Quando erámos crianças, amigos imaginários podiam ou não faz parte do nosso cotidiano. Eles surgem em momentos em que estamos mais frágeis emocionalmente, dizem os especialistas. Ou mesmo, lendas urbanas como a do filme produzido pelo canal das redes sociais Netflix, “O Homem Que Sussura (The Whisper Man, 2026)”. Baseado no romance escrito por Alex North em 2019, adaptado por Ben Jacoby e Chase Palmer. Onde um homem invadirá sua casa e sussurra no seu ouvido que você será levado por ele. Com direção de James Ashcroft, nos apresentam Tom Kennedy, feito por Adam Scott (o Mark Scout de “Severance, desde 2022”). Escritor de livros policiais, acaba de perder a esposa Rebecca. Juntamente com filho Jake (Acston Luca Porto) se muda para a cidade e a casa que ela morou na infância em Garretton.
Em meio a sua chegada, há uma investigação sobre crianças desaparecidas. Liderada pela detetive Amanda Beck (Michelle Monaghan de “The White Lotus”). Percebe que o modus operanti é o mesmo de um serial killer preso nos anos 90, Frank Carter. Vivido pelo Batman Michael Keaton. Pegando prisão perpetua, foi capturado pelo policial Peter Willis, interpretado pelo icônico Robert De Niro. Ela vai ao seu encontro, para conseguir mais pistas sobre Carter. Beck questiona sobre evidencias de que ele tinha um parceiro, nunca foi encontrado. Willis lhe diz que isso foi inconclusivo e está aposentado. De volta aos Kennedy, pai e filho conversam sobre a morte da mãe e amigos imaginários. Tom lhe diz, que teve um na idade dele. Está na hora do filho, fazer amigos de verdade.
A ida até Garretton era um recomeço para ambos. O que Tom não imaginava que sua casa estava sendo vigiada. Mesmo instalando câmeras de vigilância, Jake está desaparecido. Amanda é encarregado do caso, descobre semelhanças com o que está investigando. Desesperado, vai recorrer ajuda do pai com quem não se fala desde a infância. Ele é Peter, o próprio. Os dois se afastaram porque ele se preocupou mais com a carreira do que a própria família. Peter não conheceu o neto. Tom precisa da sua ajuda, já que prendeu Carter. Beck suspeita que é o parceiro invisível dele, assumindo seu lugar. Dai temos o jogo de gato e rato de “O Homem Que Sussura”. Com Tom correndo contra o tempo para salvar Jake.
Uma trama envolvente, indo além da investigação. A relação complicada de Tom e Peter, reflete no momento em que o primeiro está vivenciando com Jake. O luto pelo falecimento súbito de Rebecca, faz com que os dois se afastem. Somado ao desespero de Tom, sem saber o que fazer. Adam o exibe perfeitamente. Uma pessoa colocada no seu limite psicológico e que involuntariamente faz as pazes com o passado. De Niro deixa seu recado. Em especial no encontro com Carter. A troca de olhares entre ele e Keaton é de arrepiar. Lembrando os encontros entre a agente do FBI Clarice Starling e Hannibal Lecter, em “O Silencio dos Inocentes (1991)”. Sendo a deixa para o impactante ato final.
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