E lá vamos nós para mais uma edição da Mostra Internacional de Cinema em São Paulo. É um ano especial, em sua quinquagésima mostra é celebrado seus cinquenta anos de existência. Idealizado pelo saudoso Leon Cakoff em 1976, que se tornou uma tradição cinematográfica na cidade que nunca dorme. Somado a exibição de mais de 300 títulos de 90 países. O grande homenageado deste ano é o cineasta norte-americano James Gray. Seu último trabalho “Tigre de Papel (Paper Tiger, 2026)”, foi o filme de abertura da Mostra. Sessão esgotada e concorridíssima na Sala São Paulo, na noite de quarta-feira (14 de outubro de 2026). É um dos cotados para o próximo Oscar. Contando com sua presença, além do curta “Sul de Teerã” de Kleber Mendonça Filho. Gray vai ganhar o Prêmio Leon Caloff e uma retrospectiva da sua carreira. Como o aclamado “Fuga Para Odessa (1994)”, “Os Donos da Noite (2007)” e “Armageddon Time (2025)”.
O pôster oficial é um desenho com sua assinatura, feito exclusivamente para a Mostra. Ao lado das películas temos as exposições “Tempo e Movimento: Os 50 Anos da Mostra Internacional de Cinema em São Paulo” e “Steps”. A primeira retrata como a história da terra da garoa, do Brasil e a da Mostra estão entrelaçadas. Ela ocorre no Solar Fábio Prado, até 29 de outubro. Já a segunda, é uma homenagem ao mestre do cinema Abbas Kiarostami. Marcando os 10 anos que nos deixou. Esta ocorre no Museu da Imagem e do Som (MIS) até 08 de novembro. Coincidindo com o lançamento do livro “Antes Que Eu Me Esqueça” de Renata de Almeida, diretora da Mostra. Contando suas memorias e trazendo imagens inéditas das cinco décadas da Mostra Internacional.
Juntamente com a história do cinema nacional e mundial. Voltando à sétima arte, temos o vencedor da Palma de Ouro em Cannes, “FJord (2026)” do romeno Cristian Mungiu; “Minotauro (Minotar, 2026)” de Andrey Zvyagintsev, que levou o Grande Prêmio do Júri; “A Terra do Meu Pai (Fatherland, 2026)” de Pawell Pawlikowski como Melhor Direção e o drama “O Sentido da Vida (Soudain, 2026)” de Ryusuke Hamaguchi ganhou por Melhor Atriz em dobro (Virginia Efira e Tao Okamoto). Nosso cinema tupiniquim está bem representado com “A Professora de Francês (2026)” de Ricardo Alves Jr, “Pele de Rinoceronte (2026)” de Marcello Ludwig Maia e “Feito Pipa (2026)” de Allan Deberton. Este último, indicado para ser um dos representantes do Brasil no Oscar 2027. Além dos documentários “Alucinação (2026)”, “Cansei de ser Galã (2026)”, “Elza (2026)”, “Fernanda (2026)” e “Ney Por Trás das Máscaras (2026)”. A Mostrinha ganha sua terceira edição, totalmente voltada ao público infanto-juvenil.
Como é de praxe, uma maratona cinematográfica. Acrescida com a restauração de filmes de mestres do cinema como o polonês Andrzej Wajda. Representado por “Cinzas e Diamantes (1958)”, “O Bosque de Bétulas (1970)” e “Sem Anestesia (1978)”. E o encerramento com a versão restaurada em 4K do clássico do cinema mudo “Aurora (1927)” de F.W. Murnau, com sua trilha musical tocada ao vivo pela Orquestra Brasil Jazz Sinfônica. Como outros destaques da Mostra temos a continuação de “A Rede Social (2010)”, “O Outro Lado das Redes (The Social Reckoning, 2026)”; o drama sul-coreano “Amor Possível (Ganeunghan Sarang, 2026)” de Lee Chang-dong; o francês “Iron Boy (2026)” de Louis Clichy e o alemão “A Aventura Sonhada (Das Geträumte Abenteuer, 2026)” de Vanessa Grisebach. Para maiores informações no site oficial: https://mostra.org

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