Em 1976, na escola Mount Temple Comprehensive School em Dublin (Irlanda), um jovem Larry Mullen Jr colocava no quadro de aviso da escola que estava formando uma banda. O primeiro encontro foi na cozinha da casa de Larry, com Paul Hewson (mais popularmente conhecido como “Bono”) nos vocais, Dave Evans na guitarra solo, que se tornaria The Edge, e Adam Clayton no contrabaixo. Também estava presente, o irmão de Dave, Dik na segunda guitarra. Clayton é muito amigo dos Evans, foi acompanha-los. A paixão pela música os uniu. Em especial, o punk rock. Bandas como Buzzcocks, The Stranglers, Sex Pistols e The Clash eram suas referências. Tocaram em festivais locais até assinarem com a Island Records em 1979. Gravando o primeiro álbum “Boy” em 1980. Antecedido pelo mítico EP “U2 Three”, lançado em agosto de 1979.
Nos anos 80, a banda se notabilizou por suas letras engajadas e o posicionamento político de Bono. Canções como os hinos “Sunday Bloody Sunday” e “New Year’s Days”, são bons exemplos. Somado o cunho religioso, Bono herdou dos pais. Representado em “Gloria” e “I Still Haven’t Found What I’m Looking For”. The Edge desenvolveu um estilo próprio que se tornou a marca registrada do U2. Ao ouvir o timbre da sua guitarra, reconhecemos na hora. O tom messiânico e político do grupo marcou os anos 80. Já no início dos 90, temos uma virada. Ao lado dos produtores Brian Eno e Daniel Lanois, estavam em busca de uma nova sonoridade. No Hansa Studios em Berlim, por pouco eles se separaram. Graças a canção “One”, apaziguaram os ânimos, encontrando o som que tanto buscavam.
Daí temos o impactante “Achtung Baby” em 1991. Chocando os fãs, já que trazia música eletrônica, mesclada com a fase glam rock de David Bowie e T-Rex de Marc Bolan. Ao contrário da chamada “Trilogia da América”, como ficou conhecida. Onde se aprofundaram nas raízes musicais da terra do tio Sam em “The Unforgettable Fire (1984)”, o eloquente “The Joshua Tree (1986)” e o álbum ao vivo “Rattle and Hum (1988)”. Nas palavras de Bono, eles estavam num momento como Rock Stars. Realmente o status mudou, comprovado com a monstruosa turnê Zoo TV. Um marco para a época. Que também se tornou outra marca para o U2. Palcos monumentais como bem vimos por aqui.
Com as turnês Pop Mart em 1998, a Elevation em 2006, a 360° em 2011 e a celebração dos 30 anos de “The Joshua Tree” em 2017. Nos anos 2000, o grupo reinventou mais uma vez em “All That Can’t You Leave Behind”. Trazendo o som dos anos 80, aliado ao que ouvimos nos 90. Que se tornou uma auto referência, refletida na trilogia “Songs of”: “Innocence (2014)”, “Experience (2017)” e “Surrender (2023)”. Pouquíssimas bandas chegam a completar 50 anos de carreira. Um detalhe importantíssimo, se mantiveram unidos, sem alterações na formação. A data 25 de setembro de 2026 é um marco. Só quando fizeram a residência de shows no Sphere em Las Vegas, tocando na integra “Atchung Baby”.
Entre setembro de 2023 a março de 2024, Larry não esteve presente. Realizou uma cirurgia no pescoço, ficando em repouso neste período. Foi substituído por Bram van den Berg. Em 2026, os preparativos para celebrar o quinquagésimo aniversário do grupo. Com os EPs “Days of Ash (https://cyroay72.blogspot.com/2026/02/u2-esta-de-volta-surpresa-total-com-o.html)” e “Easter Lily (https://cyroay72.blogspot.com/2026/04/u2-pega-todos-de-supresa-1-vez-com-o-ep.html)”, só aumentaram a expectativa dos fãs. Em julho deste ano, lançaram o single “Street of Dreams”. Uma previa do novo álbum “Carnaval da Luz”. Marcado para sair em 13 de novembro. O título acabou vazado, mais tarde foi confirmado por Bono em entrevista. E ontem (24 de setembro de 2026) tivemos mais um single, “Silencio”, saindo do forno. Os rumores de uma vindoura turnê já começaram. Em especial na nossa terra brasilis. Quatro shows nos meses de fevereiro e março de 2027. A confirmar e parabéns aos 50 anos do U2. Para muitos, a maior banda de rock dos anos 80.

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