Em 2003, Quentin Tarantino já estava se tornando um cineasta de renome. Seu quarto filme, “Kill Bill”, ratificou isso. Escrito como presente de aniversario para sua musa Uma Thurman. Na época, ela fazia 30 anos. Interpretada a assassina Beatrix Kiddo, que se separou de seu mentor e amante Bill, feito pelo veterano David Carradine. Após cumprir uma de suas missões, descobre que está gravida. Por isso, resolve fugir e começar uma nova vida. Bill a encontra, ao lado do Deadly Viper Assassination Squad, para matá-la. É formado por O-Ren Ishii / Cottonmouth (Lucy Liu), Vernita Green / Copperhead (Vivica A. Fox), Elle Driver / California mountain Snake (Daryl Hannah) e o irmão de Bill, Bud / Sidewinder (Michael Madsen). Foi uma verdadeira matança, incluindo o padre, a sua mulher, o noivo, as amigas de Beatrix até o pianista foi uma das vítimas.
Este último foi feito pelo cavaleiro jedi de sabre roxo Samuel L. Jackson. Bill deu o tiro de misericórdia, porem ela / A Noiva sobrevive. Ficando em coma por quatro anos. Ao despertar, acredita que perdeu sua filha. Ao se recuperar, inicia sua vingança. Tarantino, com seu olhar apurado, resolveu dividir o filme em duas partes. A primeira estreou em 17 de outubro de 2003 e a segunda chegou seis meses depois. Uma homenagem às películas de kung fu e explotation dos anos 70. Em dezembro de 2025, resolveu lançar sua versão definitiva chamada “Kill Bill: The Whole Bloody Affair” chegando em nossa terra brasilis, neste final de semana. Adicionando sequencias inéditas.
Uma de suas marcas registradas é o confronto contra a gangue de Oren, os 88 Crazys, num restaurante em Tokyo. Esta deixou de ser uma Deadly Viper para se tornar a nova líder da Yakuza, máfia japonesa. Membros cortados e sangue em profusão, ela derrota a todos. Antes disso, a empolgante briga contra a segurança de O-Ren, a sádica Gogo YUbari (Chiaki Kuriyama). Até o confronto final com Ishii. Quentin recriando as memoráveis lutas dos filmes de samurai de Akira Kurosawa. O clímax e o suspense se fazem presentes. Ele se baseou no conto “The Bride” de Q&U. Aproveita para adicionar à trama, a animação feita pelo estúdio Production I.G., que conta a origem de Oren, que teve os pais assassinados pelos chefões da Yakuza. Ela testemunhou o fato.
Jurando vingança. Nesta nova versão, ela foi estendida. Parte do filme foi reeditado por Tarantino. Ao final da primeira parte, Black Mamba, codinome de Beatrix, descobre que a filha sobreviveu e é criada por Bill. Agora o suspense é mantido. Ela só é informada, após o intervalo de 15 minutos desta versão com 253 minutos. Apesar de cansativo, é uma experiencia imersiva neste universo. A história é mais detalhada e as sequencias antológicas, ganham mais ação e profundidade. Como a mencionada acima e as mortes de Bud e Elle, por exemplo. Bem como seu treinamento com Pai Mei (Gordon Liu).
Para se tornar sua melhor aluna. Ensinando a técnica que mata uma pessoa com cinco toques. Ela explode o coração de uma pessoa por dentro. Além de conseguir uma espada de samurai feita por Hattori Hanzõ (Sonny Chiba). Um exímio ferreiro que prometeu parar de construir esta arma. Mas foi convencido por ela, a descumpri-la. “The Whole Bloody Affair” comprova o talento de Tarantino e as referencias que faz uso em abundancia em seus filmes. Somada a cena pós credito intitulada “O Capítulo Perdido” de Quentin Tarantino. Em formato de Fortnite, produzido pelo Epic Games e Third Floor, para esta versão. Temos a irmã gêmea de Gogo, Yuki (Miyu Ishidate Roberts), em busca de vingança. Ela acompanha Beatrix em sua trilha de mortes. Contando com a volta de Thurman ao papel e Quentin substitue David, falecido em junho de 2009.

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