O que seria um dia normal no bairro em que você mora, se torna seu pior pesadelo. É como somos apresentados ao cotidiano da família Platt. O casal Greg e Denise, vivido pelo cavaleiro jedi Ewan McGregor e a musa Anne Hathaway respectivamente. Ao lado dos filhos Audrey (Maisy Stella) e Brian (o Sweet Tooth Christian Convery) seguem seu dia a dia em Oak Street. Estamos em 1982, o casal vive um dilema. Denise tem o desejo de ser uma escritora. Por isso, escreve secretamente uma autobiografia. A vontade de uma mulher de largar tudo para ter uma nova vida. Já Greg perdeu o emprego e não conversou com ela sobre isso. Trabalhando como entregador de pizza e fazendo pequenos bicos para sustentar a família. Audrey tem o sonho em ser como Carl Sagan, trabalhar com cosmologia.
Enquanto Brian quer se aproximar de sua vizinha recém-chegada, Jeannette Christiansen (Jordan Alexa Davis). Apesar dos problemas conjugais, os Pratt possuem uma boa relação com a vizinhança. Porém, eventos incomuns têm ocorrido no bairro. Uma de suas vizinhas, a sra. Huddleston (Anne Gee Byrd) lhe disse que em seu jardim surgiu uma planta estranha. Ela também a aconselha sobre seu livro. Denise tira uma foto, foi pesquisar na biblioteca local. Descobre que a planta está extinta a milhões de anos. São surpreendidos pela chuva forte e uma luminosidade que clareia a noite. Na manhã seguinte, o bairro está sem energia elétrica e agua corrente. A família Pratt vai investigar e descobre que todo local foi parar numa selva da pré-história. Mais precisamos 250 milhões de anos atrás. Ouvem sons estranhos, daí surgem dinossauros.
São atacados por Pterodáctilos, Alossauro (T-Rex) e uma espécie similar aos Velociraptors, ao estilo de “Jurassic Park: O Parque dos Dinossauros (1993)” do mago Steven Spielberg. Assim temos o mote inicial de “O Fim da Rua (The End of Oak Street, 2026)”, escrito e dirigido por David Robert Mitchell, que nos trouxe o aterrorizante “Corrente do Mal (2014)”. A partir da ideia que o próprio teve ao andar de carro na rua do bairro em que reside. Uma das inspirações foi o antológico seriado “No Limite da Realidade” de Rod Serling. Onde a ficção cientifica, o terror e o suspense se misturam. O inusitado se tornar um thriller pela sobrevivência. Aliado ao drama conjugal vivido por Greg e Denise, que aproveitam o momento para acertarem os ponteiros. Ewan e Anne exibem muita sintonia em cena. Ela tem a altivez para ficar à frente diante da situação extrema vivida por todos.
Greg mantem o otimismo, que voltarão para casa. A atmosfera anos 80 é um dos atrativos no conto. Sem o auxílio da tecnologia, os Pratt precisam usar toda sua expertise para lutarem por suas vidas. Os estudos de Audrey sobre cosmologia, confirmam a tese de um buraco de minhoca. Eles surgem, abrindo uma brecha no tempo e no espaço. Justificado com a forte luz branca durante a noite. Uma aventura que entretem, acompanhada pelo suspense lá Spielberg, exemplificado acima. Bem como o clássico “Tubarão (1975)”. O clima de subúrbio traz na memória “E.T.: O Extraterrestre (1982)” e “Os Goonies (1985)”. Onde temos panorâmicas dos personagens, visualizando seus bairros. O trabalho do diretor de fotografia Michael Gioulakis é essencial para nos levar a esta viagem atemporal. Adicionando a tensão e a sentimento de desconforto pelo momento vivido. Muito bem acompanhado pela agonizante trilha musical composta por Michael Giacchino, que evoca os citados anteriormente.

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