A data de hoje é celebrada como Dia Mundial do Rock. Bem como o segundo ano de vida deste blog. O dia ficou marcado pela realização do concerto Live Aid, idealizado por Bob Geldof, para erradicar a fome na Etiópia. Sendo realizado simultaneamente em Londres (Inglaterra) e na Philadelphia (Estados Unidos) em 13 de julho de 1985. Este blog foi criado no mesmo dia, só que em 2011. Há muito tempo, pensando a respeito. Com o apoio de pessoas próximas e sugerido por um grande amigo, criei coragem e segui adiante com a ideia do blog. E aqui estou. Escrevendo sobre música e cinema. Em especial, sobre a sétima arte. Com isso, vamos falar sobre filmes com temática Rock’n’Roll que fizeram parte da vida deste que vos escreve. Assim como no post comemorativo de 1 ano,não há ordem de preferência, cronológica e os 10+, 100+, 1.000+ influentes & melhores de todos os tempos. Sendo assim de caráter totalmente pessoal. Aqui vai, gostem ou não.
FANTASMA DO PARAÍSO (Phantom of Paradise, 1975), diretor: Brian DePalma: Conta a saga de Fausto. Embalada com dose de glam rock, rockabilly e horror fake com canções próprias criadas para a película. A versão de DePalma acabou se tornando uma sátira a versão original, recheada de humor negro e suspense que lhe é característico. Cultuada por roqueiros como Alice Cooper.
SEM DESTINO (Easy Rider, 1969), diretor: Dennis Hooper: A saga da dupla de motociclistas vividos por Peter Fonda & Dennis Hooper pelas estradas dos Estados Unidos e o encontro inusitado com o personagem vivido por Jack Nicholson. Canções como “Born To Be Wild” do Steppenwolf, “The Weight” do The Band embalam sua viagem lisérgica pelo país.
A
ROSA (The Rose, 1979), diretor: Mark
Rydell: Estrelado por Bette Midler. A sua história faz
alusão a da cantora Janis Joplin. Com canções próprias compostas para o filme,
a interpretação marcante de Midler foi indicada ao Oscar
daquele ano e ganhadora do Globo de Ouro de Melhor Atriz para Comédia &
Musical. A canção principal “The Rose” comprova isso.
VELVET GOLDMINE (1998), diretor: Todd Haynes: Idealizado por seu criador como um hino ao glam rock. Estilo criado pelo camaleão do rock David Bowie e Marc Bolan. O personagem de Jonathan Rhys Meyers, Brian Slade, foi inspirado na fase Ziggy Stardust & Alladin Sane de Bowie. Fase a qual o próprio renega e se recusa a falar a respeito. Tanto que ele proibiu o uso de suas canções no filme. Tem no seu elenco, o eterno cavaleiro jedi Ewan McGregor como Curt Wild (uma fusão de Lou Reed & Iggy Pop, supostos amantes de Bowie nesta fase), o Batman Christian Bale como o jornalista Arthur Stuart e Toni Colete é a esposa de Slade, Mandy. Assim temos Placebo toca o clássico do T-Rex, “20th Century Boy” e McGregor cantando “TV Eye” de Iggy Pop.
ALTA FIDELIDADE (High Fidelity, 2000), diretor: Stephen Frears: Baseado no romance escrito pelo inglês Nick Horsby e estrelado por John Cusack. Temos a história do dono de uma loja de discos Rob Gordon, que vive um drama pessoal com a separação de sua namorada Laura. Daí que começa a fazer uma lista dos cinco mais dramáticos finais de relacionamento de sua vida como se fosse um hit parade das canções e artistas que mais admira. Foi com este filme que tivemos o prazer de conhecer o grande Jack Black de “A Escola do Rock (2003)”.
