Chegando à 18ª edição do festival In-Edit na cidade de São Paulo, multicultural com documentários sobre a musica nos quatro cantos do mundo. Dos mais variados estilos do gênero. Iniciado na ultima quarta-feira (17 de junho de 2026). Para saber mais sobre sua programação, no link oficial: https://br.in-edit.org/. O In-Edit aproveita para homenagear o cineasta Rob Reiner. Conhecido pela comedia romântica “Harry & Sally: Feitos Um Para O Outro (1989)” e o suspense “Louca Obsessão (1992)”. Infelizmente nos deixou em 2025, assassinado pelo próprio filho. O festival traz seu primeiro filme como diretor, “This Is Spinal Tap (1984)”. Estamos nos anos 80, o heavy metal e o hard rock estão em alta.
Dio, Deep Purple, Kiss, Alice Cooper e o príncipe das trevas Ozzy Osbourne vivem os melhores momentos das suas carreiras. E com o surgimento de bandas como Mötley Crüe, Ratt, Twisted Sister e Poison, o gênero ganhou um subgênero. Acabou conhecido como Hair Metal, por aqui foi chamado de Metal Farofa. O rock está lá, mas com belos penteados com maquiagem pesada. Junto a eles, Guns N’Roses, Metallica e Van Halen. Em meio a isso, tivemos a banda seminal Spinal Tap. Surgida nos anos 60 e que acompanhou a corrente musical. Desde a beatlemania passando pelo movimento flower até se tornar uma referencia para o Heavy Metal. Daí surge o documentário “This Is Spinal Tap”, dirigido e roteirizado por Marty DiBergi. Que resolveu acompanhar o grupo em sua turnê no seu dia a dia. Dentro e fora dos palcos.
Eles estão no seu auge. O vocalista e guitarrista David St. Hubbins (Michael McKean), o virtuose guitarrista Nigel Tufnel (Christopher Guest) e Derek Small no contrabaixo (Harry Shearer), levam ao pé da letra, a mítica frase “Sexo, Drogas & Rock and Roll”. Assim temos o mote inicial deste falso documentário sobre uma banda que nunca existiu. Reiner assume a persona de DiBergi e dividiu o roteiro com seu trio de atores. Para nos trazerem uma crítica à indústria musical. Diálogos afiados com muito humor e sarcasmo. Com os três vivendo situações que beiram ao ridículo. Ao mesmo tempo, tiram um sarro do status Rockstar de seus intepretes. Praticamente deuses. A dinâmica da dupla Guest e McKean é um reflexo de outros parceiros musicais, Lennon & McCartney e os Glimmer Twins Jagger & Richards. Passados 41 anos, Rob revive DiBergi em “Spinal Tap II: The End Continues (2025)”.
Com a volta de Guest, McKean e Shearer. O Spinal Tap acabou, cada um foi viver suas vidas. Porem os fãs estão sedentos pelo último show, faz com que DiBergi vá atrás deles. Para descobrir o que motivou a separação e se estão dispostos a se reunirem novamente. As desavenças estão presentes, mas são convencidos que a despedida dos palcos pode render uma fortuna. Para esta despedida temos as participações mais que especiais de sir Paul McCartney, este como um grande admirador deles, e o rocket man Elton John. Este surge para tocar com o Spinal Tap, seu maior hit “Stonehedge”. A sátira fica para a idade avançada do trio, onde a nostalgia e o envelhecimento caminham juntos. Tanto para o bem, quanto para o mal. “Spinal Tap” deixa como legado umas das melhores películas sobre o rock como bem conhecemos.

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