Filmes
situados em meio à imensidão do mar, não é nenhuma novidade em Hollywood. Veja
exemplos recentes como o fantástico “As
Aventuras de Pi (2012)”, a saga de
Tom Hanks e a bola Wilson em “Naufrago
(2000)” e a luta de George Clooney e Mark Whalberg contra “O Mar em Fúria (2000)”. Sem esquecer o arrasa quarteirão de James
Cameron, “Titanic (1997)”. Agora
temos o veterano Robert Redford de “Butch Cassidy & Sundance Kid, 1969”
como um experiente velejador que está navegando no oceano índico, há 1.700
milhas náuticas do estreito da Sumatria (Indonésia). Em uma pausa para
descansar, seu barco bate em um contêiner à deriva e fazendo um rombo na
embarcação. Com a água, invadindo aos poucos e assim danificando o material
contido dentro dele.
No
decorrer de seus 106 minutos, vemos como o personagem de Redford se depara com a situação. Isolado no mar e sem comunicação,
onde devido à distância seu rádio não tem o alcance necessário para chamar
socorro imediato. Com seu suprimento
(água potável e comida enlatada) sendo destruído por uma tempestade tropical
que faz o veleiro afundar de vez. Fazendo com que Redford se refugie em um bote inflável. Nele tem que enfrentar
outras adversidades, como tubarões, por exemplo. O sol forte, que desidrata seu
corpo. E apesar dos conhecimentos marítimos, não consegue enxergar um modo de
sair do seu atual momento.
O
diretor J.C. Chandor, que inclusive
escreveu o roteiro, faz aqui uma ode à luta pela sobrevivência. Com a superação
dos próprios limites do ser humano, não importando as dificuldades e os
imprevistos da situação. Onde se discute também a escolha pela solidão do
personagem de Redford, referências
ao romance de Ernest Hemingway, “O Velho
& O Mar”. Chandor fez “Margin Call: O Dia Antes do Fim (2011)”,
película que falava sobre a crise financeira nos Estados Unidos em 2008 que
afetou seus associados e o mercado mundial. “Até o Fim” é seu segundo
trabalho como cineasta.
A
performance de Robert Redford mostra
a força de “Até O Fim”. Não escondendo seus 77 anos, ele deixa transparecer
que isso o afeta fisicamente nas atividades quando o veleiro está em alto mar.
Não conseguindo fazer certas coisas, causando sua fadiga física. É uma atuação
quase silenciosa, com poucas palavras, onde suas feições e gestos cativam a
atenção do público.



Comentários
Postar um comentário