LOUCURAS DE VERÃO (American Graffiti, 1973), diretor: George Lucas: Filme autobiográfico do criador da saga Star Wars. Contando um pouco da sua juventude antes ingressar na faculdade. Pontuada por canções que fizeram do rock o que ele é hoje. Desde “Johnny Be Goode” de Chuck Berry a “Smoke Get in your Eyes” do The Platters. Passando por “(We’re Gonna) Around The Clock” de Bill Haley & His Comets, Del Shannon (“Runaway”) a The Platters (“The Great Pretender”). O filme conta com a participação de Harrison Ford, futuro Han Solo & Indiana Jones. E um tributo a Wolfman Jack, conhecido DJ americano e um dos primeiros a tocar rock nas ondas do rádio.
QUASE
FAMOSOS (Amost Famous, 2000), diretor: Cameron
Crowe: O filme que todo jornalista especializado em rock gostaria de ter
feito. Autobiográfico, Cameron Crowe fala sobre sua paixão
pelo rock através dos discos de vinil deixados pela sua irmã mais velha até
começar a escrever sobre assunto de modo independente e mandar artigos para
revistas especializadas como a Creem de seu mentor, o lendário critico musical
Lester Bangs. E sua jornada com a banda emergente Stillwater (fictícia,
junção das bandas favoritas de Crowe: Led Zeppelin & Lynyrd
Skynyrd) para escrever sobre eles para a revista Rolling Stone. A trilha
musical é o principal destaque com Rod “The Mod” Stewart (“Every
Picture Tells A Story”), Led Zeppelin (“Tangerine”), David
Bowie (“I’m Waiting for the Man”) e na sequência com a canção
"Tiny Dancer" de sir Elton John, onde todos a
cantam após uma briga entre os membros do grupo.
AINDA MUITO LOUCOS (Still Crazy, 1998), diretor: Brian Gibson: É um conto sobre uma banda fictícia dos anos 70, a Strange Fruit, que acabou com a morte de seu guitarrista Brian Lovell (a inspiração para o personagem foi o guitarrista junkie do Pink Floyd Syd Barrett). O tecladista Tony Costello (Stephen Rea de “V de Vingança, 2006”) tem a ideia de reunir o grupo para um festival no interior inglês no melhor estilo Woodstock. Mas a empreitada não poderia ser mais difícil, pois cada membro está em uma atividade própria e com muita magoa entre eles para se reunir novamente.
BLUES BROTHERS: IRMÃOS CARAS DE PAU (1981) e BLUES BROTHERS 2000 (1998), diretor: John Landis: Jake & Elwood Blues (James Belushi & Dan Aykroyd respectivamente) precisam salvar o orfanato em que foram criados de ser demolido, este é o mote do filme de John Landis (“Lobisomem Americano em Londres, 1982”). Eles precisam reunir a velha banda, separada e espalhada nos quatro cantos dos EUA. Para arrecadar fundos num show para salvar o orfanato. Em sua jornada com muita música e destruição, vemos artistas como Ray Charles, James Brown & Aretha Franklin darem o ar da graça. Já no segundo filme, Elwood (Aykroyd) se vê sozinho ao sair da prisão. Seu irmão Jake morreu, o orfanato foi demolido, ele tem um momento iluminado ao ter uma ideia brilhante: reunir sua velha banda. Para participar da competição Batalha das Bandas de Queen Moussette (a cantora soul Eryka Bahdu) e reerguer o velho orfanato para ajudar as crianças carentes de sua cidade. “Blues Brothers 2000” conta com as presenças do bluesman B.B. King, James Brown & Eric Clapton.
A ENCRUZILHADA (Crossroads, 1985), diretor: Walter Hill: Estrelado pelo karate kid Ralph Macchio, ele é Martone, um talentoso guitarrista de música clássica, que tem uma queda pelo velho blues do Mississipi. “A Encruzilhada” é uma ode a Rota 66, onde todo músico que deseja fazer sucesso faz um acordo com o chefe do inferno, em troca da sua alma. E para ajudar um velho bluesman, Willie Brown (Joe Seneca), eles precisam que ir ao mesmo cruzamento para que o acordo seja desfeito. O “coisa ruim” propõe um novo arranjo, eles fazem um duelo contra seu protegido. Se eles ganharem, Willie está livre. No caso de perderem, ele fica com a alma dos dois. No caso este protegido, é ninguém menos que o guitarrista Steve Vai. A sequência do duelo entre Vai e Macchio, é um delírio musical. Trilha musical original pelo guitarrista Ry Cooder.
