Quando o policiai com ares de comedia “Um Tira da Pesada (Beverly Hills Cop)” estreou em 1984, o então iniciante Eddie Murphy não imaginava o impacto que o filme teria. Revelado no programa humorístico “Saturday Night Live (desde 1975)”. Murphy atuou no thriller policial “48 Horas (1982)” e na comedia “Trocando as Bolas (1983)”. Chamando a atenção do público e da crítica. Isso o creditou a estrelar “Um Tira da Pesada” que se tornou um sucesso mundial. Ele é o desbocado policial da cidade de Detroit (EUA) Axel Foley que enlouquece seu chefe, o capitão Todd (Gilbert R. Hill) e todo departamento. Seu parceiro Jeffrey (Paul Reiser, o dr. Sam Owens de “Stranger Things”) sempre o ajuda, encobertando suas ações tresloucadas. Por elas, Axel é suspenso e se encontra com um velho amigo dos tempos de delinquência Mikey (James Russo).
Mais tarde, este surge morto e Axel resolve ir atrás do responsável. Contrariando seu chefe, vai até Beverly Hills. Mikey lhe disse que tinha um esquema rolando por lá e que lhe estava rendendo bastante dinheiro. Reencontrando outra velha amizade, Jenny (Lisa Eibacher). Ela trabalha numa galeria de arte e arranjou um emprego para Mikey. Porem ele descobre que há do que imaginava. A galeria e este trabalho possuem uma relação ilícita. Ao investigar, irrita a polícia local e é vigiado de perto pelos detetives Billy Rosewood (Judge Reinhold) e John Taggart (John Ashton). A contragosto, aceitam a missão de seu chefe, o capitão Bogomil (Ronny Cox). Com o convívio, Axel e a dupla formam uma amizade improvável, se unem para resolver o caso. Daí o mote inicial de “Um Tira da Pesada”.
A empreitada deu tão certo, tivemos a continuidade das aventuras de Axel em “Um Tira da Pesada 2 (Beverly Hills 2)” em 1987. De volta à cidade, vai para ajudar seu velho amigo Bogomil ferido num atentado contra sua vida. Uma quadrilha está roubando joias de valor inestimável e sendo chamada de “gangue do alfabeto”. A cada roubo deixam uma pista com a letra do alfabeto. Bogomil, Rosewood e Taggart estão atrás deles, mas como o primeiro fora de combate as investigações cessaram. Por isso, os outros dois resolvem seguir em frente e pedir a ajuda de Foley. Já em 1994, tivemos a terceira parte, “Um Tira da Pesada 3 (Beverly Hills Cop 3)”. Agora combatendo o crime em sua cidade natal. Após uma ação com SWAT, seu chefe foi assassinado por um homem engravatado.
Num último suspiro, Todd pede para Axel descobrir quem o matou. As pistas o levam de volta à Beverly Hills. Mais exatamente no parque temático “Wonder World”. Passados 30 anos, Eddie retorna ao papel que marcou sua carreira em “Tira da Pesada 4: Axel Foley (Beverly Hills Cop: Axel F, 2024)”. Mais velho, mas seu estilo debochado continua. Ainda atuando nas ruas de Detroit e destruindo tudo a sua frente. Como empolgante sequencia dentro de um estádio numa partida de hóquei em que Axel e seu parceiro impedem o assalto. Pegam um caminhão de lixo e daí começam os problemas. Para alcançar os assaltantes, Axel atropela tudo a sua frente. Carros e viaturas policiais.
Mais uma vez é alertado por Jeffrey (Reiser), que está se aposentando. O aconselhando a se reconciliar com a filha Jane Saunders (Taylour Paige). Que trabalha como advogada em Beverly Hills e que está cuidando de um caso de assassino de um policial da cidade. Seu cliente é o principal suspeito. Rosewood (Reinhold) discutiu com Taggart (Ashton), que substituiu Bogomil, e deixou de ser detetive. Montou agencia de investigação particular e busca provar a inocência do rapaz. Ele pede ajuda de Axel e ao mesmo tempo, tenta aproxima-lo de Jane. Em meio a isso, ele desaparece. Procurando pelo amigo, Axel acaba preso. Revê Taggart e conhece o detetive Cade Grant, com o veterano Kevin Bacon (sim, o citado pelo Guardião da Galáxia, o Senhor das Estrelas) no papel.
Estes não acreditam que o suspeito seja inocente e Foley com seu sexto sentido apurado, percebe que Grant é não tão hidônio como aparenta ser. Na delegacia, também conhece o policial Bobby Abbott (Joseph Gordon-Lewitt de "Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge, 2012”) e este já ciente da sua "fama" dentro do departamento. Aproveitando seu telefonema para o advogado, entra em contato com Jane. Após varias tentativas, ela aceitar falar com o pai. E a primeira vez que se veem há muito tempo, troca de olhares fulminantes entre ambos. Juntos, buscam por pistas do paradeiro de Rosewood. No encalço deles, Grant. Assim temos a trama inicial de "Um Tira da Pesada 4: Axel Foley”.
Agora dirigido por Matt Molloy, que soube aproveitar as referências da franquia anos 80. Desde o icônico tema musical composto por Harold Faltermeyer, “Axel F” e canções como “The Heat Is On” de Glenn Frey (“Um Tira da Pesada”), na abertura do filme e reapresentando o personagem num passeio por Detroit; e “Shakedown” de Bob Seger (“Um Tirada da Pesada 2”) como fundo musical na sequência de perseguição. A trilha é composta por Lorne Balfe que utiliza a atmosfera oitentista para ilustrar musicalmente a nova aventura de Foley. Juntamente com Molloy que traz um ar de nostalgia daqueles tempos.
Também atualizam o personagem, que ainda vive como se estivesse em 1984, e precisando se adaptar aos anos 2020. A relação com a filha é o maior exemplo disso. Numa conversa com Jane, que deixa bem claro o seu despreparo para ser o pai que ela precisava. Ao mesmo tempo, Jane é um reflexo dele. O mesmo timing para sair de situações difíceis e exibindo uma boa parceria entre Paige & Murphy. Este com seu carisma e estilo único para comedia. Uma boa e grata surpresa é o retorno de Bronson Pinchot como o negociante gay Serge, que roubou a cena em "Um TIra da Pesada" e em "Um Tira da Pesada 3”.

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