Surgida no inicio dos anos 2000, a atriz Anne Hathaway, com a franquia Disney “Diário da Princesa”, tem enchido a tela grande do cinema com seu carisma e talento em filmes como “O Segredo de Brockeback Mountain (2005) e “O Diabo Veste Prada (2006)”. Neste último atuando ao lado do icônica Meryl Streep, não se intimidando com sua presença. Sendo indicada ao Oscar de Melhor Atriz em 2008 como uma jovem alcoólatra em “O Casamento de Rachel”. O ano de 2012 foi especial para Anne, como a Mulher-Gato em “Batman: O Cavaleiro das Trevas” e levando para casa o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante pelo musical “Os Miseravéis”. Desde então, ela atua incansavelmente, o ano de 2026 é o maior exemplo. No épico de Christopher Nolan, “A Odisséia”; a scifi “O Fim da Rua”; retornando como Andy Sachs em “O Diabo Veste Prada 2” e o suspense “Verity”. Em meio a isso, tivemos o drama “Mother Mary (2026)”.
Hathaway é a popstar que dá nome à película. Vivendo uma crise pessoal e artística, vai recorrer a ajuda de uma velha conhecida. Indo ao encontro da estilista Sam Anselm, vivida por Michaela Coel, da minissérie HBO “I May Destroy You”. Elas possuem um passado em comum, Sam foi sua designer até se desentenderem. Porem, a visita tem algo mais. Mary pede a Sam que faça mais um vestido. Para apresentar sua nova canção. oferecendo como oferta de reconciliação. Já que ninguém a ouviu. Sam recusa ouvi-la, mas fará o vestido. A única solicitação de Mary é que não seja da cor vermelha. Sam relembra de ir a um show de Mother Mary, após o rompimento. Ainda se sentia conectada a ela, seu dente do siso começa a doer. Dramatizando a Mary, diz que o arrancou. Quando na verdade, foi ao dentista. De volta à sua morada, tem uma visão.
Sente o sangue saindo da gengiva, que percorre toda a cama. Vai até o pé dela e enxerga uma poça avermelhada. Que vai se transformando num véu. Sam acredita ser um espirito que vaga pela sua casa até que sai de lá. Diz que ele se foi para a floresta, questionada por Mary. Mas esta lhe diz o contrário, que ele foi ao seu encontro. Precisa da sua ajuda para tira-lo dentro de si. pois ele que está a abalando em todos os sentidos. Daí temos o mote escrito e dirigido por David Lowery, de “A Lenda do Cavaleiro Verde (2021)” e “Peter Pan & Wendy (2023)”. Ele traz um retrato da amizade entre Mary e Sam. Mesmo brigadas, estão conectadas. O que começa como um drama com ares psicológicos, vai ganhando contornos de cinema fantástico e sobrenatural.
Hathaway está perfeita como a musa pop, inspirada em Taylor Swift e Lady Gaga, em crise existencial. Como em “Os Miseráveis”, solta a voz nas canções compostas por Charlie XCX, Jack Antonoff e FKA Twigs. Assim como Taylor, quer se conectar emocionalmente com os fãs. Já Gaga, busca a autenticidade artística. Isso é exemplificada nas palavras de Mother Mary a Sam, que compôs “a maior canção da história”. Dividindo com sequencias de seus shows e a reconciliação com Sam, a busca continua de sua relevância artística. Anne estudou a fundo, as artistas mencionadas anteriormente. Assistindo vídeos e vendo turnês para pegar trejeitos, postura de palco e manuseio do microfone. A coreografa do filme Dani Vitale relatou todo seu empenho, durante os intervalos das filmagens. A diretora de fotografia Rina Yang, descreveu como “impressionante”, sua entrega ao papel. Completa o elenco, Hunter Schafer (a Jules de “Euphoria, 2019 a 2026”) como a assistente de Sam, Hilda.

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