O galã canastrão Ben Affleck vem se destacando na cadeira de diretor. Chamando atenção na sua estreia na função com o drama “Medo da Verdade (2007)” e assumindo à frente das câmeras no thriller de ação “Atração Perigosa (2010)”. E levando o Oscar de Melhor Filme no conto verídico “Argo (2012)”. Antes disso, levou para casa, o Oscar de Melhor Roteiro Original por “Genio Indomável (1997)” de Gus Van Sant. Escrito com o irmão de outra mãe Matt Damon. Voltando ao lado diretor, tivemos o filme noir “A Lei da Noite (2015)”, o biográfico “Air: A História Por Atrás do Logo (2023)” e retornando à função no suspense “Sobrevivência (Animals, 2026)”. Produzido pelo canal das redes sociais Netflix.
Affleck escreveu o roteiro ao lado de Connor O. McIntyre e Billy Ray. Ele assume o papel principal como o candidato à prefeitura da cidade Los Angeles Mark Kimball. Está em segundo lugar nas pesquisas, perdendo por poucos pontos de diferença. Para virar o jogo, é aconselhado pelo coordenador de campanha Sam Allison (Steve Yeun, o eterno Glenn da série “Walking Dead, 2010 a 2022”) a investir mais. Para ganhar votos da comunidade latina local. Mark está endividado ate o pescoço, já que colocou suas finanças em jogo. Por isso, coloca sua casa como garantia financeira. Ele é casado com a psicóloga Abgail (Kerry Washington). Aparentando uma união estável, mas se distanciaram. Ela tem um caso com o professor Ron. Vai pedir o divórcio após as eleições.
Em meio a isso, o filho do casal, Denny (Christopher Woodley), é sequestrado. Estava acompanhado pela empregada da família, Cecilia (Adriana Paz) e o afilhado dela, Hector (Jacob Estrada), numa ida ao centro da cidade. Ambos estão desaparecidos. Até que Mark recebe uma ligação anônima. o sequestrador pede sete milhões de dólares para solta-lo. Ele e Abgail se desesperam, a segunda tem certeza que podem pagar o resgate. Mas é alertada por Mark e Sam que todo dinheiro da família foi investido na campanha. Assim Sam aciona uma pessoa que pode ajuda-los. São avisados que o valor do resgate vai ser uma dívida deles com ela. Eis que surge Dayle Burton, vivida pela eterna agente Scully do mítico seriado televisivo Arquivo X Gillian Anderson.
Ela possui expertise no assunto, os aconselhando a como agir. Tudo parecia ser uma resolução desgastante até a surpresa bate à porta dos Kimball. É o pequeno Denny. Além de Cecilia socorrido por Ramon (Luis Gerardo Méndez), pai de Hector e seu namorado. Descobrem quem foi sequestrado realmente. Daí entra o dilema moral de Mark e Abgail. Denny está são e salvo, debaixo das suas asas. Se devem ou não ajudar Cecilia e Ramon. Essas idas e vindas são o mote de “Sobrevivência”. Ben dá um ritmo ágil e frenético. Como bem vimos em “Atração Perigosa”. Graças ao ótimo trabalho dos editores William Goldenberg e Christopher Rouse. Uma trama recheada pelo drama pessoal vivido pelo casal. Na frente de todos, um amor inabalável. Quando na verdade, já não tinham a mesma sintonia de quando se conheceram. Kerry exibe todo seu carisma em cena. Uma mulher empoderada que sente desprezada pelo homem que ama. Somado ao tenso ato final, que pode surpreender o espectador mais desatento.
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