O que seria um típico dia da família Delgado, vai se tornando seu pior pesadelo. Após voltar para casa de uma pescaria, Jason, vivido pelo agente secreto Wágner Moura vai ao encontro da esposa Ann (Greta Lee de “Vidas Passadas, 2023”) e os filhos Ruth (Riley Chung) e Graham (Noah Alexander Sosnowski). Descobrem que estão presos na própria casa. Portas e janelas fechadas permanentemente. Além de estarem sem linha telefônica e sinal de internet. Situação semelhante à de seus vizinhos. Aprisionadas na própria morada. Se comunicam através de cartazes e lousas. Eles ainda têm eletricidade e agua potável, Jason tenta quebrar as janelas. Porem uma barreira invisível, as mantem intactas. Depois de certo tempo, ele e Ann começam a fazer as contas.
Pois não sabem quanto tempo ficarão presos. Assim racionam os mantimentos. Aprisionados no próprio lar, eles precisam criar meios para a própria sobrevivência. Assim os cômodos da casa vão se transformando. A sala vira o jardim de Ann, já que é vegetariana. A chaminé da casa, não está lacrada. Jason monta pequenas armadilhas, atraindo pequenos animais no seu entorno. Nos dias de chuva, a pequena Ruth enxerga uma criatura. Porem seus pais e Graham não acreditam nelas. Pensam que é fruto da sua imaginação. Passados cincos anos, a situação se agrava com os filhos crescidos. Ruth com 13 anos (Emma Ho) e Graham com 17 (Gabriel Barbosa). Eles percebem que a sobrevivência da família está por um triz. Os mantimentos estão ficando escassos e a reserva de agua está prestes a colapsar. E o convívio familiar também.
Pois o refúgio se tornou o cativeiro dos Delgado. Lembra da criatura vista por Ruth quando criança? Ela vai se mostrar determinante no ato final. Daí o mote inicial de “A Última Casa”, dirigido por Louis Letterier, que realizou “Velozes & Furiosos X (2023)”, com roteiro de Matthew Robinson. Mesclando drama com ares de suspense e uma pitada scifi. Relembrando os tempos da pandemia Covid-19. Quando toda sociedade precisou se isolar de tudo e de todos. Um inimigo invisível que nos atacava, quando estávamos mais frágeis em nossos cuidados pessoais. A gripe se tornava algo viral, causa nossa morte repentina. O que deveria ser um teto protegido sob nossas cabeças, vira um local claustrofóbico.
Precisam criar uma rotina para a saúde mental deles. Os estudos, as brincadeiras e a inclusão de uma noite de natal. O instinto de sobrevivência começa a falar mais alto, é preciso sair da casa. Percebem que na criatura vista por Ruth, é a causa de tudo. A trama enriquece o pensamento, não estamos sozinhos. Enquanto em “A Última Casa” se imagina uma invasão alienígena. Quando na verdade, inimigo está mais próximo do que se pensava. A água protege o verdadeiro invasor. A chuva torrencial vai inundando o bairro e o surgimento da criatura, já diz que a veio. Nosso planeta azul é formado 97% do oceano global, 71% de superfície terrestre. Deixando a questão aberta, em nosso próprio planeta, somos a espécie dominante ou apenas estamos alugando a parte que nos cabe?
.jpg)
Comentários
Postar um comentário