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A Nova Versão de um Clássico dos Anos 80, "CAÇA-FANTASMAS (2016)"


Desde que anunciado que os Caça-Fantasmas iam voltar para a tela grande do cinema, os fãs ficaram na expectativa de ver novamente os atrapalhados cientistas sobrenaturais Peter Venkman, Ray Stantz, Egon e o veterano de guerra Winston juntos novamente na luta contra fantasmas e afins. Aos poucos, as noticias a respeito foram se esclarecendo. O filme seria um reboot com uma história e personagens novos. Sem claro, perde o encanto e a graça dos originais. O produtor e diretor Ivan Reitman retorna apenas para produzir o filme e deixando a cadeira de diretor para Paul Feig, de comedias como “Missão Madrinha de Casamento” e “A Espiã que Sabia de Menos”. 


Ambos estrelados pela comediante do momento, Melissa McCarthy. Ela foi a primeira ser confirmada como uma das personagens na nova empreitada fantasmagórica. Mais tarde vieram Kristen Wiig, Leslie Jones e Kate McKinnon. Vindas do humorístico norte-americano Saturday Night Live ou se preferir SNL. Apesar da polemica troca no elenco principal e o primeiro teaser trailer que causou certa polemica nas redes sociais. Os contrários ao novo filme pegaram pesado com as novas interpretes.  Onde o preconceito foi a marca registrada do protesto. Mesmo assim, usaram isso ao seu favor. 


Como isso dito, McCarthy é a cientista bem humorada e intrépida Abby Yates; Wiig é sua melhor amiga e cientista em busca de reconhecimento Erin Gilbert; McKinnon é a geek Jillian Holtzmann, responsável por criar o armamento das Caça-Fantasmas e Jones é a metroviária Patty Tolan, que junta a elas depois de ter uma experiência paranormal na estação em que trabalha. O roteiro escrito por Feig ao lado de Katie Dippold opta por uma história totalmente nova. Onde Erin quer esquecer um livro que escreveu ao lado de Abby sobre a existência de fantasmas. Não deixando que saibam sobre ele na universidade Columbia em que trabalha na cidade de Nova York. Em especial seu reitor, Harold Filmore (Charles Dance, o Lord Twyn Lannister de “Game of Thrones”). 


Erin descobre que Abby tem vendido e divulgado o livro pelas redes sociais. Isso atrás dela no laboratório em que trabalha. O reencontro entre as duas é pouco amistoso. Lá conhece Jillian, que auxilia Abby nos estudos sobre paranormalidade. Pesquisando na internet, descobrem a busca sobre o assunto cresceu nos últimos anos. Descobrem que uma entidade atacou em um ponto turístico da cidade e vão até lá para investigar. A contra gosto Erin acompanha Abby e Jillian. Lá com o equipamento montado por Jillian, elas têm seu encontro com o fantasma. 


Comprovando a tese de Abby & Erin. Ficam tão entusiasmadas que o vídeo gravado por elas, é postado no YouTube e conseguindo repercussão por toda Nova York. Fazendo com Erin perca o emprego e se junte a Abby e Jillian na empreitada contra o sobrenatural. Mais tarde, no metrô da cidade Patty tem sua rotina de trabalho alterada com o surgimento de um fantasma em meio aos trilhos do trem. Através de um anuncio, vai até elas. De lá, Patty mostra aonde viu a entidade e que novamente se faz presente. Em meio a sujeira do túnel, Abby encontra um dispositivo que pode ser relacionado com o caso. 


Patty decide sair do emprego e se juntar as meninas. Dizendo que apesar de todo seu conhecimento cientifico, não conhecem a cidade como ela. E ainda consegue com tio, dono de uma funerária, o veiculo que as transporta e o equipamento por toda Nova York. Assim temos a trama básica do novo, ou melhor dizendo, nova “Caça-Fantasmas (Ghostbusters, 2016)”. Apesar de ser uma história inédita, as referencias dos filmes originais estão lá. Bem sutis. A sequência de abertura com a canção tema original cantada por Ray Parker Jr., os uniformes e seu logo, o carro Ecto-1, a mochila de prótons, o monstro de marshmallow Stay Puft e o fantasma comilão Geleia. Isso adicionado a um apuro maior nas informações técnicas do equipamento criado por Holtzmann. Destacando o timing de McKinnon, responsável pelos momentos de ação do filme. 

 
McCarthy está mais contida do que estamos acostumadas a vê-la. Cumpre bem seu papel como líder da equipe e Wiig como mentora do grupo, apaixonada pelo recepcionista Kevin (o Thor Chris Hemsworth). Este mostra uma boa veia cômica como bonitão trapalhão e pouco inteligente. E Jones tem os melhores momentos cômicos da película. Em especial, quando as Caça-Fantasmas enfrentam um fantasma num show de rock, com a participação ilustre do Príncipe das Trevas, Ozzy Osbourne. Feig exibe que tem aptidão para fazer filmes com mais ação e efeitos visuais, do que está acostumado. Fazendo um bom uso de ambos.


Ao contrario dos filmes de 1984 e 1989, onde o timing cômico de seu elenco é seu fator principal. Não que falte humor nesta nova versão, muito pelo contrario, as quatros juntam formam um time feminino muito bem humorado, dinâmico e coeso. Os Caça-Fantasmas originais Bill Murray, Dan Aykroyd e Ernie Hudson fazem aparições pontuais no decorrer do filme. Harold Ramis é homenageado. Sigourney Weaver e Annie Potts (a secretaria Janine) também estão em cena.


VALE A DICA: Para aqueles que forem ver o filme, esperando que Murray, Aykroyd, Hudson, Weaver e Potts reprisem seus papeis. Não se enganem! Eles interpretam outros personagens e de modo algum, os eventos dos filmes anteriores são mencionados. E pegando emprestado a ideia do Universo Cinematográfico Marvel, há uma cena pós-credito, citando o tema para a próxima aventura das Caça-Fantasmas. 

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