Desde que James Gunn assumiu as rédeas da DC no cinema, com Peter Safran, tudo tem caminhado bem. Estreando com os anti-heróis do “Esquadrão Suicida” em 2021 e seu olhar ao Homem de Aço em “Superman (2025)”. Em meio a isso, a serie “Pacificador (2022 a 2025)”, spin-off de “Esquadrão Suicida”, e a animação “Comando das Criaturas” de 2024. Além de produzirem o filme da prima de Ka-El, “Supergirl” em 2026. Agora entrando no terreno que Gunn entende bem, temos o body horror “Cara-de-Barro (Clayface, 2026)”. Trazendo a origem do vilão da saga do Cavaleiro das Trevas Batman nas HQs. Dirigido por James Watkins, que realizou o tenso “Não Fale O Mal (2024)”. A partir da história escrita por Mike Flanagan e revisada com o roteirista Hossein Amini. Inspirados pelos episódios com a origem do Cara-de-Barro em "Batman: A Série Animada (1992 a 1995)". Eles nos apresentam o ator em ascensão Matt Hagen, feito por Tom Rhys Harries. Ele foi indicado ao Oscar como Melhor Ator.
Natural de Gotham City, volta à cidade para celebrar o momento ao lado do melhor amigo Corey (Joshua James). Na casa noturna mais abalada, Matt se encontra com Mia Torrez (Joana Ribeiro). Os dois passam à noite juntos. O que Matt não imaginava que sua vida ia virar do avesso. A noitada lhe rendeu o pior dia da sua vida. O namorado de Mia é o mafioso local Marko Szabo (David Dencik) que o reconheceu. Por isso, mutila seu rosto para se vingar da traição dela. Acaba perdendo tudo o que conquistou financeiramente, já que processou Szabo e as cirurgias plásticas para reconstruir seu rosto. Além de ter sua vida devastada com Fake News. Falido, retorna ao apartamento que morava no bairro marginal Narrows em Gotham City. Buscando um meio de recuperar seu rosto, encontra uma reportagem sobre a cientista Caitlyn Corr, vivida pela Whitney Houston Naomi Ackie. Ela está pesquisando um tratamento com células tronco.
Que possibilita a cura do câncer de pele. Mas teve as potentes roubadas por um dos seus patrocinadores. Com os poucos recursos que ainda possui, tenta dar continuidade a ela. Matt enxerga uma oportunidade para reaver sua vida e se oferece como cobaia para testa-la. Caitlyn reluta, mas também vê uma chance para provar suas teorias. Os dois iniciam um relacionamento mais próximo, já que os resultados surgem rapidamente. O rosto de Matt foi regenerado. Mas é alertada por ela, a ficar atento aos efeitos colaterais. Contrariando Caitlyn, vai a première de um musical que seria estrelado por ele. Como uma demonstração da sua volta por cima. Porém, seu rosto começa a derreter literalmente. Fugindo de lá apressadamente. Vai até Caitlyn, que o acalma. Depois o acompanha até seu apartamento, para monitora-lo. Durante o sono, ela percebe que o rosto e o corpo de Matt, sofrem uma mutação. Sonhando com ela e o rosto de seu advogado (Eddie Marsan) surgem. Matt descobriu que foi traído por ele.
Aos poucos, vai desenvolvendo seus poderes. Ele resolve se vingar de todos que o prejudicaram. Caitlyn vê que sua pesquisa, não é tão eficaz quanto imaginava. Enquanto isso, seu noivo, o policial John Borelli (Max Minghella), enfrenta a corrupção no sistema em que trabalha. Começa a investigar as mortes dos algozes de Matt. Ele é o principal suspeito. Mas as pouquíssimas provas que existem, não comprovam sua presença. Daí temos o mote inicial de “Cara-de-Barro”. Sai o lado HQ para entrarmos num drama com ares de terror. A mutação de Matt acende o sentimento de raiva e traz sua dinâmica como ator para assumir de vez, o lado psicótico. Harries exibe a ascensão e queda do personagem com excelência. A falência moral de Matt. Sua performance corporal se ajusta perfeitamente com a maquiagem e os efeitos práticos. Assim vemos o body horror bem explorado, tendo como referencia “A Substancia (2024)”.
Watkins soube usar sua câmera, ao deixar de lado o CGI e a tela verde, aproveitando o clima soturno de Liverpool (Inglaterra) para retratar sua Gotham City. Como mais um personagem acompanhando a jornada de Matt. Bem como Naomi, em perfeita sintonia com Tom. Exibindo todo empenho em socorrer Hagen, mas percebendo que sua pesquisa não está o ajudando como imaginava. Dai o dilema medico vem à tona, já que o pior dele aflora. Sua ambição e um amor que não tem como retribuir. Pois se sente culpada no que ele se transformou. “Cara-de-Barra” explora a psique de Matt e as consequências dos seus atos. Trazendo uma nova perspectiva aos filmes do Universo DC. Ainda não está muito claro se vai fazer parte do universo criado por Matt Reeves ou se integrará ao que Gunn e Safran estão construindo. AVISO AOS NAVEGANTES: Não há cena pós-credito!

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