No dia 21 de outubro de 2024, o mundo do metal perdeu o icônico cantor Paul Di’Anno. Conhecido mundialmente como vocalista original do Iron Maiden. Gravando seus antológicos primeiro álbuns, o homônimo de 1980 e o segundo, “Killers” em 1981. Desavenças com Steve Harris e pelo seu estilo de vida regado à drogas e álcool, foi convidado a sair. Já em carreira solo, teve altos e baixos. Porem os problemas de saúde o acompanharam. Quase o fizeram abandonar os palcos. Se agravaram durante a pandemia da Covid 19. Mas graças ao auxílio dos fãs Kastro Pergjoni e Stefan Juras conseguiram angariar fundos para o tratamento e a cirurgia no joelho de Paul. Já que ele sofria dores constantes e problemas de mobilidade. Comentamos no link: https://cyroay72.blogspot.com/2024/10/o-lendario-paul-dianno-17051958.html
Com isso dito, na 18ª edição do festival In-Edit, temos o documentário “Di’Anno: Iron Maiden’s Lost Singer (2025)” dirigido por Wes Orshoski, que co-dirigiu o emocionante documentário sobre o líder do Motörhead, Lemmy Kilmister em 2010. Agora nos traz a perspectiva de Paul sobre o que vivenciou com as idas e vindas da sua saúde. Filmado a partir de 2017, o sobrepeso era justificado pelos problemas de mobilidade em seus joelhos. Que se agravaram no decorrer dos anos, o sistema de saúde inglês não tinha como custear o tratado. E piorava se tivesse que arcar do próprio bolso. O custo era muito alto. A doença foi descoberta dos anos 90, Paul precisava de uma bengala para andar. Isso só piorou com o tempo. Como dito anteriormente, Kastro e Stefan conseguiram financiamento para a cirurgia, só que não ter como ser na Inglaterra.
Tiveram que viajar até a Croácia, único local para podíamos custear o tratamento. Orshoski nos aproxima das dificuldades vividas por Paul. Além da parte física, emocionalmente fragilizado. O próprio diz que entra e sai de depressão profunda, já que vive sozinho. E por isso, precisa se manter positivo constantemente. Com ou sem ajuda de medicamentos. Apesar de todos os obstáculos, se mantem firme e acreditando que vai poder andar novamente. Pelas suas condições medicas, só consegue se locomover em cadeira de rodas. Mesmo assim, é preciso que outros o ajudem. Tanto para sair da cadeira, quanto para ser colocado de volta. Depoimentos da irmã e do filho, sobre sua carreira e o relacionamento familiar. Respeitam a escolha de vida dele, entendem seu carinho pelos fãs. Traz um retrato cru e honesto sobre a saúde de Paul.
Quando consegue fazer a cirurgia, Orshoski nos coloca praticamente dentro da sala de operação. Vemos o corte no joelho e sua troca por uma prótese. A cirurgiã o martelando no osso da sua perna. Ele completamente anestesiado. Muito bem editado, cantando “Murder in the Rue Morgue” no show em Zagreb (Croácia) que marcou seu retorno aos palcos. Nas palavras de Wes, “Paul é um doce de pessoa”. Quando colocado no seu limite físico e psicológico, se torna a “Besta”. Como se define, incontrolável e irracional. Isso é bem exemplificado quando ele precisar sair da sua casa na Inglaterra para ir até a Croácia. Foi uma viagem infernal literalmente. Ele não consegue se deitar por causa das dores.
Por isso, dorme sentado. Ele surta no percurso. A cirurgia não trouxe os benefícios imaginados. Perseverou e realizou sua última turnê, com passagem em nossa terra brasilis. O documentário conta com depoimentos de James Hetfield (Metallica), o guitar hero Andreas Kisser (Sepultura), Blaze Bayley, Dennis Stratton e Doug Sampson. Os três últimos remanescentes do Iron Maiden. E se encontrando no backstage com Gene Simmons do Kiss, que lhe confessa que é seu vocalista favorito. Gosta de Bruce, mas o prefere. Seu estilo é mais agressivo e rock and roll. Já o de Dickinson, lembra um cantor de opera. É um dos momentos mais comoventes, assim como o reencontro com Steve Harris. Já que a banda assumiu parte das despesas medicas de Paul.





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