Seguindo uma corrente que tem sido frequente em Hollywood, onde temos reboot de filmes clássicos do cinema e seriados de TV de antigamente como “A Hora do Pesadelo”, “O Massacre da Serra Elétrica”, “Sombras da Noite”, “Esquadrão Classe A”, por exemplo.
Agora chegou a vez do
clássico dos anos 80, o policial sci-fi “Robocop
(1987)” dirigido pelo holandês Paul Verhoeven, que mais tarde faria outra
ficção, “O Vingador do Futuro (1990)” com Arnold Schwarzenegger e que ganharia
uma nova versão em 2012 estrelada pelo garoto enxaqueca, o irlandês Colin
Farrell.
Relembre, vendo o
trailer abaixo:
ROBOCOP (1987)
Voltando a refilmagem
de “Robocop”, temos na cadeira de
diretor o brasileiro José Padilha da
saga do capitão Nascimento, “Tropa de Elite: Missão Dada é Missão Cumprida
(2007)” e “Tropa de Elite: O Inimigo Agora é Outro (2010)”. Quanto o filme de
1987, uma critica a violência que reinava nos Estados Unidos com a guerra entre
as gangues locais junto à corrupção policial vigente da época (qualquer semelhança
do que é visto nos dias de hoje em nossa terra brasiliis, é mera coincidência),
que foi inclusive banalizada pela imprensa americana. Contendo também uma
mensagem onde o homem estava se deixando dominar e ficar dependente da máquina
tecnológica.
Nesta nova versão,
estamos num futuro não muito distante (2028) onde a empresa OmniCorp, que
produz armamento militar bem como robôs
de combate conhecidos como drones. Ela é dirigida pelo magnata Raymond Sellars
(Michael Keaton, o Beetlejuice de “Os
Fantasmas se Divertem, 1988”) e que trabalha junto ao governo americano monitorando
países em conflito com os drones. Buscando também aprovação do Congresso para
utiliza-los em solo americano.
Em contrapartida, temos o policial Alex Murphy (Joel Kinnaman da serie da TV inglesa, “The Killing de 2011 até hoje”) que junto do seu parceiro Jack Lewis (Michael K. Williams) estão atrás do mafioso Antoine Vallon (Patrick Garrow). Até que o momento que Alex sofre um atentado na frente da sua casa, onde tem 80% do corpo com queimaduras de 3º grau e mutilações.
É aí que Sellars vê uma
oportunidade de conseguir a aprovação do Congresso. Onde utilizaria robôs unidos
a pessoas portadores de alguma deficiência física. Auxiliado pelo médico Dennett
Norton (Gary Oldman, o comissário
Gordon da saga do Cavaleiro das Trevas), especialista na área de próteses para
deficientes. Em especial, próteses mecânicas junto ao corpo humano.
A esposa de Murphy, Clara (Abbie Cornish de “W.E. – O Romance do Século, 2011”) abalada pelo acontecimento. Autoriza o procedimento que pode salvar a vida de Alex. Assim nasce o primeiro hibrido entre homem e máquina. De inicio, Murphy não aceita sua situação e com a ajuda do dr. Norton, começa a entender o seu estado. Aceitando os mecanismos implantados em seu corpo, Alex percebe que possui uma capacidade física sobre humana e junto ao seu celebro foi implantado um chip onde consegue acessar todos os dados do arquivo da policia.
Assim, Padilha mostra o conflito de Murphy que
junto à máquina, questiona seu papel como oficial da lei. Onde a máquina faz o
trabalho, sem se preocupar com as consequências. Já ele, se questiona moralmente
sobre seus atos ao perseguir e consequentemente matar bandidos.
Padilha coloca a família de Murphy em contato direto com a situação. E mostrando um ponto critico nela, até onde vai os direitos de uma corporação como a OmniCorp sobre o que foi feito com Murphy e os de sua família ao fazer uma visita.
Faz uma critica
feroz à imprensa na pele do apresentador sensacionalista Pat Novak (Samuel L. Jackson, o Nick Fury dos
Vingadores). Onde em seu programa acompanhado de uma peruca a la Silvio Santos,
faz apologia ao uso dos drones e de força letal nos Estados Unidos.
E a interferência americana em países que vivem em conflito constante com o uso de seu poder bélico. Personificada por Rick Mattox (Jackie Earle Haley, o Rorschach dos “Watchmen, 2009”), um militar contratado e controlador dos drones. E responsável pelo treinamento de Murphy em seu novo formato como oficial da lei.
Padilha dá seu toque pessoal no uso do tema musical composta por Basil Poledouris
para o filme de 1987, criando uma alusão entre eles. O tema romântico para o casal Alex & Clara,
“Fly Me To The Moon (In The Other Words)” na voz do blue eyes Frank Sinatra. No
treinamento de Murphy, já com a armadura de Robocop, temos “Hocus Pocus” clássico
do grupo de rock progressivo Focus. E nos créditos finais, “I Fought The Law”
de Sonny Curtis (The Crickets) na versão punk rock do The Clash.





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