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sir ELTON JOHN Deixa A Aposentadoria Para Tocar no Rock in Rio Brasil 2026

O primeiro final de semana do festival Rock in Rio Brasil, se encerrou no feriado de independência do nosso país tupiniquim. Em meio às manifestações politicas pelo Brasil, o publico da Cidade do Rock presenciou um dia recheado de soul, funk, r’n’b e uma pitada de rock and roll. Dividido nos Palcos Sunset e Mundo. No primeiro, tivemos Vanessa da Mata convida Rubel, com a atmosfera MPB característica da cantora. Seguida pelo Roupa Nova convida Guilherme Arantes, o pop rock anos 70 e 80 trouxe um ar de nostalgia. 

Em especial com os hits “Volta Para Mim” e “Whiskey a Go Go”. Sem esquecer o tema do festival gravado por eles em 1985, juntamente com o “Tema da Vitória” do nosso eterno tricampeão mundial da F1 Ayrton Senna. Com Arantes, tocaram “Cheia de Charme”, “Lindo Balão Azul” e “A Paz”. Chegou a vez do sambista Péricles sair da sua zona de conforto com o show “Péricles Canta Motown”. Interpretando clássicos da icônica gravadora como “My Girl” dos Temptations, “Cruisin’” de Smokey Robinson & The Miracles e “I Heard It Through The Gravepine” do imortal Marvin Gaye. Foi uma grata surpresa, soltando a voz nos arranjos originais. A multi-instrumentista islandesa com descendência chinesa Laufey fechou os trabalhos no Sunset com sua mistura de jazz e pop. 

Numa estrutura de palco que lembra a Broadway. Dividido em dois atos, diz estar feliz em tocar no festival. E influenciada pela nossa Bossa Nova. Dai temos “Falling Behind” e em “Bored”, vai ao encontro das fãs. Declaro seu amor pelo Brasil ao tentar cantar em português, “Perdido de Amor” de Luiz Bonfá. No Palco Mundo, a musa Luiza Sonza exibiu todo seu carisma e sexy appeal. Saindo da sua sonoridade pop, trazendo o mestre do violão Roberto Menescal. 

Juntos tocaram “Um Pouco de Mim”, composta pelos dois, seguida de “Você” e “Samba de Verão”. Dois clássicos da nossa Bossa Nova. Dai foi a vez do musicista Jon Batiste. Simpático e entusiasmado, apresentou seu som cheio de suingue com ares jazzístico e musica clássica. Fã da nossa música, tocou “Mas Que Nada” de Jorge Benjor. Com a voz da cantora Nêgah Santos, acompanhada por jovens percussionistas do Rio de Janeiro. Um dos destaques foi o interlúdio seguida de “Butterfly” com a participação da bailarina Ingrid Silva. E chegou a vez do nosso Gilberto Gil com o show “Tempo Rei”. Ele se encerrou em março deste ano.

Fez um balanço dos 60 anos de carreira. Saindo da aposentadoria, Gil rememora seus principais sucessos como “Andar Com Fé”, “Toda Menina Baiana” e “Vamos Fugir”. Nesta, vem acompanhado pelo mítico produtor Liminha, no contrabaixo. Eles a compuseram juntos. Homenageando o rastaman Bob Marley em “Rebel Music”, a rainha do rock brasileiro Rita Lee com “Ovelha Negra” e o poeta do rock Cazuza com “Pro Dia Nascer Feliz”. Finalmente é o momento esperado por todos, sir Elton John sobe ao Palco Mundo. Aos 79 anos, exibe que o gás não acabou. Vestido totalmente de amarelo, já emenda “Funeral For A Friend / Love Lies Bleeding” e “Bennie and the Jets”. “Sacrifice” é ovacionada por todos.

A técnica e a voz continuam um primor, “Rocket Man” e “Levon” são a prova disso. Destaque para o veterano percussionista Ray Cooper. Que praticamente já tocou com toda nata do rock britânico. Com a disposição característica e muito bom humor (caras e bocas) ao tocar. Ao lado do guitarrista Davey Johnstone e o batera Nigel Olsson, tocam juntos a mais de 50 anos, se despedem do Palco Mundo. Como a ultima passagem deles em nossa terra brasilis. "Candle in the Wind", "Saturday Night's Alright For Fighting" e "Your Song" ratificam isso. Um show épico que só Elton John, muito bem acompanhado, poderia nos proporcionar. E agradecendo o carinho dos fãs brasileiros.

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