THE DOORS (1991), diretor: Oliver Stone: Cinebiografia do líder do “The Doors”, Jim Morrison. Estrelada por Val Kilmer & Meg Ryan. Kilmer faz uma interpretação tão marcante que chegamos a acreditar que ele é a própria reencarnação de Morrison. Ryan faz sua companheira Pamela Courson Morrison. Canções como “Light My Fire”, “Break on Through (To The Other Side)”, “The End” e “Roadhouse Blues” mostram a poesia nas letras de Morrison musicada por John Densmore, Robby Krieger e Ray Manzarek.
LOUCOS PELA FAMA (The Commitments, 1991), diretor: Alan Parker: Baseado no romance de mesmo nome do autor irlandês Roddy Doyle. Ele conta a história do jovem Jimmy Rabbitte, tentando se tornar um empresário musical e levar a soul music para a Irlanda. Para isso, recruta jovens, como ele, dispostos a levar essa empreitada a frente. Após várias audições, forma a banda que dá título ao filme. E assim, difundir o soul pelo país. O destaque fica para Andrew Strong como o cantor Deco Cuffe. Cuja voz lembra os grandes interpretes da soul music como Otis Redding, Sam Cooke & Wilson Pickett. Em especial nas canções “Mustang Sally”, “Take to the River (Al Green)”, “Chain of Fools (Aretha Franlin)”, “Try A Little Tenderness (Otis Redding)” e “In the Midnight Hour (Wilson Pickett)”.
ESCOLA DE ROCK (School of Rock, 2003), diretor: Richard Linklater: Estrelado por Jack Black. Aqui temos a história de Dewey Finn (Black), guitarra e vocal expulso da sua banda No Vacancy. Até conseguir um emprego temporário como professor em uma escola preparatória de prestigio na sua cidade. Isso aconteceu porque ele fingiu ser seu amigo Ned Scheneebly, ao atender o chamado. E lá Dewey, vê a oportunidade para formar um novo grupo com seus alunos. Os ensinando sobre a história do rock e ao mesmo tempo, ensaiando com eles para participar do concurso, no melhor estilo American Idol, “Batalhas entre as Bandas”. Isso gerou uma história pessoal engraçada. Tenho uma sobrinha que viu o filme e virou fã dele na hora. E ela disse que pareço com Dewey, devido meu conhecimento sobre o assunto. Se tiver oportunidade, veja os extras do dvd, lá tem o pedido de Black aos membros do Led Zeppelin para liberarem o uso da canção “Immigrant Song” no filme. Com a criançada mandando bem no quesito musical em “It’s Long Way to the Top (If You Wanna Rock’n’Roll)” do AC/DC e na canção deles, “School of Rock”.
RAY (2004), diretor: Taylor Hackford / JOHNNY & JUNE (Walk The Line, 2005), diretor: James Mangold: Duas cinebiografias que saíram nos anos acima mencionados. “Ray” é baseado na vida do soulman Ray Charles, mostrando como ele ficou cego e não se deixando abater pela sua condição. Ele lutou para ser aceito na sociedade e no mundo musical. A interpretação de Jamie Foxx lhe rendeu o Oscar de Melhor Ator do ano, ao som de “Georgia on my Mind”, “Hit the Road Jack” e “Unchain My Heart”. Já “Johnny & June” com Joaquin Phoenix e Reese Witherspoon (que ganhou o Oscar de Melhor Atriz de 2005). Conta a vida do casal formado por Johnny “Man in Black” Cash e a cantora country June Carter respectivamente, nos seus altos e baixos no período que ficaram juntos. O principal destaque de “Ray” e “Johnny & June”, é que seus atores principais (Foxx, Phoenix & Whiterspoon) soltaram a voz nos respectivos filmes, dando ainda mais credibilidade e realismo em cena.
