A terra do tio Sam é um território fértil. Em especial quando temos serial killers e indivíduos que desejam destruir o sistema, como bem conhecemos. Entre os anos 1978 e 1995, os EUA estavam sofrendo uma série de atentados. Especialmente em instituições públicas e de ensino. O autor mandava pelo correio, um pacote com explosivos. Ao abri-los eram detonados, tivemos vítimas. Mortas e gravemente feridas. Sua identidade era desconhecida. A caçada foi dos maiores gastos do FBI, ele ficou conhecido como Unabomber. Até sua prisão em 1996, condenado à prisão perpetua. Foi revelado seu nome, ex-professor de matemática Theodore “Ted” Kaczunski. Em 2023, se suicidou na sua cela.
Assim temos o ponto inicial de “Unabomber (2026)”, produção do canal das redes sociais Netflix. Com direção do dinamarquês Janus Metz Pedersen e roteiro de Sam Chalsen & Nelson Greaves. Eles nos trazem um retrato sobre a persona de Ted. Ao invés de retratar seus atos de terrorismo doméstico, temos a caçada imposta pelo FBI. Com o agente de campo Leo Driver (Alexander Ludwig) e a psicóloga comportamental Joanna Miller (Shailene Woodley, da serie Hulu “Paradise” desde 2025)” a frente da investigação. Os dois discutem frequentemente. Driver acredita que só é mais um louco buscando por atenção. Joana vai mais a fundo, estudando sua personalidade. Unabomber manda cartas para a imprensa. Em especial um manifesto publicado pelos jornais.
Expressando seu descontentamento com a política nos EUA, a sociedade no geral e sua dependência com a tecnologia vigente. Em meio a isso, somos levando a uma viagem no tempo. Voltamos ao passado de Ted, um menino prodígio, ingressando em Harvard aos 16 anos. Interpretado por Jacob Tremblay, de “Extraordinário (2017)”. Ele é introspectivo, tem dificuldades para se relacionar com seus colegas. Até que surge uma oportunidade ao ser convidar para participar de um estudo. O grupo de debates desenvolvido pelo mestre em psicologia, Henry Murray. Feito pelo gladiador Russell Crowe, que conta com o auxílio de Christiana Wagner (Annabelle Wallis). Um retrato sobre Ted, jovem superdotado com ideais próprios de igualdade e justiça. Que descobre a verdadeira motivação da pesquisa de Murray.
Qual é o limite de uma pessoa colocada a um nível de stress extremo? Encomendada pelo governo dos EUA, os soldados que retornaram da Guerra da Coreia, sofreram com isso. Influenciados, viraram espiões. Dai o mote para “Unabomber”. Trazendo uma perspectiva das origens de Ted. Ao invés de retratar seu isolamento na cabana em que morava em meio às florestas de Montana. A influencia de Murray, com Crowe atuando como a muito tempo não o faz, sob Ted. Lhe dizendo que são parecidos. O romance “Moby Dick (1851)” de Herman Melville é que une suas personalidades. Já que Henry se identifica com Melville e enxergando o mesmo em Ted. Aqui vemos como ele desenvolveu seus ideais e a genialidade para montar bombas. Jacob exibe amadurecimento para interpreta-lo. juntos, temos um ótimo thriller psicológico baseados em fatos reais.

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