Quando a animação “Mestres do Universo” surgiu nos anos 80, foi uma verdadeira sensação. O herói integro e infalível He-Man, ao lado do seu tigre verde Pacato, a intrépida Teela e Duncan defendem o reino de Eternia contra o vilão da vez Esqueleto. Os embates entre eles se tornaram antológicas. Apesar de representar o Mal, Esqueleto possuía um tom sarcástico. Já que sempre era derrotado pelo He-Man. Por aqui, um dos atrativos era o tema musical “Eu Tenho A Força”, embolado pelo grupo infantil Trem da Alegria. Seu nome verdadeiro é Adam, o príncipe e defensor de Eternia. Em 1987, ganha sua versão live action com eterno Ivan Drago Dolph Lundgren. Não obteve o sucesso esperado. A animação que marcou uma geração, retorna com a versão definitiva para a tela grande do cinema que estreia nas melhores salas de cinemas da sua cidade.
“Mestres do Universo (Masters of the Universe, 2026)” com direção de Travis Knight, que realizo “Bumblebee (2018)”, spin-off da franquia Transformers. Com roteiro de Aaron & Adam Nee, Alex Litvak, Michael Finch com a colaboração de Chris Butler e David Callaham. Eles nos trazem o jovem Adam, vivido por Artie Wilkinson-Hunt, treinando ao lado de Teela (Eire Farrell) sob o olhar de seu pai, Duncan (Idris Elba, o Heimdall do Universo Cinematográfico Marvel). Que também cuida da proteção do reino de Eternia. O príncipe não mostra aptidão para lutar, o que preocupa seu pai, o rei Randor (James Purefoy). Já a mãe Marlena Glenn (Charlotte Riley) diz tudo ao seu tempo. A paz do reino é quebrada com a invasão liderada por Esqueleto, com Jared Leto no papel.
Seu exército implacável destrói o palácio com o intuito de entrar no castelo de Grayskull. Ele deseja a Espada do Poder para se tornar um deus. Contando com o auxilio de Maligna (Alison Brie). A rainha pede ajuda da Feiticeira, interpretada pela brasileira Morena Bacarin. Consegue teletransportar Adam e a Espada para Terra. Porem Adam a perde ao chegar. Desde então, está à sua procura para voltar para casa. Passados 15 anos, Adam assume o sobrenome da mãe, vive como um nerd que trabalha num escritório. Agora feito por Nicholas Galitzine (“Vermelho, Branco & Sangue Azul, 2023”). Buscando na internet pela sua espada perdida. Desde que chegou, fala sobre o mundo fantástico que vivia. Ninguém acredita nele, apenas Hussein (ChristianVunipola).
Com quem divide um apartamento em Oklahoma (EUA). Até que recebe uma mensagem que ela foi encontrada numa loja geek. O que seria bate-papo entre nerds, já que ela está presa à uma estátua. Sem vergonha de recupera-lo, tentar a todo custo tira-la de onde está. Já com ela em mãos, diz a icônica frase: “Pelos Poderes de Grayskull, Eu Tenho A Força”. Porem nada acontece e sai de lá para entender o que houve. Eis que surge o Homem-Besta, capanga de Esqueleto, que está atras dele e da espada. Junto a ele, temos Teela. Adulta com outra brasileira no papel, a bela Camila Mendes. Um breve reencontro que se resume no confronto com o Homem-Besta. Eles conseguem chegar à nave dela e retornarem para Eternia. Adam descobre que Esqueleto o destruiu e escravizou a população. Teela lidera a resistência contra ele.
Revê Duncan, que já não é mais o homem que conheceu. Alcoolatra, conta com o auxilio da droide Roboto, com a voz de Kristen WiIg. Seu esconderijo é localizado pelos seguidores de Esqueleto, um novo embate. Eis que surge a Espada do Poder, finalmente se manifesta. Com Adam se tornou o Campeão de Eternia. A luta entre ele e Esqueleto está prestes a começar. Dai o mote de “Mestres do Universo”. Travis sem medo de feliz, aposta na nostalgia em uma aventura que leva o espectador aos anos 80. Colorido e divertido. Quanto mais absurdo melhor. As situações vividas por Adam em nosso mundo, refletem como os nerds são vistos. Antes colocados à margem da sociedade, hoje são referenciados. Na literatura, nos quadrinhos e ratificados na sétima arte.
Um dos acertos é a trilha musical de Daniel Pemberton, resgatando o clássico tema da animação. Ao seu lado, o guitar hero do Queen Brian May. Somado à canção de abertura, revisada pelo The Darkness. Nicholas se mostra o ator perfeito para o personagem. Bem-humorado, viril e carismático. Leto apesar da pesada maquiagem e os efeitos CGI, é um canastrão na sua essência. Não reconhecemos sua voz, mas ele reflete o vilão como ao do icônico desenho. Megalomaníaco e egocêntrico. O filme tem três cenas pós créditos ao melhor estilo UCM. Na primeira, o abestalhado mago Gorppo se anunciando como narrador da história. Já a segunda, é a conversa entre a Rainha e Duncan sobre o paradeiro da irmã de Adam, Adora. Sim, a She-Ra! Que deve aparecer na provável continuação de “Mestres do Universo”. Na última, Maligna recolhendo a caveira do Esqueleto dentro do castelo com sua diabólica risada ao fundo.
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