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"O DIABO VESTE PRADA 2", Vai Além dos Bastidores da Moda

O mundo da moda sempre trouxe um fascínio das pessoas. O glamour, o vestuário inovador e as festas exclusivas. Sem esquecer de celebridades como Nicole Kidman, Angelina Jolie, Donatella Versace e Javier Bardem. Tivemos um vislumbre disso em 2006 com “O Diabo Veste Prada”. Baseado no livro homônimo escrito por Laura Weisberger em 2003. Que conta sua experiência ao trabalhar com Ana Wintour, uma lenda no ramo da moda como editora da revista Vogue nos EUA. Para vive-las temos Anne Hathaway e Meryl Streep respectivamente. No filme, elas ganham novos nomes Andrea Sachs e Miranda Priestly. E a revista passa a se chamar “Runway”. Além de trazer à tona os bastidores de uma revista do gênero, vemos como os negócios rolam. Em especial com a impiedosa editora feita magistralmente por Streep e Hathaway já exibindo talento e carisma, como a idealista Andrea. As peculiaridades de Miranda e a resiliência de Andrea sob sua tutela deram um charme ao filme. 


Para saber mais no link: https://cyroay72.blogspot.com/2026/01/valentino-garavani-11051932-19012026.htmlPassados 20 anos, temos a continuação “O Diabo Veste Prada 2 (The Devil Wears Prada 2, 2026)”. Com o retorno da dupla, a roteirista Aline Brosh McKenna e o diretor David Frankel, e o icônico quarteto formado por Streep, Hathaway, Emily Blunt e Stanley Tucci. Os dois últimos voltam como Emily Charton e Nigel Kipling. Ela deixou a Runway para trabalhar na renomada Dior. Já Nigel se manteve fiel à Miranda na revista. Enquanto isso, Andrea ascendeu na carreira como jornalista. Porém, sofre um revés. Ela e sua equipe de jornalismo foi demitida por mensagem de celular. Houve um corte de gastos na empresa. Mas é surpreendida duplamente ao ser chamada para retornar à Runway. No caso, auxiliar Miranda. 

Por causa de uma reportagem na Runway que causou problemas com anunciantes. Devido ao seu teor social. Porém, o mercado editorial mudou bastante. Praticamente a edição mensal física, foi substituída pela versão online. Miranda, já não tem a mesma influência de outrora. Andy percebe que vai ser mais complicada do que aparenta. Nigel é o suporte emocional das duas, pois está ciente que não será tarefa fácil. Enquanto Emily aproveita sua veia comercial, para a ser a responsável pelo marketing da DIOR. Um reencontro que abala as estruturas do quarteto, já que cada um seguiu seu caminho. 

Daí a trama inicial de “O Diabo Veste Prada 2”. Frankel nos apresenta esse novo mundo para Miranda, Andy, Nigel e Emily. Deixando bem claro como as coisas mudaram nestes 20 anos que separam os dois filmes. Se no primeiro tínhamos o fascínio e a Runway de acordo com a visão de Miranda, era como se vestir tinha seu propósito. Somado ao discurso empresarial, em que marcas estão sujeitas às demandas do mercado. E no bastidor dos bastidores, acordos eram feitos. Onde a imagem e a competência valem mais do que mil palavras. O digital (e-commerce) acompanhava seu ritmo. Até a virada com as redes sociais. Os usuários impingem seu estilo de vestir. Os ditos “influencers”. 

Ao mesmo tempo, uma crítica às grandes corporações que preferem dispensar gente capacitada em favor de algo midiático. Por exemplo, postagens no tik tok  e instagram. O segundo filme evolui a temática do primeiro. A informação corre muito rápido, o próprio Nigel diz isso a Andrea. O que dito agora, já vira passado quase no mesmo instante. Além do empobrecimento de quem lê. Como bem dito por ele, que o artigo escrito por ele, é lido por quem está usando o banheiro. Uma das melhores falas da película. Streep não deixa a peteca cair ao personificar Miranda. A imponência está lá, só que mais “politicamente correta”. Evita comentários preconceituosos e de gênero. Sendo repreendida pela assistente Amari (Simone Ashley da série Netflix “Bridgerton” desde 2022). 


Trazendo certa humanidade a ela, questionando a própria relevância no mundo digital. Anne retoma o jeito desengonçado de Andy com a maturidade para conseguir mostrar à Miranda que pode tão implacável quanto ela. Blunt reexibe a autoconfiança esnobe de Emily e Tucci é o único para ser Nigel. O peito estufado e a aparente rigidez escondem um grande coração. Ele é a alma da Runway. É quem está lá para o que der e vier em nome dela e de Miranda. Como bem diz ao final a Andy, “Você sempre será a minha garota”. Deixando bem claro que vai estar ao seu lado nos melhores e piores momentos. Completam o elenco Kenneth Branagh (o atual detetive Hercule Poirot) como o marido de Miranda, Stuart; a sumida Lucy Liu (o O-Ren Ishii de “Kill Bill”) é a milionária Sasha Barnes; Justin Theroux é o multimilionário Benji Barnes que namora Emily; Tracie Thoms revive a melhor amiga de Andy, Lily e a participação mais que especial de Lady Gaga como a própria, num dialogo acido com Miranda.

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