PINK FLOYD: THE WALL (1982), diretor: Alan Parker: A impactante cena de abertura com “In The Flesh”, onde o publico invade a arena do show do cantor Pink (Bob Geldof), em meio a um sonho de infância sobre o pai que nunca conheceu. Morto em combate na Segunda Guerra Mundial. A saga do roqueiro Pink é contada através das canções de Roger Waters. Com a inclusão de uma canção composta pelo guitarrista David Gilmour, “Comfortably Numb”, seu maior hit. Junto com a canção tema, “Another Brick in the Wall Part II”.
THE
BEATLES: A HARD DAY’S NIGHT (1964) (no
Brasil, ficou conhecido como “Os Reis do ie-ie-ie”) e HELP (1965), diretor: Richard Lester: Filmes
que marcaram uma geração e a introdução de um gênero até então pouco explorado,
a não ser pelas películas do Rei do Rock, Elvis Presley, estrelados por
cantores & músicos de sucesso. Dando ênfase a Beatlemania com John
Lennon, Paul McCartney, George Harrison & Ringo Starr, levando os fãs
ao mais puro delírio ao som de “Help”, “Can’t Buy Me Love”, “And
I Love Her”, “She Loves You”, “A Hard Day’s Night”, “You’ve Got to Hide Your Love Away” e “Ticket
to Ride”.
THE WHO: TOMMY (1975), diretor: Ken Russell; QUADROPHENIA (1979), diretor: Franc Roddam e THE KIDS ARE ALRIGHT (1979), diretor: Jeff Stein: Tommy: opera rock que conta a história do garoto cego, surdo e mudo Tommy, mas que é um gênio no Pinball. As canções “I’m Free”, “We’re Not Gonna Take it” e “See Me, Feel Me / Listening to You” embalam sua jornada. O filme conta com a participação especial de Elton John como “Pinball Wizard”. Tina Turner é “Acid Queen”. Eric Clapton é o pastor em “Eyesight to the Blind”. Tommy é interpretado pelo vocalista do The Who, Roger Daltrey. Quadrophenia: A história gira em torno da rivalidade de duas gangs dos anos 60, os Mods & os Rockers. Tudo acontece ao som das canções compostas por Pete Townshend. Como “The Real Me”, “5:15”, “Bell Boy” e “Love Reign O’er Me”. The Kids Are Alright: conta a história da banda desde sua criação nos anos 60, a participação em festival como Monterey Pop e Woodstock. Os bastidores das tours e o cotidiano de seus integrantes fora do grupo. Até as últimas aparições do baterista Keith Moon no videoclipe de “Who Are You” e no show em Shepperton Studios em 1978.
LED
ZEPPELIN: THE SONG REMAINS THE SAME (1977),
diretor: Peter Clifton & Joe Massot: O filme concerto da maior
banda de rock dos anos 70. Antológico. Sua abertura com “Rock’n’Roll”,
não poderia ser mais que perfeita. “Dazed and Confused” com o arco de
violino empunhado por Jimmy Page e “Stairway to Heaven”, Page dedilhando sua Gibson de dois braços, inesquecível. O solo destruidor de John
“Bonzo” Bonham em “Moby Dick”, de enlouquecer. O arranjo
de John Paul Jones em “No Quarter”, hipnotizante. Sem
esquecer da voz potente e a interpretação de Robert Plant em
cada canção da apresentação, simplesmente maravilhoso.
U2: RATTLE & HUM (1988), diretor: Phil Joanou: O filme concerto da maior banda dos anos 80, conta os bastidores da tour para divulgação do álbum “The Joshua Tree (1986)”. Junto a isso, a banda compõe as canções que acompanham a trilha musical de “Rattle & Hum”: “Van Diemen’s Land” (com The Edge nos vocais); “Heartland”; “Love Rescue Me” com Bob Dylan; “God Part II” (continuação da canção composta pelo beatle John Lennon, “God”); “Hawkmoon 269”; “Angel of Harlem”; “When Love Comes to Town” com B.B. King e “All I Want is You”. Passeando pela mansão do Rei do Rock Elvis Presley, Graceland. E a visita ao Sun Studios em Memphis, Tennessee.

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