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Jessie Buckley é "A NOIVA!"

No ano passado, o conto “Frankenstein” de Mary Shelley ganhou uma nova versão com o olhar apurado de Guillermo Del Toro. Comentamos no link: https://cyroay72.blogspot.com/2025/11/o-conto-frankenstein-de-mary-shelley.html. Anteriormente tivemos outras versões como a do lendário Boris Akerlof em 1931, Mel Brooks nos brindou seu olhar escrachado em “O Jovem Frankenstein (1974)” e o ator shakespeariano Kenneth Branagh com uma versão fiel ao conto em 1994. Karloff se aventurou com a continuação “A Noiva de Frankenstein” de 1935, assim como outras produções que surgem. Com isso em mente, Maggie Gyllenhaal, que possui uma consistente carreira como atriz. Conhecida mundialmente como a namorada de Bruce Wayne em “Batman: O Cavaleiro das Trevas (2008)”, tem se aventurado atras das câmeras.

Seu primeiro filme, “A Filha Perdida (2021)”, um drama familiar que chamou atenção de publico e critica. Após ler o romance de Mary Shelley resolveu trazer à tona sua visão sobre a obra. Um mundo após os eventos descritos no livro e sua autora vivendo numa espécie de limbo espiritual. Imaginando como seria uma continuação do seu conto. Dai ela resolveu abduzir Ida, uma jovem pinup da cidade de Chicago nos anos 30. Esta em meio a um jantar entre amigos dentro do restaurante que pertence ao mafioso local Lupino (Zatlko Buric). Ida começa a falar como Mary. Com um vocabulário irretocável e o atacando verbalmente. Os amigos Clyde (John Magaro) e James (Matthew Maher) tentam conte-la. 

Eles resolvem atira-la pela escada. Ida quebra o pescoço com a queda. Assim somos introduzidos à “A Noiva! (The Bride!, 2026)”. Ida é feita por Jessie Buckley de “Hamnet (2025)”. Dai temos o monstro de Frankenstein com o eclético Christian Bale no papel. Este vive à margem da sociedade, alheio ao seu cotidiano. Até que vai atras da cientista Cornelia Euphronious, vivida pela veterana atriz Annette Bening. Ele vai até ela, pois tem os mesmos conhecimentos de seu criador para lhe conceder um pedido. No caso, uma companheira. Por ter estudado as anotações de Frankenstein, pode conseguir faze-lo. Vão ao cemitério da cidade e desenterram o corpo de Ida. 

Ao ressuscita-la, está desorientada e cheia de raiva. Já que Mary ainda está dominando seu corpo e mente. Frank fica encantada por ela. Seguem por toda Chicago até chegarem a uma festa. Ida se diverte, já ele a admira distante. Chamando atenção de todos, é atacada por dois rapazes. Frank os atinge mortalmente e assim fogem. Uma investigação é aberta e tem a frente os detetives Jake Wiles (Peter Sarsgaard) e Myrna Malloy (Penelope Cruz). Eles foram fotografados e estampam as capas dos jornais. Chamando atenção de Lupino, questionam Clyde e James, já que ficaram responsáveis de se livrarem de Ida. Eles juram que fizeram o que lhes foi pedido, mas o mafioso tem dúvidas. James é abatido, Clyde é encarregado de resolver o assunto de vez.

Enquanto isso, Ida e Frank se aproximam. Ela não tem certeza de quem e ele aos poucos, vai quebrando o coração de preta de Ida. Já que ela está em dupla personalidade. Se expressando como Mary, somadas as memorias de Ida. Vivia o momento e queria agir contra Lupino. Já que este assassinou suas melhores amigas. O romance surge entre os dois, a película, ganha novos contornos de road movie. Com pitadas do clássico policial “Bonnie & Clyde (1967)” e a aventura “Thelma & Louise (1991)”. Aliado ao tom gótico, Maggie aproveita para exibir o empoderamento feminino contra o toxico macho alfa da época. O destaque fica para a atuação de Jessie. Se em “Hamnet” temos uma atuação contida, que exala toda sensibilidade de personagem com gestos e olhares. 

Aqui em “A Noiva”, ela se divide em mais dois papeis. Um desafio ao viver três pessoas ao mesmo tempo agora.  A escritora que faleceu repentinamente, que deseja dar continuidade à sua obra. A jovem recatada quer expressar toda raiva contida dentro de si e a Noiva que se tornar a forma de expressa-la. Ao mesmo tempo, Mary tem seu momento em vida. iniciar uma revolução, como ela bem disse nos 126 minutos da época. Bale repete a competência de sempre, aliada a uma maquiagem que não o desconfigura completamente.

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