A eterna Thirteen (13) Olivia Wilde, medica que fez parte da equipe do tresloucado medico Gregory House, feito maravilhosamente por Hugh Laurie, no marcante seriado “House (2004 a 2012)”. Após sair da série em sua terceira temporada, Wilde atuou em filmes como “Tron: O Legado (2010)”, “Cowboys & Aliens (2011)” e “Ela (2013)”. E estreando atras das câmeras na comedia teen “Fora de Série” em 2019, que chamou atenção de publico e critica. Dividiu opiniões no drama com pitadas de cinema fantástico “Não Se Preocupe Querida” de 2022. Voltando à cadeira de diretora em “O Convite (The Invite, 2026)”.
Além de atuar ao lado de Seth Rogen, Edward Norton e a musa Penélope Cruz. Versão norte-americana do filme espanhol “Sentimental (2020)” de Cesc Gay. O roteiro adaptado por Will McCormack e Rashida Jones. Traz o casal vivido por Rogen e Wilde, Joe e Angela respectivamente. Ele é um musico frustrado que dá aula em uma escola de música. Já ela optou em ser uma dona de casa, abrindo mão da sua formação em artes. O dia a dia deles é pura tensão. Ele revive a frustação que sua banda nos anos 2000 não ter emplacado. Enquanto Angela tenta manter o casamento, apesar das discussões diárias. A situação piora, quando ela diz a Joe que convidou o casal vizinho, Pina (Cruz) e Hawk (Norton) que mora no apartamento no andar de cima, para um jantar.
O que enfurece Joe. Diz que não é o momento. já que não gosta de Hawk. Por causa da conversa fiada, quando se cruzam no elevador. Angela lhe diz que é um modo para pedir desculpa pelo barulho causado pela reforma dela no apartamento. Com os nervos a flor da pele, discutem e a campainha toca. É Hawk e Pina, o primeiro diz que dava para ouvir a discussão deles. Completa: “Nós adoramos tensão”. Esse ponto de partida inicial de “O Convite”. O quarteto de atores está excepcional, ao exibir o habito toxico no apartamento de Joe e Angela. Seth e Olivia exemplificam como pessoas que se amam, mas que não devem dividir o mesmo teto. O primeiro, como bem faz, é o judeu frustrado consigo mesmo e desconta toda sua raiva na pessoa mais próxima.
Já ela é a mulher amorosa que está decepcionada com a vida que leva. Imaginou que estava com o homem da sua vida, percebe que se enganou. A justificativa para ficarem juntos é a filha pré-adolescente. Eles discutem compulsivamente, não veem que a relação que tinham no começo, acabou. A presença de Pina e Hawk, adiciona mais tensão. Já que eles aceitaram o convite, para lhes fazer outro. No caso, um dos motivos da desavença do casal. O barulho que seus vizinhos faziam quando transavam. O modo que Pina gozava, chamava atenção de Angela. Dai é revelado que eles curtem orgias sexuais com pessoas que se sentem conectados. Assim vemos o desconforto surgir. Ao mesmo tempo, a excitação de Joe e Angela. Mudar sua rotina e uma chance voltarem a ser um casal. No decorrer de seus 107 minutos, a película nos faz refletir sobre como devemos compartilhar nossas vidas. Se a ideia do par perfeito está distante ou é apenas uma ilusão de nossas mentes e corações. A frase de Oscar Wilde na abertura, diz tudo: “Devemos estar sempre apaixonados. É por isso não devemos nos casar”.

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