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O Totalitarismo de "A LONGA MARCHA: CAMINHE OU MORRA"

O escritor Stephen King se notabilizou por trazer o terror nas paginas de seus contos. E recentemente sua obra tem sido levada a sétima arte. Podemos citar a entidade Pennywise da obra “It: A Coisa” que rendeu a franquia com dois filmes. Foram aprovados pelo autor, que inclusive fez uma participação especial no “Capítulo 2 (2019)”. Para saber mais no link: https://cyroay72.blogspot.com/2019/09/it-coisa-capitulo-dois-o-fechamento-de.html. Além da série HBO “It: Bem-Vindos À Derry (2025)” que conta sua origem. Comentamos no link: https://cyroay72.blogspot.com/2025/12/o-spin-off-em-formato-de-serie-it-bem.html. King também escreveu para outros gêneros com um ar sobrenatural como em “Um Sonho de Liberdade (1995)” e “À Espera do Milagre (2000)”, que ganharam suas versões cinematográficas. Agora temos “A Longa Marcha: Caminhe ou Morra (The Long Walk, 2025)”. 

Ele nos traz uma sociedade norte-americana no pós-guerra que vive à uma grave crise financeira e social. Para se recuperar moralmente cria a competição que dá nome ao livro (1979) e sua versão para cinema, adaptada por JL Mollner com direção de Francis Lawrence. Este conhecido por ser o responsável pela franquia “Jogos Vorazes”. Também baseada nos contos escritos por Suzanne Collins. Aqui vemos jovens que precisam fazer uma caminhada que percorre o país, para ganhar o grande prêmio em dinheiro e a fama. 

Entre eles temos o idealista Ray Garraty (Cooper Hoffman), o perseverante Peter McVries (David Jonsson), o religioso Art Baker (Tut Nyout) e o metódico Hank Olson (Ben Wang, de “Karate Kid: Lendas, 2025”). Contando ainda com o misterioso Stebbins (Garrett Wareing), o falastrão Gary Barkovitch (Charlie Plummer) e o frágil Thomas Curvey, vivido pelo Jojo Rabbit Roman Griffin Davis. São vigiados de perto por soldados, comandados pelo implacável Major. Com o último jedi Mark Hamill no papel. Eles se juntam a um grupo de 50 jovens e caso cometam três faltas, são advertidos. Na quarta, são alvejados. 

Assim recebem o “bilhete” de volta para casa. Tanto o livro quanto o filme, discutem como o regime autoritário atinge sua população. Um sistema econômico que privilegia os mais afortunados. Quem faz parte da classe mais empobrecida, se submeta aos seus desejos. Neste caso, a marcha que dá título à película. Já que são vistos ao redor do país ao melhor estilo Big Brother. Aqui vemos as motivações de cada um para chegar ao fim dela. Desde o mais simples de Hank que deseja um harém de mulheres até o mais nobre, o de Pete. Foi órfão desde a infância, quer ajudar outros como ele. Já Ray tem um objetivo claro. Além de exibir a insanidade desses tempos. Uma América totalitária!

Representada pelo personagem de Hamill. Num papel menor, como militar linha dura. Os jovens exibem sua insatisfação de acordo com seus personagens. A política social, de gênero, religiosa e a mais importante, liberdade de expressão. Como toda ditadura, as pessoas devem seguir os preceitos impostos por aqueles que estão no poder. O que deve ler, ver e escutar. É aqui o personagem de Cooper ganha relevância, ele não deseja o prêmio. E sim, mostrar como é irracional e preocupante como um governo conduz seu país. Se você infringir a lei como expressar sua opinião cultural e/ou política, é eliminado. Enquanto o Pete de Jonsson é a esperança ingênua que tudo mudará com o tempo e por hora, devemos nos resguardar. A dupla é o fio condutor de “A Longa Marcha”. Cooper segue os passos do pai, o saudoso Philip Seymour Hoffman, e David já mostrou quem é, como bem fez em “Alien: Romulus (2024)”, o androide sintético Andy.

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