Os zumbis, antes chamados de mortos-vivos, ganharam relevância nos últimos anos. Seja na sétima arte, seja na televisão. O mestre do gênero George Romero com seu antológico “A Noite dos Mortos-Vivos” de 1968, nem imaginaria a relevância da sua obra. Mais recentemente o britânico Danny Boyle reativou sua franquia “Extermínio” e lhe deu novos parâmetros. E seriados televisivos como “The Walking Dead” teve sua continuidade nos spin-off “Dead City” e “Daryl Dixon”. Assim chegamos à “Enterrando os Mortos (We Bury The Dead, 2025)”. Escrito em dirigido por Zak Hilditch.
Sobre uma explosão de um experimento do exercito dos EUA, próximo à ilha da Tasmânia (Austrália). Principalmente na sua costa leste. O que vitimou a população local instantaneamente. Houve poucos sobreviventes. Uma brigada de voluntários se dirige ao local. Entre eles, a jovem fisioterapeuta Ava Newman, feito pela jedi Daisy Ridley. Ela está em busca do marido Mitch (Matt Whelan), que até a cidade de Woodbridge, uma das mais atingidas pelo ocorrido. Se juntando à força militar local, para recolher os corpos. Ava está aflita, perdeu contato com o esposo, desde então. Conhece Clay (Brenton Thwaites, o Asa Noturna da série DC “Titans, 2018 a 2023”), residente local, que está em busca de redenção pessoal. Prova a si próprio que é capaz de ajudar ao próximo.
Já que sua vida pessoal é uma tragedia. Ao resgatar os corpos das vítimas, o inesperado ocorre. Uma delas surge em caminho, desperta. Foram orientados a chamar os soldados, que prontamente chegam. De imediato, abatem a pessoa e seu corpo é queimado. Ava e Clay se indagam e resolvem se aliar. Os dois partem para Woodbridge para descobrir se Mitch está vivo ou não. O problema é que lá foi um dos pontos mais atingidos pela explosão. Por isso seu acesso está bloqueado. No seu caminho, cruzam com o soldado Riley (Mark Coles Smith). Este tem um segredo que pode causar problemas para a dupla. Dai o mote inicial de “Enterrando os Mortos”. Pegando emprestado o tema dos citados anteriormente, Hilditch vai para um caminho diferente.
Oferece a perspectiva daqueles que perderam seus entes queridos. E estão em busca por eles, já que não conseguiram se despedir. Ava e Mitch estão rompidos. Eles estavam tentando ter uma criança, Ava deve dificuldades na gravidez. Entrou em depressão, o casal estava pensando em se separar. A viagem de Ava foi um meio para ter um desfecho com Mitch. Para seguirem em frente junto ou não. Daisy exibe o exato tom dramático. Como não poderia ser diferente, nos filmes do gênero. Os mortos-vivos (aka zumbis) surgem no seu caminho. Ela tem a conhecida desenvoltura física para lutar contra eles, sem o auxílio de um sabre de luz. Hilditch mostra que não perderam totalmente sua consciência humana. Durante o percurso, Ava se abriga numa van, colocando os corpos da família para fora. Na madrugada, ouve passos. Ao sair, vê o pai cavando covas. Eles trocam olhares, mas não é atacada. Vai ajudá-lo a enterrar os corpos, bem como o dele. Lembra do segredo de Riley? Isso vai se refletir no ato final do filme.


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