Pular para o conteúdo principal

A Edição Especial do 2° Álbum da Rainha, "QUEEN II (1974)"

Nos últimos anos, o guitar hero Brian May e o batera com cara de Papai Noel Roger Taylor tem revisado o catalogo do Queen. Desde a edição comemorativa de 50 anos do antológico álbum “A Night At The Opera (1975)”, comentamos no link: https://cyroay72.blogspot.com/2025/11/os-50-anos-do-album-night-at-opera-1975.html. Além das próprias carreiras solo, como a de May, para saber mais no link: https://cyroay72.blogspot.com/2022/11/o-guitar-hero-brian-may-queen-em.html. Somado às edições especiais de discos como o de estreia homônimo de 1973, discutimos no link: https://cyroay72.blogspot.com/2024/11/queen-revisa-seu-catalogo-e-traz-uma.html. Agora chegou a vez do segundo álbum da Rainha, “Queen II”. Lançado originalmente em 08 de março de 1974. 


Ao contrário do primeiro, este vinha com uma ideia pré-concebida. A banda tendo mais liberdade criativa para concebe-lo. Brian já exibia o virtuosismo que bem conhecemos.  Combinando com a veia operística de Freddie Mercury, o vocal cortante e a batera de Roger, e o suingue no contrabaixo de John Deacon, temos o conceito inicial de “Queen II”. Mais experientes, já se sentiam mais a vontade dentro do estúdio. Dividido em dois lados (Ah! o bom e velho vinil), o Lado Branco e o Lado Negro. Calma, não é baseado na saga Star Wars do criador George Lucas. Apenas dá a sensação de estarmos dentro de uma ópera. 

Apesar disso, elas não se conectam diretamente. Abrindo os trabalhos temos a intro “Procession” seguida da bela “Father To Son” (não é a mítica canção de Cat Stevens!)”. Composta por May, ela discute a relação pai & filho. Uma troca de experiências. Seguida da épica “White Queen (As It Began)”, inspirada no conto “A Deusa Branca: Uma Gramatica Histórica do Mito Poético (1948)” de Robert Graves.  Daí temos a melancólica “Same Day One Day”, totalmente cantada por Brian. Para fechar o White Side temos o hard rock “The Loser in the End” de Roger. O Black Side, temos a pulsante “Ogre Battle” de Mercury abrindo os trabalhos. Como faziam nos primeiros álbuns, temos pequenos medleys. 


Iniciando com o vaudeville “The Fairy Feller’s Master Stroke”, passando pela reflexiva “Nevermore” e a hard rock épico “The March of the Black Queen” concluindo com a doce “Funny How Love Is”. A contagiante “Seven Seas of Rhye” fecha os trabalhos. Um dos atrativos da edição especial é o blues “See What A Fool I’ve Been”. Composto por May. Freddie soltando a voz como um bluesman e ares de “Cabaret (1972)” de Liza Minelli. Já havia sido lançada em 1991 e em 2011. A discografia do Queen foi remasterizada e a adição de material inédito. Somadas as primeiras demos de “Father To Son”, “The Loser in the End”, “Ogre Batlle” e “As it Began (Brian Demo Studio), esta datada em outubro de 1969.  Além de suas versões ao vivo na BBC no programa do radialista John Peel e no antológico show “Live At The Rainbow’74”.

O destaque fica para “Not For Sale (Polar Bear)”. Esta foi gravada originalmente pelo power trio que foi o embrião do Queen, Smile. Formado por Taylor, May e Tim Staffell (voz e contrabaixo).  Posteriormente gravada pelo grupo nas sessões de “Queen II”. Foi guardada a sete chaves. Sendo apresentada por Brian no especial de natal da rádio Planet Rock, transmitido em 22 de dezembro de 2025. Comentando: “Ela remonta a muito tempo atras, mas ate onde sei, ninguém nunca ouviu esta versão”. Para maiores informações sobre o tracklist no site oficial: https://queenonlinestore.com/products/queen-ii-collectors-boxset?srsltid=AfmBOormIWJbM81FuSvBdV_44fvdS6tUtalh3mKA4uI5FNjrF8AcKAFn


Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

O Drama Visceral "SE EU TIVESSE PERNAS, EU TE CHUTARIA"

O que acontece quando estamos no nosso limite físico e mental? Por exemplo, sua filha não está se alimentando direito, sendo necessário uma bolsa para poder sobreviver. Além de se cuidar e dar atenção para outras pessoas. No caso, ela é uma psicoterapeuta; somada a distância do marido, que trabalha fora do país. Sem contar os imprevistos, o apartamento que a família aluga, é inundado. Já que o vizinho do andar de cima, o cano da água estourou. Uma situação que pode levar qualquer um à loucura. É assim que conhecemos Linda, vivida por Rose Byrne (“ Missão Madrinha de Casamento , 2011”). Ela lidera o elenco do drama “ Se Eu Tivesse Pernas , Te Chutaria ( If I Had Legs I’d Kick You , 2025) ”. Escrito e dirigido por Mary Bronstein , ela nos leva ao caótico cotidiano de Linda. Desde o tratamento da filha ( Delaney Quinn ), que faz uso de uma bolsa para se alimentar. Ela precisa ganhar peso, para poder ingerir comida de verdade. E voltar a ter uma vida normal. Enquanto isso, tenta seguir...

Zendaya & Os "RIVAIS"

Ao contrário do que se pode imaginar, o drama “ Rivais ( Challengers , 2024) ” não é um filme sobre tênis. Apesar do foi visto nos trailers e os vídeos promocionais, o filme discute a relação entre Tashi Duncan e os amigos de infância Art Donaldson e Patrick Zweig. Eles são interpretados pela musa Zendaya , Mike Faist (da refilmagem “ Amor Sublime Amor , 2021”) e Josh O’Connor (o Príncipe Charles da série Netflix “ The Crown ”, 2016 a 2023) respectivamente. Dirigido por Luca Guadagnino de “ Me Chame Pelo Meu Nome (2017)” a partir do roteiro escrito por Justin Kuritzkes . Zendaya é a jovem tenista com futuro promissor. Já os personagens de Mike e Josh almejam ser grandes tenistas.  A princípio, o conto se mostra simples, só que não é.  Tashi é uma mulher ambiciosa, que deseja aproveitar ao máximo seu talento para o esporte. Art e Patrick, tem interesses próprios. O primeiro quer conquistar todos os torneios que participar, já o segundo deseja fama e fortuna. Embora Patric...

FREDDIE MERCURY, Só Pode Haver Um (There Can By Only One)

Se estivesse vivo, Freddie Mercury completaria hoje 65 anos de idade. E em comemoração, está saindo lá fora a última leva de CDS remasterizados que comemoram os 40 anos da sua banda, Queen .  Várias homenagens serão feitas hoje mundo afora. O fã clube oficial na Inglaterra está organizando um evento chamado “ Freddie For A Day ”, onde fãs tiram fotos caracterizados como Freddie e mandam para seu link no facebook.  O que pode ser dito sobre Freddie? O nascimento em Zanzibar. A infância na Índia. O garoto Farrokh Bulsara, que sonhava em chegar ao estrelato como seus ídolos, Liza Minelli e John Lennon. De volta à Inglaterra, por causa dos conflitos no país e adotando o nome artístico “ Freddie Mercury ”. Se formou pela faculdade de artes e design gráfico e lá conheceu Tim Staffell, baixista e vocalista da banda “Smile” do baterista Roger Meddows-Taylor e do guitarrista Brian May .  Com a saída de Staffell, Mercury se torna o vocalista. Faltava um baixista, daí surge ...