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U2 Está de Volta (Surpresa Total!) com o EP "DAYS OF ASH"

Na última quarta-feira de cinzas (18 de fevereiro de 2026), o mundo foi pego de surpresa. Os irlandeses do U2 lançaram o EP digital “Days of Ash”. Já sabíamos que Bono (vocais), o guitar hero The Edge, Adam Clayton (contrabaixo) e Larry Mullen Jr. Ibateria) estavam reunidos para gravar um novo álbum, desde 2025. O próprio carismático vocalista confirmou um novo disco até o final deste ano. Enquanto aguardamos vamos ouvir e comentar “Days of Ash”. Composto por cinco canções e uma poema, que refletem o conturbado momento politico que vivemos atualmente. A continua guerra entre a União Soviética e a Ucrânia.

Além das ações autoritárias do ICE do governo Trump nos EUA e o conflito entre Israel, Irã e Cisjordânia. O tom das letras, trazem na memória a fase mais política do U2. Mais especificamente nos anos 80. Os direitos humanos, a luta contra o preconceito racial e de gênero. Nas palavras de Bono, “Foi emocionante estarmos os quatro juntos novamente em estúdio, no último ano!”.  Completou: “São canções de desafio, de consternação e de lamento ... Porque, apesar de toda feiura que vemos ser normalizada diariamente em nossos pequenos ecrãs. Não há nada de normal, nestes tempos loucos e enlouquecedores. Precisam enfrenta-los antes que possamos ter fé novamente no futuro.” 

Para abrir os trabalhos temos a pulsante “American Obituary”. Ela reflete a ação do ICE em Minneapolis, que vitimou Renee Gold. Em seus versos, Bono exclama “Mãe americana de três filhos, sétimo dia de janeiro, uma bala para cada criança”. A inspiração para o modo que a entoa veio de “It’s Alright Ma (I’m Only Bleeding)” do poeta Bob Dylan. Diz que ela é cantada pelo filho e a da banda, tem a voz da mãe: “Amo-te mais do que o ódio ama a guerra”. “Tears of Things” pega emprestado o título do livro homônimo de Richard Rohr. Religioso que transcreve sobre a espiritualidade e a canção faz uma reflexão sobre a conversa imaginaria entre Miguelangelo e sua obra, a estátua David. 

Discutem sobre o conflito na faixa de Gaza. O verso “Se você colocar um homem numa janela e o sacudir o suficiente ... O homem se torna um tipo de raiva que não pode ser trancada ... As lágrimas das coisas. Que o deserto se descongele”, já diz tudo. Já “Song of the Future” é um tributo a Sarina Esmailzadeh. Jovem iraniana de 16 anos, espancada ate a morte por oficiais iranianos por participar do movimento Mulher, Vida, Liberdade em 2022. As duas pegam o tom musical do U2 nos álbuns “Songs of Innocence (2014)” e “Songs of Experience (2017)”. A pegada rock característica do grupo, aliada ao melhor da world music.

Wildpeace” é de autoria da poetisa israelense Yehuda Amichai, declamado pela cantora nigeriana Adeola Fayehun com musica de fundo composta pelo produtor Jackknife Lee e banda. Este vem colaborando com o U2 desde “How To Dismantle An Atomic Bomb (2004)”. Em “One Life At A Time” teve inspiração no documentário “No Other Land”. Vencedor do Oscar como Melhor Documentário de 2025. Uma homenagem a Awdah Hathaleen, cidadão palestino assassinado no vilarejo que morava na Cisjordânia por um colono israelense. Um rock vigoroso, que nos faz pensar como o mundo está insano.

Fechando os trabalhos temos “Yours Eternally”, contando com a colaboração do ruivo Ed Sheeran e o cantor ucraniano Taras Topolia. Este conheceu Bono e Edge, quando foram à Ucrânia, no inicio do conflito. Ainda lutou na linha de frente da guerra, o intuito deles é que a canção se torne um hino de resistência. Somado o coro internacional com a Pussy Riot Nadya Tolokonnikova e o incansável ativista Bob Geldof. O saldo final é positivo, com o U2 deixando bem claro que sua chama politica está acessa. Sendo um pequeno aperitivo do que está por vir. Bono diz que o EP foi necessário. O próximo álbum do U2, já faz nove anos sem material inédito, será uma celebração da amizade dos quatro e da veia rock and roll dos tempos de juventude.

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