A noite do último domingo (25 de outubro de 2026) foi histórica. Enquanto o destino do nosso país tupiniquim era decidido nas urnas, na zona oeste da terra da garoa São Paulo, uma das maiores bandas do heavy metal, marcava presença. Estamos falando do Iron Maiden, em sua 16ª vinda ao Brasil. Celebrando 50 anos de carreira no Nubank Parque, com a turnê “Run For Your Lives”. Em meio a tensão, pela expectativa gerada pela abertura das urnas para a contagem de votos. Se misturou com a ansiedade dos fãs. Às 19 horas e dez minutos, Alter Bridge, a banda de abertura sobe ao palco. Tendo à frente o vocalista Myles Kennedy ao lado do guitarrista Mark Tremonti, Brian Marshall (contrabaixo) e o batera Scott Philips, fazem um show competente. Com duração de uma hora, tocaram “Addicted to Pain”, “Fortress” e “Blackbird”. Myles, já conhecemos por tocar com o guitar hero de cartola preto Slash e o trio remanescente é a base do grupo dos anos 2000, Creed. Destaque para a voz de Kennedy.
Como ela guia as ações do grupo no palco. Agora uma pausa para olhar o aplicativo do TSE para levar como está a apuração. Apesar de certa vantagem de Flavio, ele está empatado com Lula. De volta ao show, precisamente às 20 horas e cinquenta minutos, as luzes do estádio vão se apagando. Nas caixas de som, rola o clássico “Doctor Doctor” do UFO. É a deixa para o início da apresentação, seguida da intro “The Ides of March”. Mais uma intro de “Murders of the Rue Morgue”, é o momento em que Simon Dawson (bateria), Janick Gers (guitarra), Dave Murray (guitarra solo), Adrian Smith (guitarra solo), Steve Harris (contrabaixo) e o carismático Bruce Dickinson subirem ao palco. Ela é tocada na integra, seguida pelos petardos “Wrathchild” e “Killers”. Uma pequena pausa para Bruce conversar com o público e anunciar “Phantom of the Opera”.
Daí o estádio veio abaixo com o clássico “The Number of the Beast”, cantada em uníssono por todos. Bruce relata como os sonhos fazem parte de nós, assim temos “Infiinite Dreams”, é um deleite ouvi-la ao vivo e a cores. Daí vem a trinca, que traz na memória o impactante “Powerslave (1985)”. Nos levando a uma viagem no tempo, na primeira passagem do Iron Maiden na edição 1985 do Rock in Rio no Brasil. Bruce surge mascarado, na vibrante “2 Minutes to Midnight”, a potente faixa título e a progressiva “Rime of the Ancient Mariner”. Aqui as projeções no telão são um show à parte. Nos faz sentir que estamos no meio do oceano. Enquanto Bruce vaga pelo palco com uma lanterna, personificando um fantasma. Ao final a reprodução digital da antológica capa do álbum.
Esquentando novamente com o hino “Run to the Hills” e fazendo a alegria dos presentes com a épica “Seventh Son of the Seventh Son”. Sentimos como os seis estão conectados. Tocando em perfeita sincronia e agitando novamente com mais um hino, “The Trooper”. Todos os presentes a cantam e outro clássico, a enigmática “Hallowed Be Thy Name”. Com Dickinson preso numa gaiola e liberado posteriormente. Onde é perseguido por um espirito. Fechando com “Iron Maiden” com todos entoam seu refrão: “Oh Well Wherever, Wherever You Are, Iron Maiden’s Gonna Get It U, No Matter How Far”. Eles se despedem, mas sabemos que é uma pequena pausa para hidratação. Antes Bruce brincou a respeito. Ao pegar seu copo térmico, achando que era caipirinha, percebe que tomou água.
Por isso, teve uma alucinação com um albatroz Referência à "Rime of the Ancient Mariner". Baseado no poema de Samuel Taylor Coleridge, sobre o marinheiro que abateu um albatroz sem motivo. Desencadeando uma maldição ao mar. Eddie se faz presente. Interagindo com o grupo em “Killers”, “The Trooper” e numa assustadora versão IA em “Iron Maiden”. Para o bis, temos a empolgante “Aces High”; a eloquente “Fear of the Dark, com todo estádio iluminados pelas luzes dos celulares e a arrasa-quarteirão “Wasted Years”. Fazendo a alegria de todos, pulando e cantando. E a constatação que o Iron Maiden é uma banda atemporal. Um público que uniu gerações. Pais, filhos e netos presentes para ver e ouvir este ícone do metal. Destacando Simon Dawson, substituindo à altura, o mítico Nicko McBrain. Dickinson como sempre carismático e aos 68 anos, soltando a voz. Harris, Gers, Smith e Murray, pura sinfonia de cordas e cumplicidade total.

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