Para o segundo dia (05 de setembro de 2026) do maior festival musical de nossa terra brasilis, o Rock in Rio, a data que se tornou sua marca. Destinado às bandas de heavy metal. Desde 1985 tivemos os míticos Scorpions, o saudoso Ozzy Osbourne, AC/DC e Iron Maiden. Desde então, artistas do gênero tem presença garantida. Como o Halestorm, Ghost e nacionais como Angra e Sepultura. Este último em sua 12ª participação no RiR. Marcando sua despedida e fazendo parte da turnê que encerra suas atividades, “Celebrate Life Through Death”. Como anunciado pelo guitar hero Andreas Kisser, a apresentação foi focada na fase com o vocalista Derrick Green.
Estreou em 1998 com o disco “Against” até o EP “The Cloud of Unknowing (2025)” com quatro canções. Que foi tocado na integra e abrindo os trabalhos no Palco Mundo com “What I Do!”, “Choke” e “Means to an End”. O destaque é o jovem baterista de 24 anos Greyson Nekrutman. Já no Palco Sunset, a banda feminina de hard rock Malvada. Tendo ao seu lado, a cantora Day Limns. Dividiu microfone com a vocalista Indira Carvalho em “Aventura Favorita”, “Kalice” e “Castelo de Areia”. Juntas prestam um tributo à eterna rainha do rock brasileira Rita Lee com “Ovelha Negra”. De volta ao Mundo, temos MGK.
Antes conhecido como Machine Gun Kelly, abreviou seu nome artístico por estar em nova fase na carreira. Muitos questionaram sua escalação para o dia. Mesclando seu estilo rapper característico, com o pop rock e pós punk. Ciente disso, entrou de cabeça no show. Canções como “I Think I’m Okay”, “Bloody Valentine” e “Tittletrack”, fizeram a alegria dos fãs presentes. O Sunset traz mais uma parceria com o metal consciente e inclusivo do Black Pantera e a banda de trash metal Nervosa, formada por mulheres. Foi um show potente com o metal pede. O trio entrou com “Hórus” e “Tradução”. Juntamente com a entrada da vocalista Prika Amaral em “Serotonina”. Daí a Nervosa assume o palco com “Ghost Notes” e “Slave Machine”. As duas juntas fazem mais uma homenagem à Rita Lee com “Obrigado Não” e a canção dos Pantera, “Revolução é o Caos”.
Os ingleses Bring Me The Horizon estreiam no Palco Mundo do festival. O carismático vocalista “Oli” Oliver Jones, que possui um CPF para chamar de seu, trouxe ao lado de Lee Malia (guitarra), Matt Nichols (bateria) e Matt Kean (contrabaixo), um verdadeiro espetáculo audiovisual. Abrindo com a tensa “DArkSide”. Com o metal de origem e pitadas melódicas, bites eletrônicos e pop rock. Oli interagindo bastante com o público. Que respondeu com entusiasmo ao som do BMTH. A introdução disse tudo: “este show contem cenas de violência explicita e gore”. No telão surge “aperte start”. O caos musical está instalado.
Para encerrar as atividades no Sunset, temos a cantora Poppy e o Bad Omens. A primeira trouxe um ar de surpresa. Já que sua versatilidade musical, possui um ar de metal. Uma voz que semelha às divas do metal como Tarja Turunen e Sharon den Adel. Misturando musica eletrônicas com guitarras pesadas. Surgida nos anos 2010, sua arte trouxe vídeos enigmáticos. Isso é bem exemplificado com “Have You Had Enough?” na abertura e “If We’re Following The Light” e “New Way Out” no final. Os norte-americanos estream no RiR com sua sonoridade metalcore e deixam seu recado com “Specter” e “Just Pretend”.
Com meia hora de atraso, Avenged Sevenfold sobem ao Palco Mundo. Devido a um problema na configuração dos telões, gerando certo conflito com a equipe técnica do grupo. Em sua segunda vez como healiner, AS fez uma apresentação competente como é de praxe. Mas que já não atrai tanto fãs como gostariam. Hits como “Nightmare”, “Aferlife” e “Seize The Day”, animaram o público. Já as novas “Nobody” e “Magic”, entoadas pelo vocalista M Shadows, não tiveram o mesmo efeito. Que o indagou: “Vocês estão educados hoje. Ou é a chuva?”. Deixando uma pulga atras da relação do AS com os fãs brasileiros.

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