Nos últimos anos, o noticiário brasileiro tem veiculado o pior da humanidade. Quando se imaginava que um pai joga a filha pela janela do apartamento que moravam, uma filha que planeja a morte dos pais com o namorado e o cunhado e uma mulher corta o corpo do marido para se livrar dela. O que seria um conto para seriados como C.S.I. , aconteceram em nosso país tupiniquim. O primeiro, Alexandre Nardoni atirou a própria filha Isabella do alto do prédio que residiam em 2008; a segunda, Susana Von Richtofen assassinou seus pais com o auxílio do namorado Cristian e o irmão dele, Daniel, em 2002. E o ultimo, Elize Araujo Kitano Matsunaga matou o próprio marido Marcos Kitano Matsunaga.
O que chamou atenção foi requinte do ato. Após atirar na cabeça dele, cortou o corpo em vários pedaços, colocados em sacos plásticos. Depois de confessar o crime, Elizeu cumpriu a sentença inicial de 19 anos em 2016. O crime ocorreu em 2012, chamando atenção da população. Houve até uma brincadeira (de mau gosto) com a farofa Yoki, que pertence a marca, você me entendeu. Assim temos o filme do canal das redes sociais Netflix “Elize: Sombras de uma Mulher (2026)”. Dirigido por Felipe Vellas com roteiro de Mariana Torres e Raphael Montes. A partir dos arquivos do caso, nos trazem o cotidiano de Elize, vivida por Lorena Comparato. De origem humilde no interior do Paraná, se mudou para Curitiba aos 18 anos. Pouco tempo depois, veio para São Paulo.
Trabalhando como prostituta. Foi em um dos encontros marcados, conheceu Marcos, com Henrique Kimura no papel. Ciente que ele já era casado, aceita manter a relação extraconjugal. Ate que ele se separa, para ela ser sua nova esposa. Apesar de sua aparente natureza frágil, Elize tem formação em direito. Mas se mantem recatada, para conseguir a aprovação da família Matsunaga. A descendência japonesa se torna um empecilho, ela não é uma nihonjin. Ou seja, uma pessoa nascida no Japão. Aqui é um dos pontos de vistas trazidos pelos realizadores do filme. De certo modo, o preconceito vivido por ela. Ao mesmo tempo, oferece um retrato de Marcos. Um homem abusivo, egocêntrico e infiel. Já que comandava um império familiar, se sentia acima de tudo e de todos. Sempre que podia, rebaixa Elize, como uma mulher que tirou da sarjeta.
Aqui vemos a excepcional performance de Lorena. Uma mulher que foi colocada no seu limite psicológico, que comete um ato extremo. A película não tenta justifica-lo, como a convivência toxico do casal, fez com o amor de outrora se tornasse ódio mutuo. Para proteger os nomes verdadeiros de personagens e sua participação no caso, foram alterados. Mesmo assim, “Sombras de uma Mulher” exibe um olhar sobre a relação de um homem e uma mulher, pode ser colocado à prova. Como a diferença social, financeira e de gênero, sendo fatores determinantes para sua continuidade (ou não, como foi o fim da relação entre Elize e Marcos). Um pequeno detalhe: após ter a sentença reduzida, para manter a liberdade condicional, está proibida de ver e se relacionar com a filha que teve com Marcos, Helena. Na época do crime, tinha um ano de idade.
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