O guitar hero Jack White sempre se mostrou como um dos músicos mais ativos da sua geração. Mesmo com o termino do duo formado com a ex e batera Meg White, os White Stripes. Formou os grupos The Raconteurs em 2006 e o The Dead Weather em 2009. Neste ele troca a guitarra pelas baquetas do seu kit de bateria e divide os vocais com Alison Mosshart (The Kills). Desde 2012, assumiu a carreira solo em definitivo. Nos trouxe os impactantes “Blundebuss” e “Lazaretto” de 2014. Experimentando novas sonoridades em “Boarding House Reach (2018)”, “Fear of the Dawn” e “Entering Heaven Alive”, ambos de 2022. Retomando a pegada de rock garagem com blues das antigas em 2024 com o álbum azul ou sem nome como ficou conhecido mundialmente. Para saber mais no link: https://cyroay72.blogspot.com/2024/08/o-album-azul-ou-sem-nome-de-jack-white.html. Agora dá continuidade a esta sonoridade em “Frozen Charlotte (2026)
São treze canções que nos levam ao mais profundo som que Jack fazia no começo de carreira. Nuas e cruas, microfonia, guitarra suja e cheia de distorção. Isso é exemplificado na faixa de abertura “G.O.D. and the Broken Ribs”.um blues rock potente que já diz a que veio. Com “Derecho Demonico” e “There’s Nobody There” ratificando essa pegada. As letras se caracterizam sobre amor, traição e certo misticismo. Como você já deve saber, Jack e a cantora Olivia Jean se separaram após quatro anos juntos. O fato de certo modo, o influenciou nas letras das canções. Já que há certa dose de sarcasmo e dor de cotovelo. Como faziam os mestres do blues Son House. Este é o maior ídolo de White.
Voltando ao álbum, elas também discutem sobre xenofobia, imigração, a arte perdendo sua relevância e o consumismo. A pungente “Making Contact”, fala sobre isso. A pessoa deixa de pensar por si, para terceirizar o que está pensando com a tecnologia. Uma crítica ao ChatGPT. Já “Raising The Grain” com uma batida a la Bo Didley, reflete sobre carpintaria e a Bíblia. “Dollar Bill” é um blues acelerado, destaque para o riff em slide guitar. “I Can’t Believe What I’m Hearing” é um rock de garagem que lembra as bandas do gênero The Creation e Love. Elas fizeram parte da geração roqueira da cidade de Jack, Detroit, nos anos 60.
“You’ll Never Fix Me” e “She’s In A Frenzy” garantem o rock and roll característico de mister White. Já “All Alone Again” é puro hard rock com ares Led Zeppelin. “Nobody Knows” e “Thick As Thieves”, são rocks vigorosos com a marca de Jack. “Neighbors Blues” encerra os trabalhos com ar de blues do Mississipi. A introdução acústica, que vai ganhando corpo. Para ser umas das suas melhores composições. Atestando sua genialidade, tanto na composição quanto na técnica das seis cordas da sua guitarra. E muito bem acompanhada por Dominic Davis (contrabaixo), Bobby Emmett (teclados e órgão hammond) e o bateria Patrick Keeler. Este toca com Jack no Raconteurs é um dos destaques de “Frozen Charlotte”. Seu estilo se encaixando perfeitamente ao groove de Jack. Que alia sua veia rock de garagem com soul, funk e r’n’b.

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