Atualmente temos filmes que fazem reverência a antigos clássicos da sétima
arte. Veja por exemplo, “Hitchcock” com sir Anthony Hopkins e a rainha Helen
Mirren que conta os bastidores da produção de um dos maiores filmes do mestre
do suspense Alfred Hitchcock, “Psicose (1960)”. Ou mesmo o oscarizado “O Artista (2011)” que faz homenagem aos filmes
mudos de antigamente. E no mesmo ano tivemos “A Invenção de Hugo Cabret” do
mestre Martin Scorsese, um tributo a Georges Méliès, gênio do cinema mudo.
Seguindo a mesma linha, “Walt
nos Bastidores de Mary Popins (Saving Mr. Banks, 2013)” estrelado por Tom Hanks e Emma Thompson. A película conta a história de como foi difícil convencer
a autora do conto baseado no clássico da Disney, a australiana P.L. Travers (Thompson) a ceder os direitos para a adaptação
de seu livro para a tela grande. Onde o produtor e magnata do cinema Walt
Disney (Hanks) faz de tudo para
convencê-la.
Depois de 20 anos de muita insistência, Travers aceita o convite de
Disney para ir a Hollywood, conversar a respeito do contrato e os preparativos
para a pré-produção de “Mary Poppins”. Chegando lá, com sua sinceridade
peculiar reclama do calor da cidade e não dá muita bola para o motorista Raplh contratado
por Disney, responsável pelo transporte da escritora. Ele é feito por Paul Giamatti (o vilão Rhino do novo
filme do melhor amigo da vizinhança, “O Espetacular Homem-Aranha 2: A Ameaça de
Electro, 2014”).
Já no escritório de Disney, Travers conhece o roteirista Don DaGradi (Bradley Whitford de “O Segredo da
Cabana, 2012”) e os músicos Richard M. (Jason
Schwartzman de “Moonrise Kingdom, 2012”) e Robert B. Sherman (B.J. Novak do seriado de TV “The Office
de 2005 a 2013”), que são os responsáveis pela adaptação do livro. Sai de lá para ir ao encontro de Disney e conversar a respeito do
filme. Pedindo que todas as conversas entre eles e a produção sejam gravadas e
que não quer nenhum tipo de desenho animado em cena. Só com atores reais. Sendo
algumas de suas exigências para ceder os direitos de filmagem.
Emma Thompson desenvolve
sua personagem com graça e leveza. Mostrando as manias herdadas na infância ao
lado dos pais Travers Robert (o garoto enxaqueca Collin Farrell) e Margareth Goff (Ruth Wilson de “O Cavaleiro Solitário, 2013”) e da irmã de sua mãe,
Ellie (Rachel Griffiths da serie
televisiva “Brothers & Sisters de 2006 a 2011”). Seu papel guia a película mostrando as referências de Travers para
construir sua Mary Poppins que se confunde com sua própria persona nas experiências
em sua infância ao lado da família.
Tom Hanks como sempre,
competente. Exibindo charme ao lado circense de Disney e ao mesmo tempo, um dado
pouco conhecido de sua personalidade. O fumo como vicio. Onde mais tarde,
Disney seria vitima de câncer de pulmão. John Lee Hancock (“Um Sonho
Possível, 2009”) dirige o filme como se estivéssemos num filme da Disney (onde inclusive
é a produtora e distribuidora). Não que isso seja um demérito. Ele consegue
mesclar o mundo mágico de Disney ao lado do conto de Travers e sua historia
verdadeira de um modo que prende a atenção do público.
OBS: Ao final do filme,
temos fotos dos bastidores da produção e da noite de estreia no Chinese Theater em Hollywood. E uma sequencia com as gravações originais entre Travers e os produtores de “Mary
Poppins”, assim como foi visto na telona. P.L. Travers, nunca aprovou
a escolha do elástico Dick Van Dyke como Bert. Bem como a versão final do
filme. Sempre foi uma critica feroz dele.

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