Dois anos após lançarem o aclamado “Happiness Bastards (2024)”, os irmãos Chris e Rich Robinson mantem a chama dos Black Crowes acesa com “A Pound of Feathers (2026)”. Retomando a parceria em 2019 com a turnê de aniversario pelos 30 anos do primeiro álbum, “Shake Your Money Maker (1990)”. Apesar de irmãos, o conflito sempre fez parte do cotidiano deles. Qualquer semelhança com os irmãos Gallagher é mera coincidência. Daí tivemos o disco de covers “1972” em 2022 e a volta definitiva com “Happiness Bastards”. Para saber mais no link: https://cyroay72.blogspot.com/2024/05/apos-15-anos-os-black-crowes-retornam.html. Seguindo a pegada musical característica dos Robinson, temos onze canções com o que há de melhor no rock and roll.
As influencias dos Faces de Rod Stewart & Ronnie Wood, uma pitada de Led Zeppelin e a maior referência, os Rolling Stones, estão lá. A canção que abre os trabalhos “Profane Prophecy” traz a melhor fase dos Stones. Para muitos, os anos 70, em especial o antológico “Exile on Main Street (1972)”. Os riffs de Rich remetem à Keef. E um certo ar de “Sympathy For The Devil”. Assim como “Cruel Steak”, que adiciona os Faces na voz de Chris. O vocal rasgado lembre Rod The Mod. Desacelerando com “Pharmacy Chronicles”, um folk com ares stoneanos. “Do The Parasite!” é um rock pulsante.
Enquanto “High and Lonesome” e “Queen of B-Sides” trazem um ar acústico. Resgatando da memória, a clássica “Thorn in my Pride”. “It’s Like That” é outra pedrada. “Blood Red Regrets” é um blues rock potente com ares psicodélicos. Enquanto “You Call This a Good Time?” é puro Stones anos 70. “Eros Blues”, o título já diz tudo. A influência do LZ se faz presente. E fechando temos “Doomsday Doggerel”, aqui os irmãos Robinson exibem seu amadurecimento musical. As desavenças são deixadas para trás, com a música falando mais alto. No caso, o bom e velho rock and roll. Chris como um dos melhores vocalistas da sua geração. Rich trazendo seu riff marcante e solos inspiradíssimos.
Chris comentou: “Nós fizemos este disco ao longo de oito a dez dias. Trouxemos a vibração e a inspiração de ‘Happiness Bastards’ para este álbum, o que resultou numa progressão natural. Experimentamos mais, compusemos guiados pelo instinto e pelo o que estávamos sentindo no momento. Rich trouxe uma espontaneidade para o disco que eu não consigo descrever, mas é a melhor coisa que ele já fez”. Rich completou: “Este álbum soa transformador para nós. Ao voltar às nossas raízes, sentimos aquela faísca no estúdio e na forma como trabalhamos juntos. Criamos algo mais intenso, mas ainda fiel à nossa essência musical”.


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