O que você faria se despertasse preso à uma cadeira e acusado pelo assassinato da sua esposa? E tem 09 minutos para provar sua inocência? Sendo que acordou com uma ressaca braba e não tem qualquer lembrança do que ocorreu momentos antes de ser preso. Assim somos apresentados ao detetive policial de Los Angeles Chris Raven, interpretado pelo guardião da galáxia Chris Pratt. Este é acusado pelo assassinato da esposa Nicole (Annabelle Wallis, “Maligno, 2018”), já que pelas câmeras de vídeo localizadas em prédios e na sua residência. Comprovam que ele foi a última pessoa a vê-la viva. Através do GPS do carro e smartphone.
Ele sendo julgado pelo programa que foi desenvolvido para agilizar o sistema jurídico, Mercy. Que dá o título original da película. Ele tem que provar que não matou Nicole com as evidencias gravadas pelo Mercy. Uma inteligência artificial chamada Maddox, feita pela musa Rebecca Ferguson (a espiã Ilsa Faust da franquia “Missão Impossível”). Lhe disse o que fazer com as evidencias gravadas e recolhidas no local do crime. Seu parceira Jaq Diallo (Kali Reis, de “True Detectives: Terra Noturna, 2024”) está na casa de Cris. A própria tem dúvidas da sua inocência. Mesmo assim, vasculhando o local, para encontrar algo que o libere. Caso contrário é condenado à morte. Este é outro detalhe do programa. Para se livrar, é preciso que Chris comprove que há questionamentos na acusação. Senão 100%, 92% o livram da condenação.
Preso à cadeira, Chris faz uso da IA de Maddox, para buscar evidencias que o inocentem. É uma corrida contra o tempo. O suspense está no ar, vendo as imagens disponíveis. Tanto no próprio celular, de Nicole e da filha Britt (Kylie Rodgers), acaba descobrindo mais do imagina. Como um caso extraconjugal que revela as falhas emocionais de Chris. Este em depressão profunda pela morte de seu parceiro e melhor amigo Ray Vale (Kenneth Choi). Ele se culpa pelo ocorrido, já que não conseguiu socorre-lo numa ação. Vira um alcóolatra, consegue se recuperar com o auxílio do padrinho no alcóolicos anônimos Rob Nelson (Chris Sullivan). Porém, ele tem uma recaída e Nicole o ameaça de se separar. Emocionalmente abalado, Chris vai a fundo para descobrir a verdade dos fatos. Assim temos o mote inicial de “Justiça Artificial (Mercy, 2026)”.
Escrita por Marco van Belle e Timur Bekmambetov na direção. Juntando a mais alta tecnologia atual, temos um thriller psicológico com ação. Que traz à tona, assuntos como o uso continuo das redes sociais. Bem como nossa dependência. Já que não tiramos os olhos da frente de nossos celulares e smartphones da vida. Ao mesmo tempo, vícios como o álcool, podem destruir vidas e famílias. Pratt exibe isso perfeitamente. Alcoolizado, não tem memória do que fez antes de ser preso. Só após os vídeos de sua prisão, exibidos por Maddox, vai caindo em si. Já sóbrio, corre para provar que não matou Nicole. Descobrindo o sumiço de material químico que se conecta com o trabalho dela. E os “amigos” que podem ser seus piores inimigos. Sua trama traz na memória a scifi de ação “Minority Report: A Nova Lei (2002)” do mago Steven Spielberg, baseado no conto de Philip K. Dick.

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