Começa o festival que a galera estava esperando ansiosamente. Estamos falando da edição brasileira do Rock in Rio. Que já chega chegando com o mais puro rock and roll. Com sua pegada que mistura os mais diversos gêneros musicais, o primeiro dia (04 de setembro de 2026), as guitarras dão o tom. As principais estavam no Palco Sunset e no Palco Mundo. abrindo os trabalhos no primeiro temos Di Ferrero, vocalista da banda 2000 do nosso rock brasileiro NX Zero, trouxe uma mescla do repertorio que ficou conhecido nacionalmente e da sua carreira solo iniciada em 2018. Que traz um pouco de r’n’b e bites eletrônicos. Enquanto no segundo temos o duo inglês Nova Twins.
Formado por Amy Love (vocal e guitarra) e Georgia South (contrabaixo e vocal) seu rock pesado com influência futurista. Conseguiram deixar seu recado e um gostinho de “quero mais”. De volta ao Sunset, a reunião do Detonautas do ativista Tico Santa Cruz e o Biquini Cavadão. Com já é tradição do festival, a união de artistas de diferenças estilos para justificar o ditado “a união faz a força”. Os Detonautas representam o punk rock carioca dos anos 2000 e o Biquini como um dos grandes expoentes do nosso rock anos 80. Canções como “Olhos Certos”, “Vento e Ventania”, “Tédio” e “Você Me Faz Tão Bem”, fizeram a alegria dos presentes. Já no Palco Mundo, o rock de garagem dos suecos The Hives aqueceu o público. O carismático vocalista Howlin’ Pelle Almqvist interagiu bastante com a galera, dizendo: “Ótimo Público, ótimo festival, ótima banda”. Isso foi dito durante toda apresentação.
“Main Offender”; “Paint A Picure”, esta com a banda brincando de estatua (algo que já parte do show deles) e os hits “I Hate to Say I Told You So” e “Tick Tick Boom”, trouxeram um show vibrante. De volta ao Sunset temos o duo vindo de Manchester (Inglaterra), Hot Milk, com seu “emo power-pop for the digital age”. Nas palavras dos próprios, deixou sua marca em nossa terra brasilis, com canções como “Candy Coated Lie$”, “Bloodstream” e “Party on my Deathbed”.
Uma das atrações mais esperadas temos o Rise Against no Palco Mundo. Mais de 20 anos de carreira, seu punk rock aliado com hardcore melódico preparam os presentes para os Foo Fighters. Foi um show empolgante com “Under the Knif”; “Give it All”, nesta o vocalista Tim McIlrath vai literalmente para a galera; e “Savior”. “Help it on the Way”, foi dedicada ao The Hives e em “The Gold Long Undone”, Tim contou com a banda sonhava tocar no festival. Após ver o show do Iron Maiden na primeira edição em 1985. Fechando os trabalhos no Sunset, temos o Capital Inicial dividindo o palco com o guitarrista da Legião Urbana Dado Villa-Lobos. Uma espécie de tributo à memoria de Renato Russo.
O icônico vocalista da Legião nos deixou há 30 anos, vítima da AIDS em 11 de outubro de 1996. Os dois possuem história, já que foram precursores do movimento Rock Brasília nos anos 80. Trazendo hits do Capital como “Independência” “Música Urbana” e “Fátima”. Ao lado de “Será”, “Geração Coca-Cola” e “Tempo Perdido” da Legião. A ansiedade era grande, Foo Fighters está de volta ao festival. Tocou nas edições de 2001 e 2019. E contando a participação no The Town em 2023, a versão paulista do Rock in Rio. Como é de praxe, Dave Grohl entra correndo pelo Palco Mundo, empunhando sua guitarra. É a deixa para a pulsante “All My Life”. Ao final, diz que o FF vai tocar sem pausas. Já que o tempo é curto. Foi um show de duas horas.
Com os principais sucessos da banda, intercaladas por perolas que não eram tocadas há algum tempo. Como a delicada “Wheels”, a cadenciada “Stacked Actors” e com Dave contando a origem de “Marigold”. Composto e gravada com o Nirvana em 1993. Além da soturna “Exhausted (atendendo o pedido de um fã na pista)” do primeiro álbum homônimo de 1995, no bis. Foi um show que celebrou os 31 anos do grupo formado por Grohl, que agradeceu a presença dos fãs de longa data, chamados de “old school”. Acompanhados por uma nova geração. Que tiveram oportunidade de ver e ouvir “The Pretender”, “Times Like These”, “My Hero”, “Learn to Fly”, “Monkey Wrench (este com direito ao solo do batera Ilan Rubin)”, “Window (a única do último disco “Your Favorite Toy”) e o final apoteótico com “Best of You” e “Everlong”. Ao lado de Nate Mendel (contrabaixo), Pat Smear (guitarra), Chris Shiflett (guitarra solo), Rami Jaffee (teclados) e Rubin, a chama do verdadeiro rock and roll jamais se apagará.

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