bem cronometrado em 28s. Corrigidos para 19s, de acordo com a análise previa de Robert. Suas ações chamam atenção dos chefões russos que enviam Teddy (Marton Csokas), um assassino de aluguel perspicaz.

Assim começa o jogo de gato e rato entre Robert e Teddy. Enquanto isso, ele ajuda outras pessoas que fazem parte de seu cotidiano. Com a direção segura de Fuqua aliada ao carisma e talento de Washington, “O Protetor” se mostra um filme de ação acima da media do que temos em cartaz na cidade. 

Aos 59 anos, Denzel tem em seu personagem, um misto de Bryan Mills da franquia “Busca Implacável” com desmemoriado Jason Bourne. Não que isso seja um mau sinal. Mas que na verdade, deixa Washington bem à vontade no papel nesta boa mistura de referências. E dando sinais para uma possível franquia se depender da arrendação nas bilheterias nos Estados Unidos e ao redor do globo.


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