Nos últimos anos, a banda britânica Queen tem se destacado no mundo do entretenimento. Como o Oscar para Melhor Ator pela excepcional atuação de Rami Malek em 2018. Além do seu vasto catalogo musical, soltando raridades guardados as sete chaves. Além de toda sua discografia oficial remasterizada. Agora temos um dos shows mais representativos do grupo, ganhando uma repaginada. E chegando às telas de cinema em sessões especiais. Estamos falando de “Queen Budapest (2026)”, originalmente foi lançado em “Hungarian Rhapsody: Live in Budapest’86 (1987)” como home vídeo. Celebrando seus 40 anos. Foi a primeira passagem de uma banda de rock num país que estava atras da Cortina de Ferro. Foi um momento histórico.
Naquela época, os países que estavam na Cortina, ocorriam profundas mudanças culturais e políticas. Queen se apresentou em 27 de junho de 1986, foi um dos últimos seis shows da turnê “The Magic Tour”. A imagem e o som foram restaurados pela Park Road Post Production do senhor do anel Peter Jackson. Assim como bem fez com os documentários dos Quatro Rapazes de Liverpool no streaming Disney+. Eles tocaram para um público estimado em 80 mil pessoas no Néptation em Budapeste. E cerca de 45 mil, fora do estadio para ouvi-los. Foi uma espécie de filme-concerto. Já que uma equipe acompanhava o grupo em visita ao país. O carismático vocalista Freddie Mercury indo às galerias de arte para adquirir obras. O guitar hero Brian May fazendo um passeio de balão. O batera galã Roger Taylor pilotando kart numa pista de corrida local. O bem-humorado John Deacon (contrabaixo) caminhando pelas ruas de Budapeste. Teve a direção de János Zsombolyai.
Contando com
uma equipe profissional de 17 cinegrafistas húngaros. Filmado em 35mm, foram
recuperados imagens e áudio, agora em 4K. Assim vemos e ouvimos uma experiencia
única, o grupo em perfeita sintonia. Brian e Roger comentam na
abertura de “Queen Budapest”. Eles estavam em seu melhor momento.
Ensaiaram muito para a apresentação e sabiam como seria a performance de cada
um no palco. Agradecem à Peter Jackson, Taylor diz que se Freddie
estivesse vivo, ficaria orgulhoso do resultado final. May complementa
que o som está cristalino, fazendo com que o espectador se sinto dentro do
show. A abertura com “One Vision”
e “Tie Your Mother Down”, comprovam isso. Canções como “A Kind of
Magic” e “Under Pressure”, deixam bem claro que os quatro se completam
ao vivo e a cores.
A emoção à
flor da pele com “Love of my Life” e a homenagem aos presentes com Mercury
entoando “Tavaszi Szél Vizet Áraszt”. Uma canção folclórica húngara,
ele não teve tempo para decora-la. Escrevendo a letra na própria mão. Seguida de
“Radio Ga Ga”, com direito às palmas como no clássico videoclipe dos
anos 80. A empolgante “Crazy Little Thing Called Love”, Freddie
rifando sua guitarra. Somada à versão arrasa-quarteirão ao vivo da épica “Bohemian
Rhapsody”. Bem como “Hammer To Fall”. A balada “Who Wants to Live
Forever”, comprovando de vez que Freddie é como diz a antológica frase: “Só
Pode Haver Um (There Can Be Only One)”. Surgida do filme “Highlander: Guerreiro
Imortal (1985)”. Fechando com os hinos “We Will Rock You” e “We Are
The Champions”, intercalados por “Friends Will Be Friends”. E o
encerramento que marcou a turnê com Mercury vestido como Vossa
Majestade. Tendo como fundo musical no hino britânico, tocado por Brian,
“God Save The Queen”.

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