O jovem Jonah Hill surgiu na comedia “Superbad” em 2007, mas foi na refilmagem do seriado anos 80 “Anjos da Lei” em 2012 e na continuação de 2014, ganhou destaque de público e crítica. Seu jeito direto e estridente de se fazer presente chamou atenção do mestre do cinema Martin Scorsese. Que o levou para ser o amigo sem limite de Jordan Belfort, feito por Leonardo Di Caprio, Donnie Azzoff em ‘O Lobo de Wall Street (2013)”. Chegando a ser indicado ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante naquele ano. Somada a atuação sóbria em “O Homem Que Mudou O Jogo” em 2011. Impulsionando sua carreira atrás das câmeras com o drama pessoal “Anos 90 (2018)” e o documentário “Stutz (2022)”.
Agora de volta à cadeira de diretor em “Consequência (Outcome, 2026)”. Além de atuar como o empresário Ira Slitz. Ele trabalha para o ator Reef Hawk, interpretado pelo John Wick Keanu Reeves. Este foi uma estrela do cinema no final dos anos 80. Com seu talento juvenil até a fase adulta, onde o vício em álcool o fez entrar em decadência. Nos últimos cincos anos, passou por uma clínica de reabilitação para se recuperar. Com o auxílio de seus melhores amigos Kyle, vivida pela pantera Cameron Diaz, e Xander (Matt Bomer), tenta retomar a carreira. Ira possui um time de especialistas voltado à carreira de Reef. Buscando alternativas e contratos. Como a participação dele em programas de auditório. Ao mesmo tempo, desmentir um vídeo em que ele comete atos libidinosos.
Já que vem sofrendo ameaças que será divulgado integralmente. O que seria uma comedia, vai se tornando uma jornada pelo desconforto e desconfiança do personagem de Reeves. Este que tem a oportunidade de exibir seu lado mais sério como ator. Com uma pitada mais humorística. Lembrando em determinados momentos, o inesquecível Ted Logan da dupla com Alex Winter em ‘Bill & Ted”. Trazendo uma certa ingenuidade à Reef. Ele pensa como este momento lhe causa um mal estar interno. Somada a dúvida do que está acontecendo. Pois não acreditando nele. Já que fora das câmeras, é uma pessoa como você e eu. Vai vivendo sem que cause danos ao seu próximo. A sensação de estranheza, ao ser encontrar com fãs. Apesar do todo carinho deles, não se sente à vontade de retribui-lo. Sempre que vai a algum lugar, se disfarça mas é reconhecido.
Pegando emprestado o tom de “Birdman”, Hill e o roteirista Ezra Woods exibem a vida do artista entre o anonimato e a celebridade em torno dela. A difícil relação entre elas. Como o indivíduo se divide entre a vida normal com a fama e a fortuna. Neste caso, a reconstrução do personagem de Keanu artisticamente falando. Como o vivido por Michael Keaton no citado anteriormente. Algo que ele faz com certa naturalidade, já que convive desde os tempos da saga “Matrix”. Até se reinventar com o assassino de bom coração John Wick. E alternando com papeis como este ou na comedia “Quando O Céu Se Engana (2025)”. Jonah exibe o jeito tresloucado que ficou conhecido, com um adicional. Muitos estranharam (como este que vos escreve) a súbita magreza. Já que ele chamou atenção, além do talento cômico, o seu porte físico avantajado. A justificativa vem do próprio, para conseguir atuar se submeteu a rígida dieta, somada a atividade física diária.

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