A Segunda Guerra Mundial é um assunto recorrente na sétima arte. Gerando filmes baseado em momentos reais como o Dia D, a invasão da Normandia pelos aliados em 06 de junho de 1944, retratado em “O Mais Longo dos Dias (1962)” e o impactante “O Resgate do Soldado Ryan (1998)”. Ou foi pano de fundo como nos clássicos “Casablanca (1942)” e “Fugindo do Inferno (1963)”. O mago Steven Spielberg soube se aprofundar no tema com o drama “A Lista de Schindler (1993)” e as series produzidas com Tom Hanks, “Band of Brothers (2001)”, “The Pacific (2010)” e “Mestres do Ar (2024)”. Agora estreando nas melhores salas de cinema da sua cidade temos o drama “Nuremberg (2025)”. Dirigido por James Vanderbilt, que adaptou o livro “The Nazi and The Psychiatrist (2013)” de Jack El-Hai. Onde temos os bastidores de um dos maiores julgamentos da história mundial. Após a derrota da Alemanha nazista de Hitler.
Com o suicídio de seu líder, o alto escalão tentou fugir da Alemanha. Mas foi interceptado pelo exército aliado. Entre eles o marechal Herman Göring, este era tido como o 2º no comando. Aqui ele é feito pelo gladiador Russell Crowe. Um dos maiores aliados Do Führer, totalmente de acordo com sua política sobre a raça superior ao mundo. Contando com a total exterminação dos judeus. Göring e outros 21 do alto comando nazista são levados para Nuremberg. Para aguardarem seu julgamento por crimes de guerra. Em especial o extermínio de sete milhões de judeus nos campos de concentração. O tribunal mundial é formado pelos EUA, Inglaterra, França e a então União Soviética. Enquanto os três primeiros querem resolver isso de forma discreta, já o último quer transformar o julgamento num espetáculo. O exercito dos EUA chama o psiquiatra Douglas Kelly, interpretado pelo Freddie Mercury Rami Makek.
Sua missão obter a confissão deles dos crimes que cometeram. Em especial, Herman. Auxiliado pelo jovem sargento Howie Triest (Leo Woodall, “Bridget Jones: Louca Pelo Garoto, 2025)”. Por sua descendência alemã, é o tradutor de Douglas. Já que a maioria dos oficiais não falam inglês. Ele também deve traçar um perfil para os advogados da acusação. Eles são liderados por Robert Jackson (Michael Shannon) do departamento de Justiça dos EUA e sir David Maxwell Fyfe (Richard E. Grant) do governo britânico. Já que vão encarar a corte para definirem seus destinos. No caso, enforcados em praça pública. Assim, Douglas entrevista a todos com jogos psicológicos. A ideia é se aproximar deles, ganhar sua confiança. Quase uma amizade. Cientes que estão em desvantagem, o tratam com diferença.
Göring até tenta ser simpático, mas Douglas percebe suas intenções. Na verdade, manipula-lo. Convencer seus superiores. Desconhecia as atrocidades dos campos, apenas cumpria as ordens de Hitler. Assim temos o jogo de gato e rato entre os dois e o mote inicial para “Nuremberg”. Ao invés de filme de tribunal, temos um thriller psicológico. Crowe está perfeito como o personagem narcisista, carismático e confiante que será o sucessor de Hitler. Rami exibe sua perspicácia e fascínio por Göring. Se aproximando da família dele, a esposa Emmy (Lotte Verbeek) e a filha Edda (Fleur Bremmer), Levando cartas escritas por elas, sem comunicar com seus superiores. Acreditando que se tornem próximos. Quando na verdade, Herman está o usando e este percebe que será muito difícil desacredita-lo. Vanderbilt exibe que pessoas como Göring manipulam os outros ao seu bel-prazer. Sem que se responsabilizem por seus atos. São inteligentes, bem relacionados, vaidosos e desprovidos de senso moral.

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